Questões de cenografia II – cenografia no teatro e em outros contextos

SCHEFFLER, Ismael; LANDAL, Simone (orgs.). Questões de cenografia II: cenografia no teatro e em outros contextos. Curitiba: Arte Final, 2016.

SUMÁRIO:

PARTE I – CENOGRAFIA TEATRAL

  • POSSIBILIDADES CENOGRÁFICAS NO TEATRO DE ANIMAÇÃO: DESDOBRAMENTOS E TRANSFORMAÇÕES DA IMAGEM NO ESPAÇO
    Marcos Araújo de Oliveira
  • A CENOGRAFIA DE ESPETÁCULOS PARA CRIANÇA NO ESPAÇO ESCOLAR
    Élcio Levi Brandão Diniz
  • O TEATRO FORA DO TEATRO: APROPRIAÇÃO DE ARQUITETURAS URBANAS EM ESPETÁCULOS TEATRAIS
    Ana Luiza Suhr Reghelin
  • A ESCRITA CENOGRÁFICA NO TRABALHO DE FERNANDO MARÉS COM A COMPANHIA BRASILEIRA DE TEATRO ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2012
    Paulo Vinícius Alves
  • A TIPOGRAFIA COMO ELEMENTO CENOGRÁFICO
    Juliane Brito Scoton
  • O USO DO CARRO COMO DISPOSITIVO CENOGRÁFICO NO ESPETÁCULO ROMEU E JULIETA DO GRUPO GALPÃO
    Victor Hugo Carvalho de Oliveira
  • A APROPRIAÇÃO POR GERALD THOMAS DAS OBRAS DE MARCEL DUCHAMP
    Gina Mara Age do Amaral
  • CENOGRAFIA PARA O PÚBLICO INFANTIL
    Maricélia Romero

PARTE II – CENOGRAFIA APLICADA EM DIFERENTES CONTEXTOS

  • A CENOGRAFIA NO ESPAÇO EXPOSITIVO: ASPECTOS HISTÓRICOS DA CENOGRAFIA EM EXPOSIÇÕES
    Virgínia Escóssia da Rocha Pitta e Simone Landal
  • CENOGRAFIA APLICADA A EXPOSIÇÕES EM MUSEUS DE ARTE. MAR – MUSEU DE ARTE DO RIO DE JANEIRO
    Marina Moraes de Araújo e Simone Landal
  • A RELAÇÃO ENTRE CONCEITOS DE ARQUITETURA DE INTERIORES E CENOGRAFIA EM LOJA CONCEITO
    Keila Rafaela Zeni
  • CENOGRAFIA APLICADA AO VITRINISMO
    Fernnanda Driessen
  • MAGIA TEATRAL EM ATRAÇÕES DE PARQUES TEMÁTICOS
    Juliana Luiza Choma
  • ESPAÇOS PÚBLICOS: UM POTENCIAL CULTURAL
    Anelise Bassani Gueri
  • APÊNDICES:
    A) Ementas das disciplinas do II Curso de Especialização em Cenografia (2013-2014)…
    B) II Seminário de Cenografia
    C) Seminário de Design Cênico: elementos visuais e sonoros da cena
    D) Exposição Maquetes Cenográficas

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Questões de cenografia I

SCHEFFLER, Ismael; PORTO ALEGRE, Laíze Márcia (orgs.) Questões de cenografia I. Curitiba: Arte Final, 2014.

Resumo: O livro traz cinco textos de autores diferentes referentes ao campo da cenografia: Ismael Scheffler – Formação em cenografia e os Cursos de Especialização em Cenografia da UTFPR; Maria Cristina Gomes de Araújo – O processo criativo da cenografia no Grupo Obragem de Teatro; Larissa Kaniak Ikeda – Wielopole, Wielopole: um universo de Tadeusz Kantor; Juliana Perrella Longo – O uso da cenografia em museus e espaços expositivos; Luciana Galvão Dombeck: Cenografia aplicada a ambientes comerciais.

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Caricaturas e tipos cômicos no teatro

SCHEFFLER, Ismael; SOUZA, José Marconi Bezerra de (orgs.). Caricaturas e tipos cômicos no teatro. Curitiba: Arte Final, 2021.

