Tempo de jejuar e resistir: a presença do kung-fu no treinamento do ator : a experiência extracotidiana no teatro vocacional em proposição épica

OLIVEIRA, Juliana Rocha de. Tempo de jejuar e resistir: a presença do kung-fu no treinamento do ator : a experiência extracotidiana no teatro vocacional em proposição épica.  Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista, 2010.

Palavras-chave: Kung-fu, Teatro, Representação teatral, Expressão corporal (Teatro), Teatro vocacional, Treinamento corporal, Pedagogia teatral.

Resumo: Esta pesquisa surgiu da necessidade de registrar, organizar, sistematizar e relacionar os conhecimentos adquiridos em minha formação de atriz, professora de teatro e artista marcial, no intuito de melhor explorar o processo de criação teatral, utilizando técnicas marciais orientais. Aproximando as duas artes: teatral e marcial – kung fu, termo que além de designar uma arte marcial de origem chinesa possui outros significados como, por exemplo, capacidade de aguentar jejum e resistir, vislumbrei desenvolver, com os envolvidos no processo, potencialidades e habilidades, que foram vivenciadas na preparação corporal destes como atores, iniciando pelo treinamento para se chegar ao ensaio e por fim o espetáculo, promovendo de forma prática o aprimoramento do autoconhecimento e de suas relações com o outro e com o espaço, proporcionando um maior domínio do corpo, que se tornou mais expressivo para a criação cênica. Por buscar orientar os processos de trabalho teatral, de modo a tornar a experiência com teatro um meio socializador, fundamentado no principal postulado brechtiano, em que educar e divertir se apresentam essenciais à experiência com os jovens, considerando o contexto aqui abordado, o eixo dessa proposta leva em conta a abordagem práxica do teatro épico, sistematizado por Bertolt Brecht, sobretudo a partir de meados da década de 1920, quando o dramaturgo alemão passa a dedicar-se à criação das peças didáticas. Por meio dessas ideias e das práticas vivenciadas, algumas perguntas surgiram. Por que e como se apropriar de duas artes aparentemente distintas: kung fu e teatro, a fim de possibilitar uma melhor expressão do corpo? Como essas duas artes poderiam interagir, dando origem a um treinamento utilizado em um grupo de teatro? O que há nessa técnica oriental, que mobiliza e contribui para

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A roupa depois da cena

FERREIRA, Manon de Salles. A roupa depois da cena. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2015.

Palavras-chave: Conservação têxtil, Cultura material, Fause Haten, Figurinos, Moda, Ney Matogrosso, Teatro, Trajes de cena.

Resumo: A partir da estreita relação entre a roupa social e o figurino, dentro e fora do espetáculo, esta tese tem como objetivo investigar os percursos que faz a roupa após a “cena”, isto é, a partir do momento em que são guardadas como documentos de pesquisa e não mais usadas como objeto de consumo e descarte. São discutidas questões relacionadas aos acervos têxteis e os processos necessários para a sua conservação e esse será o objeto de estudo: as iniciativas existentes fora dos espaços museológicos que vem sendo realizadas por grupos de teatro, universidades, colecionadores, instituições culturais e estilistas. Será debatido o exemplo do Centre National du Costume de Scène, na França, a coleção de figurinos do cantor/performer Ney Matogrosso numa instituição de ensino, e o desenvolvimento, como estudo de caso, do projeto de conservação e exposição da coleção de marionetes do estilista/figurinista Fause Haten.

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Identidade cultural brasileira nos figurinos de O Rei da Vela

PESTANA, Sandra Regina Facioli. Identidade cultural brasileira nos figurinos de O Rei da Vela. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2012.

Palavras-chave: Figurino, Hélio Eichbauer 1941-, Identidade cultural, Teatro, Teatro Oficina (companhia teatral).

Resumo: Este trabalho analisa os figurinos criados por Hélio Eichbauer para o espetáculo O Rei da Vela, escrito por Oswald de Andrade em 1930 e encenado pelo Teatro Oficina em 1967, com direção de José Celso Martinez Corrêa. A análise enfocou o tratamento dado pela companhia e pelo cenógrafo à questão da identidade cultural brasileira, observando como esta noção modifica-se conforme a vigencia de ideologias da cultura brasileira. Buscou-se detalhar como as referências utilizadas na criação do trabalho foram colocadas plasticamente em cena, observando quais foram os materiais e peças empregadas, seu uso e sua história na indumentária social.

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Campos de luz: contaminações luminosas no Teatro Paulistano 2011-2012

OCHOA, Manoel João. Campos de luz: contaminações luminosas no Teatro Paulistano 2011-2012. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro)  -Universidade de São Paulo, 2012.

Palavras-chave: coletivos teatrais, desenho da luz, diretores, iluminação cênica, iluminadores, luz cênica, teatro.

Resumo: Este trabalho pesquisa as aplicações da iluminação cênica em alguns coletivos teatrais paulistanos no período de 2011-2012, para entender a prática do desenho da luz, constatando a utilização ou não de novos equipamentos e técnicas. Para isso, fez-se o estudo de peças produzidas e apresentadas no período mencionado, e entrevistas com iluminadores, diretores e outros profissionais da cena ligados a grupos filiados à Cooperativa Paulista de Teatro e contemplados com o Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. Outra preocupação deste trabalho foi a análise da formação dos profissionais de iluminação desses coletivos.

Link: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-21092015-155451/pt-br.php

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Extrapolação dos limites. Arquitetura e espaço cênico revolucionário

PINTO, Roberto Mello da Costa. Extrapolação dos limites. Arquitetura e espaço cênico revolucionário. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2013.

Palavras-chave: arquitetura moderna, inovações cênicas e política, teatro, vanguardas artísticas.

