Direção de cena: noções, processos e diálogos

SOUZA, Rafael Augusto Bicudo de. Direção de cena: noções, processos e diálogos. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2019.

Palavras-chave: Coordenação técnica; Direção de cena; Direção de palco; Direção técnica; Processo de criação teatral; Stage management.

Resumo: Esta dissertação apresenta um estudo sobre direção de cena no Brasil e, por meio de uma série de entrevistas com vinte e dois técnicos e técnicas de palco, registra quem são e como atua uma parcela das lideranças técnicas no País. Em virtude da escassez de referencial bibliográfico e formação a respeito do tema, a escrita resulta da interpretação de algumas fontes bibliográficas (o que inclui as entrevistas citadas) e a experiência do autor – que é diretor de cena. A investigação assume três movimentos específicos que tem o objetivo de refletir sobre a profissão defendendo a importância da sua participação nos processos de criação teatral. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida sobre, para e com diretoras e diretores de cena. A expectativa é que este material reverbere na formação de mais espaços e corpos dispostos à pesquisa e à capacitação de equipes técnicas em artes cênicas.

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DA PRÁTICA PEDAGÓGICA À ATUAÇÃO NO TEATRO DE SOMBRAS: UM CAMINHO NA BUSCA DO CORPO-SOMBRA

GONÇALVES, Maysa Carvalho. ENGENHOCAS, MECANISMOS E TRAQUITANAS: as máquinas no trabalho do grupo De Pernas Pro Ar (RS). Dissertação (Mestrado em Teatro do Centro de Artes) – Universidade do Estado de Santa Catarina, 2018.

Palavras-chave: Máquina; De Pernas Pro Ar; Trilogia das Máquinas; Teatro de Animação.

Resumo: Por meio dos espetáculos que compõe a Trilogia das Máquinas do grupo teatral De Pernas Pro Ar reflito sobre as engenhocas, mecanismos e traquitanas na cena teatral sob o viés do teatro de animação como perspectiva de análise. Parto das aproximações e conceituações entre os princípios desta linguagem teatral e as máquinas. Uma breve apresentação da trajetória do grupo De Pernas Pro Ar e os vínculos com as maquinarias na cena proporcionam as reflexões posteriores sobre como elas se inserem desde o processo de composição dramatúrgica até o modo com que se apresenta na cena borrando as fronteiras entre os aspectos da cenografia, instrumentos musicais, bonecos e objetos animados. 

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TÍTERES: ENTRE A MAGIA E A MERCADORIA

CRUZ, Ana Paula Almeida da. TÍTERES: ENTRE A MAGIA E A MERCADORIA. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal do Paraná, 2006.

Resumo: Este trabalho propõe o estudo etnográfico do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos de Curitiba – PR, bem como da animação teatral, situando o objeto de pesquisa dentro do campo da Antropologia da Performance. Inicialmente apresenta-se o universo dos títeres, buscando na constituição do boneco uma forma de expressão cultural popular e nas diversas edições do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos momentos de condensação de experiências, bem como de reelaboração de formas de fazer arte e cultura na contemporaneidade. Em seguida, os bonecos serão analisados como objetos peculiares, dimensionando o grau de exclusividade ou de socialização no seu uso, os processos pelos quais as pessoas entram em relação com eles e a sistemática das condutas e das diversas relações humanas que resultam deste contato. Desta forma, esta análise relativiza as concepções clássicas de “sagrado” e de “dádiva”, propondo sua problematização a partir da tríade teórico-metodológica “dádiva, fetichismo (religioso e mercadológico) e mímese”.

A análise etnográfica é apresentada em dois momentos: uma parte mais histórica, que resgata as diversas edições do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, pontuando as relações entre os grupos de teatro de animação e o aparecimento das divergências quanto à condução dos festivais. Nesta parte são apresentados também os impasses políticos decorrentes das discrepâncias entre a administração do Teatro Guaíra e os grupos participantes; o outro momento, revela as relações internas dos grupos de teatro de animação através dos espetáculos: as formas escolhidas para criação do boneco, os textos dramáticos entre outros elementos, ou seja, a etnografia do processo de animação. E, finalmente, buscará na análise da performance do Festival, a maneira como o títere pode ser pensado além de seus aspectos técnicos e estéticos, como um objeto particular, capaz de situar-se entre a magia e a mercadoria, propondo uma reflexão sobre o “papel” desempenhado por esta expressão artística na construção do discurso cultural contemporâneo.