Resumo: O livro Caricaturas e tipos cômicos no teatro, organizado pelos professores Ismael Scheffler e José Marconi Bezerra de Souza, apresenta desenhos de busto e corpo de 96 personagens de nove produções cênicas de cunho cômico apresentados pelo TUT, grupo de teatro da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Curitiba, entre os anos de 2005 e 2010, sob a direção de Scheffler. São 192 desenhos finalizados além de alguns registos dos processos criativos (croquis, estudos anatômicos e expressivos) e algumas fotografias das personagens originais dos espetáculos. Oito alunos de design da UTFPR participaram do projeto, em um percurso coletivo de desenvolvimento de estilos diversificados: Alan Rodrigues Rêgo, André Vieira, Danka Farias de Oliveira, João Pedro Neto, Letícia Máximo, Maiara Miotti Cunha, Priscila Celeste Chiang, Vinícius Calegari Marocolo, com José Marconi. O livro remonta um período da trajetória do TUT e dá início às comemorações do cinquentenário do grupo fundado em 1972. É, portanto, um trabalho de documentação histórica que usa o desenho criativo no resgate da memória.

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Inventariando “O Mensageiro do Rei” – reflexões e discussões acerca do Teatro Infantojuvenil

PINTO, Lucas de Carvalho Larcher. Inventariando “O Mensageiro do Rei” – reflexões e discussões acerca do Teatro Infantojuvenil. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Uberlândia, 2016.

Palavras-chave: Teatro; Tagore; Rabindranath; 1861-1941; O Mensageiro do Rei, Inventário; Teatro infantojuvenil; O Mensageiro do Rei.

Resumo: O presente trabalho apresenta algumas reflexões e discussões acerca do Teatro Infantojuvenil, tendo como pano de fundo ou mote provocador os meandros e desdobramentos da criação do espetáculo O Mensageiro do Rei, apresentado na cidade de Uberlândia-MG, em 2014. Denominado de Inventário criativo, narra minha experiência na montagem do texto original de Rabindranath Tagore, dirigida por Mário Piragibe, na qual assumi o papel de ator-inventariante responsável por unir o conjunto de bens herdados do processo criativo em questão. Neste contexto, materiais como textos rabiscados, croquis de figurinos, desenhos/esboços de cenário, de luz e de Formas Animadas elaborados pela equipe de criação do espetáculo, assim como minhas memórias, são o ponto de partida para apontamentos emergidos no próprio ato do fazer-pensar/pensar-fazer teatral. Inserida em um contexto específico, sob um ponto de vista descritivo, reflexivo e crítico, esta investigação pretende colaborar no pensamento sobre como vem sendo caracterizadas/estruturadas as encenações atuais voltadas para crianças e jovens e o que elas expõem. Inquietações expressas nas seguintes perguntas: Seria possível dizer que há uma configuração ou algumas configurações própria(s) da(s) cena(s) infantojuvenil(is)? De quais modos ela(s) se expressa(m), e sobre/em quais elementos ou princípios se constituem e se pautam? Como estes elementos ou princípios se inter-relacionam e o que podem revelar? 

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Os palhaços nas manifestações populares brasileiras: Bumba-meu-boi, Cavalo-marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano

SANTOS, Ivanildo Lubarino Piccoli dos. Os palhaços nas manifestações populares brasileiras: Bumba-meu-boi, Cavalo-marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista, 2008.

Palavras-chave: Palhaços, Bumba-Meu-Boi; Folia de Reis; Pastoril Profano; Cavalo marinho; Folguedos brasileiros.

Resumo: Esta pesquisa apresenta a descrição e análise de algumas personagens cômicas que integram as folias e folguedos, manifestações populares brasileiras, e uma investigação das semelhanças entre as características dessas personagens e as do palhaço de circo. Na cultura popular, as personagens cômicas aparecem na forma de brincantes e executam os Mateus, Bastiões, Catirinas e Cazumbás, pertencentes ao grupo de Bumba-meu-boi e Cavalo-Marinho; os Palhaços, das Folias de Reis; e os Velhos, do Pastoril Profano. Este estudo teve como base referências bibliográficas, análise de vídeos e observação de campo, com coleta de material audiovisual e realização de entrevistas. Centrou-se em um levantamento sobre a origem e ocorrência, no Brasil, de algumas manifestações populares; na identificação e análise das personagens cômicas que as compõem; e em comparações com as personagens populares universais O trabalho contém uma apreciação crítica mais detalhada da personagem do Velho, do Pastoril Profano, e um estudo das aproximações dessa personagem com elementos cômicos universais e com o palhaço de circo, o que se dá por meio dos elementos cênicos que a compõe (composição visual, interpretação, dramaturgia, música e estrutura)

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Características do sagrado nas propostas teatrais de Antonin Artaud e Jerzy Grotowski.

SCHEFFLER, Ismael. Características do sagrado nas propostas teatrais de Antonin Artaud e Jerzy Grotowski. Dissertação (Mestrado em Teatro) – Universidade do Estado de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Teatro, 2004.