Resumo: O presente estudo que se inicia nas primeiras décadas do século XX busca analisar os movimentos e as autodenominadas vanguardas artísticas, a arquitetura do movimento moderno, a escola da Bauhaus no período entre Primeira e Segunda Grande Guerra, os projetos de uma arquitetura coletiva, onde os conceitos de arte e cultura estão integrados na sociedade. Uma das pontes que une esta vanguarda europeia ao Brasil, acreditamos, seja o teatro, por meio de textos dramatúrgicos e encenação cênica de artistas que fizeram parte destas vanguardas; por meio da arquitetura e os conceitos de arte – artesanato, arte e designer. A arquiteta Lina Bo Bardi, mulher do segundo pós-guerra, terceira geração da arquitetura moderna, intelectual articulada que tem perfeita coerência entre o objeto de arquitetura com as defesas das culturas populares e históricas, atuou na criação do Museu de Arte Moderna da Bahia (1959-1964) e do Teatro Oficina (1984). Atravessou o momento histórico do Brasil, que passou pelos desejos possíveis e, posteriormente, pela derrubada de tantos sonhos compartilhados (1958-1964). A trajetória neste período, suas relações com as artes cênicas e os artistas-intelectuais participantes desta caminhada, e a posterior retomada, no ano de 1968, junto ao Teatro Oficina e seu diretor, José Celso Martinez. A hipótese do trabalho é da complementaridade das ações, opções estéticas e políticas formuladas pelos artistas envolvidos. Tenta-se aqui mostrar uma sintonia entre as vanguardas artísticas do início do século XX e o Brasil contemporâneo, como devedor de realizações que antecederam toda uma experimentação estética e política.

Link: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-19092013-103543/pt-br.php

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A cenografia no palco de Skakespeare

FREITAS, Juliana Pedreira de. A cenografia no palco de Skakespeare. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2009.

Palavras-chave: Globe Theatre, princípos, teatro, teatro elizabethano.

Resumo: O teatro não pode ser traduzido apenas como um texto literário, ele é a junção da obra dramatúrgica com tudo aquilo que pode ser colocado sobre o palco. Partindo desse ponto de vista, ao entendermos como eram os cenários de Shakespeare na sua origem, melhor interpretaríamos o real significado de sua obra, facilitando assim a sua compreensão e gerando mais uma ferramenta de trabalho para que possamos recriar seus textos. Acreditando nisso, baseamos este estudo nos elementos práticos inseridos na realização teatral do século XVI e XVII na Inglaterra. Passamos por uma breve concepção histórica da época, visto que o teatro nunca deixa de ser um espelho do que acontece na realidade do cotidiano; pela história do teatro inglês para entendermos sua evolução, culminando na grande era de ouro, no caso o teatro elizabethano; fomos para os princípios práticos primeiramente destrinchando o edifício teatral elizabethano na sua concepção de semi-arena e nos seus recursos técnicos e posteriormente enfatizando o Globe Theatre, teatro do grande dramaturgo em questão; e finalmente tentamos elaborar uma idéia do que teria sido a cenografia no palco de Shakespeare.

Link: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-25102010-163317/pt-br.php

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Cartografia cenográfica: sessenta anos da cenografia teatral de Cyro Del Nero

AMARAL, Marcos Tadeu do. Cartografia cenográfica: sessenta anos da cenografia teatral de Cyro Del Nero. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2019.

Palavras-chave: cenografia, história, teatro.

Resumo: Esta pesquisa tem um levantamento e comprovação da cenografia teatral de Cyro del Nero, no período de 1956 a 2010. Também aponta as demais frentes de trabalhos percorridos através do seu ofício de cenógrafo, nos campos da moda, televisão, artes plásticas e visuais. Del Nero, além de premiado cenógrafo teatral, foi também pioneiro na direção de arte da televisão brasileira, criando logomarca para emissoras, programação visual de novelas e programas de entretenimento, sendo autor do primeiro vídeo clipe brasileiro. Na última década de sua vida, trabalhou como docente na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, que o levou a compartilhar seus conhecimentos, adquiridos pela motivação da curiosidade intelectual, em livros lançados sobre cenografia e história da moda. A pesquisa foi desenvolvida em exposições que reproduziram parte de acervo pessoal, jornais e livros sobre teatro, moda e televisão. O principal enfoque é ancorado num registro de parte da história da cenografia teatral brasileira.

Link: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-25022021-162227/pt-br.php

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Incorrigíveis: teatro, festa e carnaval em uma poética pícara

CAMPOS, Alysson Lemos. Incorrigíveis: teatro, festa e carnaval em uma poética pícara. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal do Ceará, 2020.

Palavras-chave: Pícaros, Incorrigíveis, Carnaval, Festa, Teatro.

Resumo: A presente dissertação tem como objetivo lançar um olhar sobre os processos de criação do coletivo de teatro de rua Os Pícaros Incorrigíveis (Fortaleza/CE) desbravando os possíveis desdobramentos de uma poética pícara. A pesquisa tem como principal paisagem de investigação o espetáculo Devorando Heróis: a tragédia segundo os pícaros (2017), se configurando como um espaço de fértil elaboração dos pensamentos do Coletivo, sendo estes embebidos pela festa e pelo carnaval, elementos que configuram um arcabouço conceitual que atravessa as relações pícaras, incidindo desde as suas proposições estéticas, aos modos de convivência. Reconhecendo tratar-se de uma poética que está amparada em uma fronteira liminar entre a vida e o teatro que os integrantes se propõem a conceber a partir de uma visão de mundo carnavalizada. Os caminhos metodológicos percorridos assumem também uma natureza pícara, que em diálogo com o Coletivo alimenta a discussão a partir das mesas de bar que o grupo costuma habitar, celebrando, bebendo e devorando todas as referências que possam interessar na elaboração de uma poética que assim como os Pícaros se sustentam incorrigíveis.