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Espaço Cenográfico de São Paulo: perspectiva histórica e desdobramentos na formação em cenografia

MENDES, Beatriz. Espaço Cenográfico de São Paulo: perspectiva histórica e desdobramentos na formação em cenografiaDissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista, 2020.

Palavras-chave: Teatros – Cenografia e cenários; Teatro brasileiro – História; Teatro na arte; Espaço Cenográfico de São Paulo.

Resumo: Esta dissertação coloca em foco o Espaço Cenográfico de São Paulo. Os objetivos desta pesquisa, de caráter qualitativo, são identificar quais foram as circunstâncias que levaram à idealização e inauguração do Espaço Cenográfico, assim como documentar a sua significativa atuação para a formação em cenografia. A partir de um recorte histórico das propostas experimentais que culminaram na modernização do teatro brasileiro, foram traçados apontamentos sobre a cenografia e seu ensino em São Paulo. Por meio de referências bibliográficas, fotografias e entrevistas, analisamos o panorama nacional do ensino de cenografia e as contribuições do Espaço Cenográfico para a documentação da cenografia brasileira e para o desenvolvimento do profissional da cenotecnia, considerado nesta pesquisa como técnico-artista. Constatamos que, devido ao desinteresse e carência de investimentos públicos e privados para a formação de artistas, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, atualmente, é a única instituição na cidade de São Paulo que oferece uma formação gratuita em cenografia e cenotecnia.

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O DUETO CÔMICO:DA COMMEDIA DELL’ARTE AO CAVALO MARINHO

SANTOS, Ivanildo Lubarino Piccoli dos. O Dueto Cômico: da Commedia dell’Arte ao Cavalo Marinho. Tese (Doutorado em Artes Cênicas- Teatro) – Universidade Estadual Paulista, 2015.

Palavras-chave: Dueto Cômico; Commedia dell’Arte; Circo; Cavalo Marinho; Máscaras Cômicas.

Resumo: Esta tese fundamenta-se na identificação e na análise comparativa das
“duplas cômicas” presentes na Commedia dell’Arte italiana e na manifestação da cultura
popular brasileira do Cavalo Marinho, bem como faz referência às duplas de palhaços do
Circo. Existem muitos traços em comum nessas manifestações cênicas, tais como as características e as funções dos arquétipos cômicos populares nelas presentes. Inicialmente, é apresentado um entendimento sobre as origens, constituição e características dessas “duplas cômicas”, baseado no contexto histórico e artístico do seu surgimento, nos elementos da sua estrutura, na sua função e na sua permanência ao longo do tempo, evidenciando-se alguns de seus principais representantes. A análise tem como ponto de partida o mito do trickster, cuja definição possibilita o entendimento das dualidades surgidas nas manifestações cênicas. Em seguida, é traçado um percurso histórico da Commedia dell’Arte, para chegar aos dois polos arquetípicos cômicos representados por Primeiro e Segundo Zanni, sendo Brighella e Arlecchino, respectivamente, seus representantes ícones. A parte final é dedicada a um estudo do Cavalo Marinho, objeto do mestrado do autor, focado especialmente na relação da dupla cômica de Mateus e Bastião.

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Inventariando “O Mensageiro do Rei” – reflexões e discussões acerca do Teatro Infantojuvenil

PINTO, Lucas de Carvalho Larcher. Inventariando “O Mensageiro do Rei” – reflexões e discussões acerca do Teatro Infantojuvenil. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Uberlândia, 2016.

Palavras-chave: Teatro; Tagore; Rabindranath; 1861-1941; O Mensageiro do Rei, Inventário; Teatro infantojuvenil; O Mensageiro do Rei.