Resumo: Este estudo é uma leitura das propostas teatrais de Antonin Artaud e de Jerzy Grotowski, teatristas europeus do século XX apontados como dois dos mais influentes nomes do teatro sagrado, uma das tendências da encenação no período de modernização do teatro ocidental. Tem como propósito compreender as propostas teatrais através de uma confrontação com os conceitos da Hermenêutica Simbólica, delineados por estudiosos de diferentes áreas das ciências humanas identificados com o Círculo de Eranos. Discorre sobre a presença dos conceitos de sagrado, símbolo, mito e rito nas concepções teatrais dos encenadores, considerando as implicações na cena, seja no teatro idealizado de Artaud seja nas montagens efetivamente realizadas por Grotowski. Observa também a compreensão política que envolve tais concepções, as correlações espaciais e aspectos biográficos, incluindo o processo de mitificação ao qual os encenadores foram submetidos. Apóia-se em dados qualitativos numa análise bibliográfica dos escritos dos teatristas e de comentaristas dessas propostas, e na conceituação do sagrado e do símbolo a partir da ciência da religião, da antropologia filosófica, da psicologia e da lingüística.

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Teatro experimental (1967-1978) – pioneirismo e loucura à margem da agonia da esquerda

CAVALCANTI, Johana de Albuquerque. Teatro experimental (1967-1978) – pioneirismo e loucura à margem da agonia da esquerda. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2012.

Palavras-chave: 1937-, 1937-2007, Asdrúbal Trouxe o Trombone (grupo teatral), Corrêa, Criação coletiva, Décadas de 60 e 70, Gracias, José Agrippino de José Celso Martinez, Paula, Rito do Amor Selvagem (peça de teatro), Señor (peça de teatro), Teatro Brasil Século 20, Teatro de Grupo, Teatro de vanguarda, Teatro experimental, Teatro Oficina (companhia teatral), Trate-me Leão (peça de teatro).

Resumo: A partir da compressão mais ferrenha da ditadura de 1964 no Brasil, e de um diálogo mais direto com as vanguardas que ocorrem no mundo, após 1968 abrem-se novas perspectivas de criação nas artes e, especificamente, no teatro, resultando numa revolução de comportamento e cultural que, apesar de nascer em pleno “sufoco”, paradoxalmente apresenta uma riqueza de novas propostas. Tais propostas formarão o triângulo da contracultura (tropicalismo – movimento marginal – cultura alternativa) que marcará espaço na década de 1970 pela diferença. Na conquista do direito de confrontar-se com o estabelecido, em contraponto ao establishment, ao milagre brasileiro e a uma recepção crítica perplexa que, apesar de reconhecer certo mérito nestas manifestações, prioriza diagnosticar irracionalismo e alienação, o novo teatro inaugura muitos dos princípios, técnicas e procedimentos cênicos que abrirão espaço, a duras penas, para a liberdade definitiva da possibilidade de experimentar. A pesquisa que proponho tem como finalidade identificar: o que se entende por teatro experimental em seu nascedouro, no Brasil; como surgiu e operou dentro da arte e da cultura e se podem ser identificados momentos diversos com características próprias. Para uma melhor visualização dessas questões e como amostras de vertentes distintas dentro do teatro experimental no recorte estabelecido aqui, analiso, – de forma mais aprofundada -, os espetáculos Rito do Amor Selvagem, de José Agrippino de Paula e Maria Esther Stockler com o Grupo Sonda, 1969; Gracias, Señor, primeira criação coletiva do Teatro Oficina, 1972; e Trate-me Leão , do Asdrúbal Trouxe o Trombone, 1978. Por meio destes resgates podemos avaliar qual os legados imediatos e os menos visíveis que esses trabalhos e tendências deixaram para as próximas gerações, inclusive a nós que aqui estamos em pleno segundo milênio.

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O LUME no contexto do Teatro de Pesquisa do Século XX

JÚNIOR, Umberto Cerasoli. O LUME  no contexto do Teatro de Pesquisa do Século XX. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2011.

Palavras-chave: Grupos teatrais – Brasil – São Paulo – Século 21, LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP, Teatro – Brasil – São Paulo – Campinas – Século 21 História e crítica – Teatro – Brasil – São Paulo, Teatro de Pesquisa.

Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo contextualizar a experiencia do grupo LUME (Nucleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP) dentro da tradicao do Teatro de Pesquisa do seculo XX. Na primeira parte do trabalho, identificamos o movimento historico que possibilitou a consolidacao de um teatro com base no ator no seculo XX e mapeamos os principais pontos das propostas de formacao do ator de Constantin Stanislavski, Etienne Decroux, Jerzy Grotowski e Eugenio Barba. Na segunda parte, apresentamos a proposta e os objetivos do grupo LUME, descrevemos suas linhas de pesquisa e evidenciamos como suas principais influencias foram apropriadas e reprocessadas dentro de uma forma própria de trabalhar o ator e pensar o teatro.