Link: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/51399

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Rasgos para um teatro comum

MOTA, Levy Galvão. Rasgos para um teatro comum. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal do Ceará, 2020.

Palavras-chave: Teatro, Política, Comum.

Resumo: Esta pesquisa reflete sobre o teatro como instância singularmente política das relações humanas, principalmente no que concerne à possibilidade que o teatro oferece para a partilha do comum, da ideia de comunidade, a partir de referências teóricas dos estudos teatrais e da filosofia política, tais como Chantal Mouffe, Giorgio Agamben, Hannah Arendt, Jean-Luc Nancy, Judith Butler, Jorge Dubatti e Denis Guenoun. O gesto enciclopédico deste trabalho, apresentado ao longo de doze verbetes, ou rasgos, não tem a intenção de operar conceituações definitivas, ao contrário, apenas apontar caminhos, abrir fendas de pensamento, numa metodologia experimental baseada nos seminários de Como viver junto, de Roland Barthes. Assim, esta dissertação não propõe a invenção de uma nova forma teatral, mas pretende evidenciar o caráter de práxis política do teatro e suas possibilidades de ação na contemporaneidade.

Link: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/50779

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O Grupo Gente Nossa e o movimento teatral no Recife (1931-1939)

SILVA, Ana Carolina Miranda Paulino da. O Grupo Gente Nossa e o movimento teatral no Recife (1931-1939). Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2009.

Palavras-chave: Grupo Gente Nossa; Teatro; Regionalismo; Cultura

Resumo: Esta dissertação tem como objetivo analisar o movimento artístico proposto pelo Grupo Gente Nossa do Recife, de 1931 a 1939, como um movimento teatral brasileiro em sintonia com os desejos e necessidades de sua época. Inserido em um período encarado como decadente por grande parte da historiografia teatral brasileira, a presente abordagem sugere um outro ponto de vista, mostrando que essa fase, ao contrário do que foi exposto, revelou-se em plena produção em favor de uma arte teatral do Brasil. Na trajetória do Grupo verifica-se uma marcante valorização do sentimento regional. Sustenta-se que isto se deve, pelo menos em parte, à figura de seu idealizador e criador Samuel Campelo. Pertencente a uma elite intelectual, a iniciativa do teatrólogo proporcionou à cidade o seu primeiro grupo de teatro permanente, além de estimular e provocar mudanças significativas naquele ambiente teatral. Levantando a bandeira da luta em prol de um teatro nacional, a mesma que inspirava inúmeros intelectuais na capital do país, Campelo percorrerá um caminho diferenciado, explorando alguns dos fundamentos das idéias dos Regionalistas da década de 1920. Em particular, o intenso valor conferido às tradições locais, às glórias pretéritas, ao que era da terra. Os espetáculos em sua maioria eram dedicados a alguma data histórica de Pernambuco e, ao provocar essas imagens do passado nas aberturas das representações, o teatrólogo, nessa exaltação dos heróis pernambucanos, apoderava-se daquela realidade, daqueles desejos e sonhos patrióticos, tornando o passado contemporâneo do presente, inundando-o com forte sentimento localista. A própria escolha do nome pode bem ser tomada como um indício de tais pressupostos. Um nome feito sob medida para despertar o orgulho pelo que é nosso. Coisa nossa, feita por gente nossa. Um nome simples, mas que atingiu uma esfera coletiva e que ganhou grandes proporções no decorrer do tempo, quando vários grupos, tanto dessa província como de todo Norte , começaram a imitá-lo e a colocar Gente ou Nossa em seus nomes.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6987

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O Teatro de Cultura Popular em três atos: articulações entre o teatro e a política em Pernambuco (1960-1964)

GENÚ, Luiz Felipe Batista. O Teatro de Cultura Popular em três atos: articulações entre o teatro e a política em Pernambuco (1960-1964). Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2016.

Palavras-chave: Teatro; Política; Representação; Popular; Teatro de Cultura Popular; Theater; Politics; Representation; Popular; Teatro de Cultura Popular.

Resumo:

Tomando como ponto de partida a ideia de que a cultura e a política estão ligadas de muitas maneiras, o presente trabalho teve por objetivo investigar a relação entre o teatro e a política em Pernambuco, durante o primeiro quatriênio da década de 1960. Para isto, selecionamos como referencial de pesquisa a trajetória do Teatro de Cultura Popular (TCP). Grupo teatral pertencente ao Movimento de Cultura Popular do Recife (MCP), o TCP estava ligado às forças progressistas e de esquerda que apoiaram as gestões de Miguel Arraes como prefeito do Recife (1960-1962) e, em seguida, como governador de Pernambuco (1963-1964). Iniciamos nossa narrativa pelo mapeamento das articulações entre intelectuais e artistas locais com as referidas forças políticas – aliança que proporcionou a existência do MCP/TCP. Em seguida, baseados nas reflexões do sociólogo Pierre Bourdieu, nos voltamos para os efeitos sobre o campo teatral do Recife da fundação do Teatro de Cultura Popular e de sua prática teatral, que se propunha a explorar manifestações culturais populares e a tratar de temáticas como o latifúndio, a exploração sofrida pelo camponês e pelo operário e o analfabetismo. Por fim, investigamos as construções de sentido urdidas em torno do TCP tendo como base a sua recepção por membros do campo teatral, da imprensa, de órgãos de segurança pública locais e por funcionários dos Estados Unidos da América. Igualmente, procuramos esclarecer as implicações relacionadas ao golpe civil-militar de 1964 para os membros do Teatro de Cultura Popular.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19421

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Memória e espaço: o teatro comunitário de São Gonçalo do Bação

AGUIAR, Ramon Santana de. Memória e espaço: o teatro comunitário de São Gonçalo do Bação. Dissertação (Mestrado em Teatro) – UNIRIO, 2006.