Resumo: O presente trabalho apresenta algumas reflexões e discussões acerca do Teatro Infantojuvenil, tendo como pano de fundo ou mote provocador os meandros e desdobramentos da criação do espetáculo O Mensageiro do Rei, apresentado na cidade de Uberlândia-MG, em 2014. Denominado de Inventário criativo, narra minha experiência na montagem do texto original de Rabindranath Tagore, dirigida por Mário Piragibe, na qual assumi o papel de ator-inventariante responsável por unir o conjunto de bens herdados do processo criativo em questão. Neste contexto, materiais como textos rabiscados, croquis de figurinos, desenhos/esboços de cenário, de luz e de Formas Animadas elaborados pela equipe de criação do espetáculo, assim como minhas memórias, são o ponto de partida para apontamentos emergidos no próprio ato do fazer-pensar/pensar-fazer teatral. Inserida em um contexto específico, sob um ponto de vista descritivo, reflexivo e crítico, esta investigação pretende colaborar no pensamento sobre como vem sendo caracterizadas/estruturadas as encenações atuais voltadas para crianças e jovens e o que elas expõem. Inquietações expressas nas seguintes perguntas: Seria possível dizer que há uma configuração ou algumas configurações própria(s) da(s) cena(s) infantojuvenil(is)? De quais modos ela(s) se expressa(m), e sobre/em quais elementos ou princípios se constituem e se pautam? Como estes elementos ou princípios se inter-relacionam e o que podem revelar? 

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Os palhaços nas manifestações populares brasileiras: Bumba-meu-boi, Cavalo-marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano

SANTOS, Ivanildo Lubarino Piccoli dos. Os palhaços nas manifestações populares brasileiras: Bumba-meu-boi, Cavalo-marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista, 2008.

Palavras-chave: Palhaços, Bumba-Meu-Boi; Folia de Reis; Pastoril Profano; Cavalo marinho; Folguedos brasileiros.

Resumo: Esta pesquisa apresenta a descrição e análise de algumas personagens cômicas que integram as folias e folguedos, manifestações populares brasileiras, e uma investigação das semelhanças entre as características dessas personagens e as do palhaço de circo. Na cultura popular, as personagens cômicas aparecem na forma de brincantes e executam os Mateus, Bastiões, Catirinas e Cazumbás, pertencentes ao grupo de Bumba-meu-boi e Cavalo-Marinho; os Palhaços, das Folias de Reis; e os Velhos, do Pastoril Profano. Este estudo teve como base referências bibliográficas, análise de vídeos e observação de campo, com coleta de material audiovisual e realização de entrevistas. Centrou-se em um levantamento sobre a origem e ocorrência, no Brasil, de algumas manifestações populares; na identificação e análise das personagens cômicas que as compõem; e em comparações com as personagens populares universais O trabalho contém uma apreciação crítica mais detalhada da personagem do Velho, do Pastoril Profano, e um estudo das aproximações dessa personagem com elementos cômicos universais e com o palhaço de circo, o que se dá por meio dos elementos cênicos que a compõe (composição visual, interpretação, dramaturgia, música e estrutura)

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Teatro experimental (1967-1978) – pioneirismo e loucura à margem da agonia da esquerda

CAVALCANTI, Johana de Albuquerque. Teatro experimental (1967-1978) – pioneirismo e loucura à margem da agonia da esquerda. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2012.

Palavras-chave: 1937-, 1937-2007, Asdrúbal Trouxe o Trombone (grupo teatral), Corrêa, Criação coletiva, Décadas de 60 e 70, Gracias, José Agrippino de José Celso Martinez, Paula, Rito do Amor Selvagem (peça de teatro), Señor (peça de teatro), Teatro Brasil Século 20, Teatro de Grupo, Teatro de vanguarda, Teatro experimental, Teatro Oficina (companhia teatral), Trate-me Leão (peça de teatro).