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Monstro-máscaras videográficas: vontade de potência na lei do eterno retorno

BARBOSA, Roberto Gomes. Monstro-máscaras videográficas: vontade de potência na lei do eterno retorno. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2014.

Palavras-chave: Denis Marleau, fáustico, máscaras, máscaras videográficas, Monstros, Otávio Donasci, prometeico, sociedade do controle, teatro.

Resumo: A pesquisa analisa como a forma do monstro e o conceito da máscara atravessam o tempo histórico como elementos paradoxalmente de coerção social e política, como também exercem a função de objeto de transformação pessoal. Munidos destas duas abstrações, o videoperformer brasileiro Otávio Donasci e o encenador canadense Denis Marleau utilizam máscaras videográficas e, através de suas obras, revelam respectivamente as aspirações das sociedades de controle: prometeica e fáustica.

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O teatro no circo brasileiro – Estudo de caso: circo-teatro pavilhão Arethuzza

ANDRADE,  José Carlos dos Santos. O teatro no circo brasileiro – Estudo de caso: circo-teatro pavilhão Arethuzza. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2010.

Palavras-chave: Circo teatro, Panorama histórico, Pavilhão Aretuzza. 

Resumo: O tema de O circo teatro – Um estudo de caso: o Pavilhão Aretuzza é o circo-teatro e tem foco nas atividades do Circo Pavilhão Arethuzza, desde seu surgimento no século XIX, até o encerramento de suas atividades em 1964. A pesquisa aborda um panorama histórico das primeiras manifestações circenses e teatrais em terras brasileiras. Apresenta os fatores responsáveis pela união do circo com o teatro, incluindo a gripe espanhola de 1918, que deram origem ao novo gênero. Enfatiza a entrada do circo para o teatro, observando este momento pelo ângulo espacial e de como o palco, nos moldes italianos, instalou-se debaixo da tenda circense. Investiga a estética teatral circense de quando o espetáculo teatral passou a fazer parte das atrações circenses. Analisa os diversos gêneros desse período, incluindo o melodrama, que caiu no gosto do público. Mostra ainda como as personagens foram divididas em tipos, tomando como base o físico e temperamento dos atores. Cenografia, figurinos, música e ensaios são aspectos detalhados ao longo do trabalho. A tese aprofunda estudos na trajetória e no encontro das famílias Viana, Santoro e Neves, que em pouco tempo se tornaram a companhia mais bem sucedida nas apresentações de circo-teatro, com destaque na qualidade de suas montagens e agindo como difusora da cultura teatral em nosso país. O estudo mostra que o circo-teatro, além de contribuir com uma estética própria, constituiu-se durante muitos anos em um dos mais importantes veículos de difusão da arte teatral em praças não alcançadas pelas companhias convencionais de teatro, radicadas nas grandes cidades.

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O teatro no circo brasileiro – Estudo de caso: circo-teatro pavilhão Arethuzza

ANDRADE, José Carlos dos Santos. O teatro no circo brasileiro – Estudo de caso: circo-teatro pavilhão Arethuzza. Tese (Doutorado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2010.

Palavras-chave: Circo teatro, Panorama histórico, Pavilhão Aretuzza.

Resumo: O tema de O circo teatro – Um estudo de caso: o Pavilhão Aretuzza é o circo-teatro e tem foco nas atividades do Circo Pavilhão Arethuzza, desde seu surgimento no século XIX, até o encerramento de suas atividades em 1964. A pesquisa aborda um panorama histórico das primeiras manifestações circenses e teatrais em terras brasileiras. Apresenta os fatores responsáveis pela união do circo com o teatro, incluindo a gripe espanhola de 1918, que deram origem ao novo gênero. Enfatiza a entrada do circo para o teatro, observando este momento pelo ângulo espacial e de como o palco, nos moldes italianos, instalou-se debaixo da tenda circense. Investiga a estética teatral circense de quando o espetáculo teatral passou a fazer parte das atrações circenses. Analisa os diversos gêneros desse período, incluindo o melodrama, que caiu no gosto do público. Mostra ainda como as personagens foram divididas em tipos, tomando como base o físico e temperamento dos atores. Cenografia, figurinos, música e ensaios são aspectos detalhados ao longo do trabalho. A tese aprofunda estudos na trajetória e no encontro das famílias Viana, Santoro e Neves, que em pouco tempo se tornaram a companhia mais bem sucedida nas apresentações de circo-teatro, com destaque na qualidade de suas montagens e agindo como difusora da cultura teatral em nosso país. O estudo mostra que o circo-teatro, além de contribuir com uma estética própria, constituiu-se durante muitos anos em um dos mais importantes veículos de difusão da arte teatral em praças não alcançadas pelas companhias convencionais de teatro, radicadas nas grandes cidades.