Palavras-chave: Teatro, Cultura.

Resumo: Esta pesquisa propõe a reflexão sobre o fazer teatral do Grupo de Teatro São Gonçalo do Bação nas suas inter-relações com as reminiscências da comunidade do distrito rural de São Gonçalo do Bação; em Minas Gerais. A partir de histórias orais; repassadas de geração a geração; o Grupo de Teatro constrói coletivamente seus textos e os encena para a comunidade do distrito. Nessa ação; o Grupo e; conseqüentemente; o Teatro produzido; estabelece relações de identidade e pertencimento para uma comunidade rural emersa no “mundo globalizado”. Como instrumentos de análise são utilizados três textos dramatúrgicos do Grupo de Teatro e suas encenações. No intuito de identificar as relações entre Teatro e Comunidade; foram realizadas entrevistas com diversos membros da comunidade envolvidos no processo de produção e assistência das encenações; utilizando os métodos propostos pela História Oral.

Link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=110441

Maquiagem e pintura corporal: uma análise semiótica

MAGALHÃES, Mônica Ferreira. Maquiagem e pintura corporal: uma análise semiótica. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) – Universidade Federal Fluminense, 2010.

Palavras-chave: Semiótica;  Teatro;  Maquilagem;  Linguagem corporal;  Caracterização;  Maquiagem;  Make-up;  Body painting;  Semiotics;  Theatre

Resumo: Este trabalho trata a maquiagem como uma linguagem, constituída de um plano de expressão e um plano de conteúdo e concretizada em enunciados pintados sobre o

rosto e/ou o corpo de um sujeito localizado historicamente num tempo e espaço definidos. Utiliza a base teórica da semiótica discursiva e propõe uma metodologia de
análise que considera a função semiótica do corpo e a praxis enunciativa de diferentes
formas de maquiagem e pintura corporal. São analisados os exemplos da maquiagem
social, da pintura corporal e da maquiagem teatral, em seus aspectos discursivos e
tensivos, a partir fundamentalmente dos conceitos propostos pelo semioticista Jacques
Fontanille (2004, 2007). Observa que a maquiagem, como toda linguagem, cria códigos socialmente interpretáveis pelo hábito ou produz sentidos inesperados a partir da articulação que promove entre o sensível e o inteligível.

Link: https://docplayer.com.br/5379831-Monica-ferreira-magalhaes-maquiagem-e-pintura-corporal-uma-analise-semiotica.html

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O Ritmo musical da cena teatral: a dinâmica do espetáculo de teatro

OLIVEIRA, Jacyan Castilho de. O Ritmo musical da cena teatral: a dinâmica do espetáculo de teatro. Tese (Doutorado em Artes Cênicas) – Universidade Federal da Bahia, 2008.

Palavras-chave: Ritmo; Dinâmica; Partitura; Musicalidade; Teatro; Meyerhold.

Resumo: Esta pesquisa se debruça sobre os aspectos musicais que impregnam a feitura do ato teatral, especificamente as noções de “ritmo” e de “dinâmica” (no que esta contribui para a constituição do ritmo) que permeiam, muitas vezes de forma intuitiva, o processo de composição da cena. A partir da busca de definições dos conceitos nos campos do Ensino Musical e da Psicologia da Música, e à luz de considerações da Semiologia e da Pedagogia Teatral, buscou-se lançar um olhar interdisciplinar sobre alguns elementos essenciais da prática e da reflexão cênica que são constantemente alvo de equívocos e entendimentos díspares quanto às suas delimitações: as noções de musicalidade, dinamismo e plasticidade do espetáculo teatral. Estes elementos, essenciais porque são verdadeiramente estruturantes do fenômeno teatral, são ainda hoje frequentemente relegados a segundo plano como constituintes da poética do espetáculo, considerados como aspectos ornamentais ou complementares da composição. A hipótese norteadora deste trabalho é a de que o ritmo, que engloba a dinâmica da obra teatral, é ferramenta de produção de sentido, alçado da condição de significante a pleno signo na constituição da obra. Para lograr comprovar tal hipótese de forma conceitual, foram buscados também na Teoria Literária e em práticas reflexivas provenientes de campos artísticos afins, como as Artes do Corpo e o Cinema, os paradigmas que confirmam a suposição de que a linguagem artística é, em si, essencialmente musical, conquanto nem sempre conte com referências explicitamente pertinentes ao universo da música. Ao longo dos seis capítulos desse trabalho, são reconhecidos e analisados exemplos de procedimentos e metodologias de composição teatral, no que toca à organização rítmica do espetáculo, em diversas fases e campos de operação do mesmo: a dinâmica do texto teatral em verso e prosa, a articulação das cenas ou partes do espetáculo no processo de encenação, a modelagem do tempo e da energia psicofísica do ator no trabalho com partituras. No Apêndice, consta o relato da experiência de montagem do espetáculo teatral – Canteiros de Rosa, uma homenagem a Guimarães – cuja encenação, a cargo desta pesquisadora, baseou-se nos pressupostos apresentados nesse trabalho.

Link: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/9610

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Maquiagem teatral: Uma experiência metodológica de ensino na Licenciatura em Teatro

SAMPAIO, , Jose Roberto. Maquiagem teatral: Uma experiência metodológica de ensino na Licenciatura em Teatro. Tese (Doutorado em Artes Cênicas) – Universidade Federal da Bahia, 2016.

Palavras-chave: Maquiagem; Teatro; Educação; Ensino.