Resumo: A partir da compressão mais ferrenha da ditadura de 1964 no Brasil, e de um diálogo mais direto com as vanguardas que ocorrem no mundo, após 1968 abrem-se novas perspectivas de criação nas artes e, especificamente, no teatro, resultando numa revolução de comportamento e cultural que, apesar de nascer em pleno “sufoco”, paradoxalmente apresenta uma riqueza de novas propostas. Tais propostas formarão o triângulo da contracultura (tropicalismo – movimento marginal – cultura alternativa) que marcará espaço na década de 1970 pela diferença. Na conquista do direito de confrontar-se com o estabelecido, em contraponto ao establishment, ao milagre brasileiro e a uma recepção crítica perplexa que, apesar de reconhecer certo mérito nestas manifestações, prioriza diagnosticar irracionalismo e alienação, o novo teatro inaugura muitos dos princípios, técnicas e procedimentos cênicos que abrirão espaço, a duras penas, para a liberdade definitiva da possibilidade de experimentar. A pesquisa que proponho tem como finalidade identificar: o que se entende por teatro experimental em seu nascedouro, no Brasil; como surgiu e operou dentro da arte e da cultura e se podem ser identificados momentos diversos com características próprias. Para uma melhor visualização dessas questões e como amostras de vertentes distintas dentro do teatro experimental no recorte estabelecido aqui, analiso, – de forma mais aprofundada -, os espetáculos Rito do Amor Selvagem, de José Agrippino de Paula e Maria Esther Stockler com o Grupo Sonda, 1969; Gracias, Señor, primeira criação coletiva do Teatro Oficina, 1972; e Trate-me Leão , do Asdrúbal Trouxe o Trombone, 1978. Por meio destes resgates podemos avaliar qual os legados imediatos e os menos visíveis que esses trabalhos e tendências deixaram para as próximas gerações, inclusive a nós que aqui estamos em pleno segundo milênio.

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O LUME no contexto do Teatro de Pesquisa do Século XX

JÚNIOR, Umberto Cerasoli. O LUME  no contexto do Teatro de Pesquisa do Século XX. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2011.

Palavras-chave: Grupos teatrais – Brasil – São Paulo – Século 21, LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP, Teatro – Brasil – São Paulo – Campinas – Século 21 História e crítica – Teatro – Brasil – São Paulo, Teatro de Pesquisa.

Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo contextualizar a experiencia do grupo LUME (Nucleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP) dentro da tradicao do Teatro de Pesquisa do seculo XX. Na primeira parte do trabalho, identificamos o movimento historico que possibilitou a consolidacao de um teatro com base no ator no seculo XX e mapeamos os principais pontos das propostas de formacao do ator de Constantin Stanislavski, Etienne Decroux, Jerzy Grotowski e Eugenio Barba. Na segunda parte, apresentamos a proposta e os objetivos do grupo LUME, descrevemos suas linhas de pesquisa e evidenciamos como suas principais influencias foram apropriadas e reprocessadas dentro de uma forma própria de trabalhar o ator e pensar o teatro.

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A criação de máscaras: o desdobramento das formas na cena

ROSSIN, Elisa de Almeida. A criação de máscaras: o desdobramento das formas na cena. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2013.

Palavras-chaves: Corpo; Forma; Máscara; Movimento. 

Resumo: A presente dissertação de mestrado trata da reflexão sobre a criação de máscaras teatrais, tendo como enfoque principal a interação corpo-objeto. Pretende-se analisar como as dimensões plásticas de tal objeto (sua concepção de tamanho, formato e cor) se caracterizam como uma poética gestual e permitem o desenvolvimento de distintas qualidades do jogo cênico. O trabalho apresenta um estudo sobre a atuação a partir das formas, ou seja, uma análise quanto à influência e à força das linhas e dos relevos sobre a arquitetura corporal e os impulsos físicos. Nesse percurso, a máscara se conecta a outras manifestações artísticas, como a dança, a pintura e a escultura, ampliando, respectivamente, as fronteiras reflexivas e as possibilidades da criação teatral.

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