Resumo: Esta pesquisa pretende servir como um modelo para nortear o ensino da Maquiagem Teatral em cursos de licenciatura em teatro, assim como em cursos livres e oficinas de formação do ator. A partir de um panorama histórico da máscara e da maquiagem no teatro, pontuando os momentos em que estas eram utilizadas com destaque na encenação, de acordo com o gênero e o conceito dos encenadores, até os dias atuais e, após uma pesquisa sobre o ensino da Maquiagem Teatral no Brasil, com entrevistas com seis professores da referida disciplina, em universidades das cinco regiões brasileiras, segue-se uma descrição da metodologia aplicada no ensino da Maquiagem Teatral com vistas à interdisciplinaridade. Como aporte teórico foram utilizados estudos da semiologia, da história do teatro e da educação, da anatomia facial, dos estudos de luz e sombra e de grandes pensadores do teatro.

Link: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/18515

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O processo criativo com os bonecos de luva: magia, mimetismo, ludicidade, poesia e símbolo

SILVA, Diva Luiz da. O processo criativo com os bonecos de luva: magia, mimetismo, ludicidade, poesia e símbolo. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Universidade Federal da Bahia, 2004.

Palavras-chave: Bonecos de luva; Processo de criação; Arte-educação; Teatro.

Resumo: A pesquisa focaliza o processo criativo de aprendizes e educadores, tendo os bonecos de luva criados em papel machê como instrumentos mediadores na experiência com o Teatro-educação. A partir de uma reflexão e análise da relação de ensinoaprendizagem são apresentadas vivências, indagações do processo experimentado com os aprendizes da Escola Pública e educadores do Centro Cultural Para Infância Paulo Tonucci. O boneco de luva mediou o processo de criação, tornou possível a apreciação estética, a contextualização e a produção experimental. Durante o processo criativo em aulas e oficinas, o fantoche viabilizou o entendimento do fenômeno mimético como parte do aprendizado, porém, a imitação foi apenas o ponto de partida. O processo de criação se caracterizou por desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a percepção e a criatividade dos participantes na construção do conhecimento artístico, através da criação de personagens-bonecos, textos, histórias, ambientação, figurino e caracterização. Com base nesta experiência, foi desenvolvido um suporte técnico sobre a criação e manipulação dos bonecos de luva como opção metodológica. Para compreender a dimensão histórico-cultural dos bonecos de luva, foram utilizados os estudos desenvolvidos pelo psicólogo Lev Semenovich Vygotsky. Houve uma apropriação dos conceitos de mediação, Zona de Desenvolvimento Proximal e nível de desenvolvimento real, no sentido de interrogar sobre a hipótese formulada. O boneco de luva é estudado mediante uma visão filosófica, lúdico-pedagógica e simbólico-poética do processo criativo artístico. Neste percurso, tendo como suporte teórico a proposta triangular de Ana Mae Barbosa, desenha-se o processo de educadores e aprendizes a partir da apreciação, contextualização e produção dos bonecos de luva em papel machê. Com base nas dimensões contempladas, compreende-se também a importância dos valores culturais, estéticos, lúdicos e simbólico-poéticos dos bonecos no desenvolvimento do potencial criativo.

Link: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/9429

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Do palco ao cartaz: a memória e a cena dos espetáculos teatrais de Uberlândia de 1994 a 2014

PEREIRA, Tiago Henrique Pimentel. Do palco ao cartaz: a memória e a cena dos espetáculos teatrais de Uberlândia de 1994 a 2014. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Uberlândia, 2017.

Palavras-chave: Artes, Memórias, Comunicação visual, Design (Arte), Teatro, Cartaz, Espetáculo, Memória, Design, Theater, Poster, Spectacle, Memory, Design.

Resumo: Esta pesquisa apresenta o cartaz de teatro com o intuito de desvendar sua participação como elemento artístico no contexto do espetáculo e sua capacidade de conservação da memória teatral por meio de imagens. Para isso, faz um resgate histórico do cartaz como ferramenta de comunicação, entrecruzando seu caminho à sua utilização na divulgação de espetáculos teatrais. Realiza uma análise dos cartazes dos grupos mais atuantes e longevos de Uberlândia: Grupontapé, Trupe de Truões e Confraria Tambor, produzidos entre 1994 a 2014, tecendo inter-relações entre as imagens, o enredo, a proposta cênica e a visualidade dos espetáculos. Descortina a relação do cartaz com os grupos de teatro, sua estrutura produtiva e preferências estéticas. Apresenta também a trajetória pessoal deste pesquisador e suas investidas como ator-designer no contexto teatral local.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/18959

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SOB A SOMBRA DO ATOR: A formação e treinamento do ator no Teatro de Sombras.

FREITAS FILHO, Welerson. SOB A SOMBRA DO ATOR: A formação e treinamento do ator no Teatro de Sombras. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Universidade Federal de Uberlândia, 2018.

Palavras-chave: Teatro de sombras, Shadow theater, Artes cênicas, Performing arts, Teatro, Theater, Treinamento, Training, Atores, Actors, Ator, Actor, Atores – Formação profissional, Teatro – Linguagem.

Resumo: Esta pesquisa se propõe a estudar o processo de formação e treinamento do ator no Teatro de Sombras assim como identificar fundamentos e princípios necessários para o trabalho com a linguagem. Para essa pesquisa, cujo caráter é exploratório e qualitativo, foi abordado dois procedimentos: a pesquisa bibliográfica tendo como eixo o estudo sobre o Teatro de Sombras, a formação do ator no Teatro de Animação e as práticas e conceitos de treinamento do ator nos Séculos XX e XXI; e o estudo de caso da Cia. Karagözwk (PR) e a Cia. Lumiato (DF) que trabalham especificamente com a modalidade artística do Teatro de Sombras. As investigações e diálogos sobre os procedimentos de formação e treinamento abordados pelas duas companhias resultam em um estudo que colabora para o preenchimento de lacunas sobre os estudos teatrais sobre o oficio do ator.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/22470

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Cotidiano de teatro de grupo no Cariri cearense: ninho de teatro e coletivo atuantes em cena

MATIAS, Bárbara Leite. Cotidiano de teatro de grupo no Cariri cearense: ninho de teatro e coletivo atuantes em cena. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Uberlândia, 2017.

Palavras-chave: Artes, Grupos de teatro – Brasil, Artistas teatrais – estudo e ensino, Teatro, Cotidianos de grupos de teatro, Práticas artístico-docentes, Artistas-docente e pedagogia do teatro, Teatro de grupo/grupos de teatro.

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar as práticas artístico-docentes de dois grupos de teatro do Ceará, localizados especificamente na região do Cariri. Os grupos são os seguintes: Coletivo Atuantes em Cena (Juazeiro do Norte) e Ninho de Teatro (Crato). Nesta pesquisa têm-se um panorama de situações que englobam a vivência e o cotidiano desses grupos de teatro, levando-se em conta que todos os membros de ambos os grupos são artistas- educadores. No decorrer da pesquisa pretendemos verificar especificidades do artista-docente nesses dois espaços de trabalho teatral.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/18292

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Da encenação à publicação: o processo criativo de Bumba, meu quiexada do grupo União Olho Vivo

SILVA, Roberta Paula Gomes. Da encenação à publicação: o processo criativo de Bumba, meu quiexada do grupo União Olho Vivo. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, 2010.

Palavras-chave: Teatro, História, Bumba, Teatro União e Olho Vivo, Theater, History, História social, História e teatro, Vieira, Cesar – Bumba, meu queixada – Crítica e interpretação, Teatro popular -, História e crítica, Literatura e história.

Resumo: No decorrer deste trabalho, discutimos, a partir da relação história/teatro, o processo criativo, o enredo, as músicas, os personagens e as temáticas do texto teatral Bumba, meu queixada (1979) do grupo Teatro União e Olho Vivo. Além do texto, refletimos sobre a materialidade do livro homônimo à peça, publicado em 1980. Evidenciamos nessa publicação uma aproximação com elementos da literatura de cordel, notadamente na capa, na diagramação do texto em estrofes e na linguagem. As críticas sobre Bumba, meu queixada veiculadas em jornais e no próprio livro foram objetos do nosso estudo. Analisamos também o fazer teatral do grupo com o intuito de compreender a sua noção de teatro popular e o seu projeto político e estético durante a década de 1970.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/16384

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Ponto de partida, um país em cena: análise das relações entre o musical e o discurso de identidade no teatro brasileiro

FERNANDES, Fernanda Pires Alvarenga. Ponto de partida, um país em cena: análise das relações entre o musical e o discurso de identidade no teatro brasileiro. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2009.

Palavras-chave: Identidade, Teatro, Música.

Resumo: Este trabalho busca analisar aspectos culturais e identitários presentes na produção do Grupo de Teatro Ponto de Partida em suas relações com a cultura brasileira contemporânea. Criada com o expresso objetivo de dinamizar a produção artística da cidade do interior onde surgiu, a companhia lida com diversas tensões entre o local, o regional e o global, cujas articulações foram se transformando ao longo de seus trinta anos de existência. Investigamos, principalmente, o posicionamento do grupo frente às transformações na cultura nacional, as relações entre diferentes estratos culturais (eruditos, populares e massivos) e a utilização do recurso musical como tentativa de estabelecer uma linguagem que comunique ao brasileiro suas próprias questões. Além disso, pretendemos mostrar como se dá o uso de outros recursos da cultura angariados pelo grupo na tentativa de representação da identidade local e nacional.

Link: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/3391

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Teatro negro e atitude: corpos negros na cena em Belo Horizonte

LIMA, Evandro Nunes de. Teatro negro e atitude: corpos negros na cena em Belo Horizonte. Dissertação (Mestrado em Educação: Conhecimento e
Inclusão Social da Faculdade) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2019.

Palavras-chave: Teatro, Negros nas artes cênicas, Teatro na educação, Artes cênicas, Relações étnicas, Negros,  Identidade racial.

Resumo: A Arte Negra é espaço de ruptura, e em alguma medida, ajuda a descontinentalizar a compreensão dos fatos, e com isso, a construção do sujeito negro vai se dando com auxílio dos valores afro civilizatórios que são essenciais para compreensão de mundo a partir do seu (nosso) olhar. Se no antes éramos indizíveis e invisíveis, com nos mostrou Martins (1995), agora estamos rompendo e insurgindo culturalmente, e o TEATRO NEGRO E ATITUDE (TNA) nesses seus 25 anos de atuação contribui para que haja uma ruptura e insurgência preta na cena teatral belorizontina. Através desta pesquisa buscamos registrar o nascimento do TNA, todo o arcabouço que sustenta o seu surgimento, e também entender o processo de montagem dos seus espetáculos e como esses reverberaram na vida dos seus participantes. Entendemos de que forma o grupo forjou sua Estética da Atitude e Poética da Negrura como elementos fundamentais para a transformação do sujeito e seu aquilombamento. Separamos a linha cronológica do grupo em três setênios – de 1993 a 2000; de 2001 a 2008; de 2009 a 2018-, e entrevistamos dois sujeitos de cada um deles. Destaco aqui que a história do grupo e a minha própria no teatro confluem, por isso, optamos por usar o método qualitativo com a entrevista episódica trazida por Uwe Flick (2009), onde conversamos com atrizes e atores que passaram pelo TNA, buscando entender o que transformou suas vidas e o que os fez se aproximarem dele. Igualmente as entrevistas, fizemos uma análise documental, revisitamos aos textos das peças encenadas, materiais impressos sobre o grupo, fotos, clippings, áudios e outras narrativas. Três são os motivos que fazem com que as pessoas procurem o grupo: por ser um lugar de militância negra; por ser um coletivo de pesquisa negra; por ser um coletivo que possibilita que o indivíduo consiga gerir sua arte.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/31843

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Interação cênico-musical: estudo nº. 2

FERNANDINO, Jussara Rodrigues. Interação cênico-musical: estudo nº. 2. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2013.

Palavras-chave: Voz, Linguagem corporal, Música e teatro, Teatro, Artes cênicas, Estudo e ensino.

Resumo: Os aspectos interacionais entre as áreas de Música e Teatro constituem o tema desta tese. Tendo sido observada uma fragmentação entre estes aspectos nos processos artísticos e de formação destas áreas, de uma maneira geral, o trabalho partiu da premissa de que há necessidade de um maior entendimento em torno dessa questão. A pesquisa investigou práticas de entrelaçamento entre as duas linguagens, visando a alcançar possíveis indicadores, capazes de suscitar uma maior compreensão desse fenômeno. A elaboração das práticas partiu do cruzamento entre os fundamentos de alguns encenadores e pedagogos musicais referenciais, e, com vistas à verificação desses procedimentos, foi gerada uma disciplina-laboratório, que se constituiu o campo de investigação. A pesquisa foi realizada na Universidade Federal de Minas Gerais, tendo, como sujeitos participantes, alunos dos cursos de Graduação em Música e Graduação em Teatro desta instituição. Tendo, como suporte, os pressupostos da pesquisa qualitativa, empregou-se a observação participante e sistemática como principal instrumento metodológico, utilizando-se, ainda, a aplicação de entrevistas e questionários, como apoio ao processo investigativo. As entrevistas foram realizadas com profissionais das áreas de Música e Teatro, com experiência de integração entre estas linguagens, e os questionários foram aplicados junto aos alunos integrantes da disciplina-laboratório. A análise dos dados evidenciou a viabilidade pedagógica dos procedimentos investigados e permitiu identificar alguns meios implicados no processo de interação, demonstrando, ainda, as características de atores e músicos frente à proposta em questão. A partir do processamento dessas informações, foram elaborados os eixos indicadores da interação cênico-musical, resultados os quais a tese se propôs a alcançar.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/JSSS-9EGMUL

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Era uma vez um grêmio: o teatro musical de Carlos Câmara e a construção do teatro cearense

COSTA, Marcelo Farias. Era uma vez um grêmio: o teatro musical de Carlos Câmara e a construção do teatro cearense. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2013.

Palavras-chave: Teatro Ceará, Teatro brasileiro
Câmara, Carlos, Teatro musical, Teatro, Representação teatral, Grupo Grêmio Dramático, Familiar.

Resumo: Nos anos de 1920 e 1930 surgiu em Fortaleza, Ceará, um grupo de teatro, o Grêmio Dramático Familiar, que revolucionou o movimento teatral, fazendo surgir o verdadeiro teatro cearense. Antes se pensava que a falta de atividade teatral e apoio do público se devia à falta de uma casa de espetáculos realmente bem instalada, mas isso se provou, na prática, não ser verdadeiro. Foi com o teatro de Carlos Câ-mara, encenando seus textos A Bailarina, O Casamento da Peraldiana, Zé Fidelis, O Calú, Alvorada, Os Piratas, Pecados da Mocidade, O Paraíso, Os Coriscos que a cidade consagrou o teatro, com sua presença e seu aplauso. Eram espetáculos musicais, do gênero burleta, apresentados num teatrinho improvisado fora do centro da cidade, mas que magnetizou seus contemporâneos, que se viram retratados em cena numa linguagem pitoresca e tipicamente do Ceará. Desprovido de ambições artísticas, Carlos Câmara seguia os passos de seu mestre Arthur Azevedo, e escre-via para um elenco certo, os talentosos componentes do seu Grêmio Dramático.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/JSSS-9GGG49

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O jogo musical no teatro de Meierhold: princípios e procedimentos nos planos da atuação, encenação e dramaturgia

SOUZA, Raquel Castro de. O jogo musical no teatro de Meierhold: princípios e procedimentos nos planos da atuação, encenação e dramaturgia. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2012.

Palavras-chave:Teatro musical, Linguagem corporal, Teatro, Musica, Representação teatral, Meierhold, Karl Theodor Kasimir, 1875-1940, Melodia.

Resumo: Esta dissertação tem por finalidade destacar princípios de composição e discriminar procedimentos criativos que se referem ao jogo com a música no teatro do encenador russo Vsévolod Meierhold (1875-1940). Parte da premissa que a música é uma das mais importantes matrizes de construção da cena meierholdiana e encontra-se no cerne da renovação artística proposta pelo encenador. Evidencia-se também a questão da assimilação do conteúdo musical no corpo/voz do ator através das práticas pedagógicas desenvolvidas por Meierhold, destacando os princípios musicais presentes na biomecânica e na Leitura Musical do Drama. Para tal fim, a pesquisa se apoia, como principal fonte de investigação, nos textos teóricos do encenador e nos relatos de seus comentadores. A partir das informações rastreadas, apresenta-se uma proposta de delineamento dos recursos e estratégias desenvolvidos por Meierhold em que a música opera como elemento construtivo da cena teatral nos planos da atuação, encenação e dramaturgia.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/JSSS-9B7NXQ

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Invenções de um corpo na prática teatral de atores com bonecos

SANTOS, Adriana Maria Cruz dos. Invenções de um corpo na prática teatral de atores com bonecos. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2019.

Palavras-chave: Teatro de bonecos, Representação teatral, Atores, Teatro, Teses EBA.

Resumo: O objetivo da tese se instaura no estudo sobre a composição de um corpo ficcional produzido na relação teatral entre atores e bonecos, ou melhor, no modo de teatro com bonecos. Envolve o estudo dos processos de criação e atuação sob o aspecto das singularidades dos trabalhos desenvolvidos pelos atores, convidados a compartilhar suas práticas para a tessitura da tese. O trabalho realizado seguiu as circunstâncias que tornaram imprescindíveis pensar as acepções de corpo na prática teatral com bonecos, sob a perspectiva de um rastreio aos procedimentos na interação entre estes dois participes deste jogo teatral. Estes procedimentos na concepção aqui abordada seguem a acepção de atores criadores na atuação com bonecos e, nesta relação criativa, apontamos a possibilidade de uma intrínseca ligação articulada em fases que se desenvolvem entre o contato, a conexão e a fusão dos corpos do atores com os bonecos para a invenção de um corpo-substância, propulsor de personagens, como efeitos desta fusão. Observando que no campo das investigações acerca dos processos de criação preponderantemente apontam o boneco como personagem e o ator como um “facilitador” dessa presença, a pesquisa aborda a composição desse corpo ficcional que atravessa esta condição de personagem atribuída ao boneco e estuda a condição do ator como copartícipe também decisivo nessa composição no âmbito da cena. A pesquisa suscita reflexões importantes para o trabalho do ator, pois propõe traçar um olhar atento às poéticas cênicas a partir da perspectiva dos atores.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/32417

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O uso da imagem tecnológica na narrativa cênica contemporânea

BARONE, Luciana Paula Castilho. O uso da imagem tecnológica na narrativa cênica contemporânea. Dissertação (Mestrado em Artes) -Universidade Estadual de Campinas, 2002.

Palavras-chave: Teatro, Arte e tecnologia, Representação teatral, Sistemas multimídia.

Resumo:  Esta dissertação aborda o uso da imagem tecnológica como elemento narrativo na cênica contemporânea. Para tanto, apresenta um traçado histórico acerca da evolução da iluminação, do espaço, da dramaturgia, da interpretação e dos recursos tecnológicos no panorama teatral, salientando as modificações que os levaram a intervir mais verticalmente na narrativa cênica. A partir do percurso histórico, define uma das linhas contemporâneas da prática teatral; a do espetáculo multimediático, para o qual aponta a utilização de recursos imagéticos como configuradores de uma narrativa cênico-espetacular. A segunda parte do estudo apresenta um processo empírico de uso da Imagem tecnológica como elemento narrativo em uma encenação contemporânea – “Ofélia em Ofi” – revelando de como foram concebidos e trabalhados os elementos cênicos na linguagem híbrida do multimediático, que configura um discurso imagético para sua formulação narrativa.

Link: http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/284264

 

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O edifício teatral : resultado edificado da relação palco-platéia

DANCKWARDT, Voltaire P. O edifício teatral : resultado edificado da relação palco-platéia. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2001.

Palavras-chave: Espaço arquitetônico, Teatro, Teatro : História.

Resumo: Esta dissertação estuda a arquitetura teatral sob o aspecto da relação existente entre o palco e a platéia como fator determinante e conseqüente da configuração do espaço arquitetônico. Aborda a evolução tipológica dos teatros no mundo ocidental, com ênfase nas configurações do edifício como suporte para a encenação teatral, a partir de exemplos significativos de cada período. Estabelece ligação entre a produção dramática e a participação do espaço arquitetônico como facilitador do processo de percepção, considerando as propriedades geométricas do palco e sua interface com a audiência. Discute os aspectos cenotécnicos, acústicos e óticos como impositivos instrumentais de projeto do edifício teatral e suas conseqüências no resultado edificado. Gera um ponto de partida para a fundamentação teórica necessária ao desenvolvimento de projetos de teatros, em especial nas relações morfológicas entre o espaço do ator e o do público.

Link: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/1831

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Gordas, gordinhas, gorduchas : a potência cênica dos corpos insurgentes

METZ, Márcia Teresinha. Gordas, gordinhas, gorduchas : a potência cênica dos corpos insurgentes. Tese (Doutorado em Linguística, Letras e Artes). 

Palavras-chave: Atrizes, Obesidade, Mulheres; Teatro.

Resumo: A presente pesquisa reflete acerca das atrizes gordas que atuam na cena teatral na cidade de Porto Alegre. O estudo inicia pelo questionamento sobre a nomenclatura correta para designar as mulheres de corpos fartos: gordas, gordinhas ou gorduchas. Propõe-se demonstrar como é difícil fazer definições precisas quanto aos corpos com relação ao seu peso. Também se apresenta um referencial teórico que discorre sobre os conceitos de potência e insurgente. Ao longo da história, o corpo das mulheres sofreu opressões e regulações específicas, assim como os corpos das gordas e os corpos das mulheres artistas. Identificar isso nos auxilia a entender o padrão de beleza vigente. Para verificar se esse padrão se perpetua no teatro foram assistidos 38 espetáculos e anotadas as características físicas de 72 atrizes. Com caráter qualitativo, três atrizes porto-alegrenses com mais de trinta anos de carreira, sendo uma ex-gorda e duas autodeclaradas gordas, foram entrevistadas. Uma cena em formato de palestra foi realizada pela pesquisadora para questionar a associação da gordura à doença e, após a apresentação, seguiu-se uma roda de conversa composta por atrizes. As transcrições das entrevistas e da conversa coletiva estão entrelaçadas pelos referenciais teóricos. Pôde-se perceber que os pontos que mais se repetiram nos relatos estão relacionados, evidenciando preconceitos e dificuldades que as atrizes gordas ou com soprepeso enfrentam na profissão. Porém, ao mesmo tempo, notou-se que elas atuam com regularidade. A pesquisa busca auxiliar na construção de uma nova perspectiva sobre as atrizes gordas e, consequentemente, sobre todas as pessoas que têm corpos que fogem ao padrão de beleza calcado na magreza, juventude e branquitude. Como forma de adequação da linguagem, o trabalho utiliza o termo corpa ao invés de corpo.

Link: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/202038

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