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Tempo de jejuar e resistir: a presença do kung-fu no treinamento do ator : a experiência extracotidiana no teatro vocacional em proposição épica

OLIVEIRA, Juliana Rocha de. Tempo de jejuar e resistir: a presença do kung-fu no treinamento do ator : a experiência extracotidiana no teatro vocacional em proposição épica.  Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista, 2010.

Palavras-chave: Kung-fu, Teatro, Representação teatral, Expressão corporal (Teatro), Teatro vocacional, Treinamento corporal, Pedagogia teatral.

Resumo: Esta pesquisa surgiu da necessidade de registrar, organizar, sistematizar e relacionar os conhecimentos adquiridos em minha formação de atriz, professora de teatro e artista marcial, no intuito de melhor explorar o processo de criação teatral, utilizando técnicas marciais orientais. Aproximando as duas artes: teatral e marcial – kung fu, termo que além de designar uma arte marcial de origem chinesa possui outros significados como, por exemplo, capacidade de aguentar jejum e resistir, vislumbrei desenvolver, com os envolvidos no processo, potencialidades e habilidades, que foram vivenciadas na preparação corporal destes como atores, iniciando pelo treinamento para se chegar ao ensaio e por fim o espetáculo, promovendo de forma prática o aprimoramento do autoconhecimento e de suas relações com o outro e com o espaço, proporcionando um maior domínio do corpo, que se tornou mais expressivo para a criação cênica. Por buscar orientar os processos de trabalho teatral, de modo a tornar a experiência com teatro um meio socializador, fundamentado no principal postulado brechtiano, em que educar e divertir se apresentam essenciais à experiência com os jovens, considerando o contexto aqui abordado, o eixo dessa proposta leva em conta a abordagem práxica do teatro épico, sistematizado por Bertolt Brecht, sobretudo a partir de meados da década de 1920, quando o dramaturgo alemão passa a dedicar-se à criação das peças didáticas. Por meio dessas ideias e das práticas vivenciadas, algumas perguntas surgiram. Por que e como se apropriar de duas artes aparentemente distintas: kung fu e teatro, a fim de possibilitar uma melhor expressão do corpo? Como essas duas artes poderiam interagir, dando origem a um treinamento utilizado em um grupo de teatro? O que há nessa técnica oriental, que mobiliza e contribui para

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Raizes da teatralidade na dança cenica : recortes de uma tendencia paulistana

GERALDI,  Sílvia Maria. Raízes da teatralidade na dança cênica: recortes de uma tendência paulistana. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Estadual de Campinas, 2018.

Palavras-chave: Dança cênica, Teatralidade, Dança – História, Dança contemporânea, Coreógrafas – Biografia.

Resumo: Essa pesquisa teve como finalidades principais: a reconstituição e registro documental da produção realizada pelas coreógrafas paulistanas Célia Gouvêa e Sônia Mota durante as décadas de 70 e 80; a apreciação dessa produção de modo a refletir sobre as raízes da teatralidade na dança cênica do período. A fim de alcançar-se uma compreensão das vias de teatralização utilizadas por cada artista, buscou-se reconhecer em seus espetáculos quais foram os modos de gestão da corporeidade dançante, as principais estratégias coreográficas empregadas e como foram manipulados os diferentes materiais cênicos. O recorte contextual escolhido para esse estudo vai de 1974 a 1993, demarcando dois momentos emblemáticos para a dança paulistana: a fundação do Teatro Galpão de São Paulo em dezembro de 1974; e a criação do MTD – Movimento Teatro-Dança 90 em 1993. A abordagem metodológica adotada foi de cunho qualitativo, valendo-se de depoimentos pessoais das coreógrafas e da reunião de documentos históricos de diversas espécies para realização das análises. Durante o processo de trabalho, buscou-se forjar instrumentos adequados à sistematização dos dados da pesquisa, resultando na elaboração de três categorias de análise: corpo cênico, princípios estruturais, estruturação da linguagem. A partir da definição de tais categorias, pôde-se realizar a apreciação da produção individual de cada criadora, bem como um estudo final comparativo de seus modos de produção cênicos, buscando-se capturar elementos elucidativos das tendências teatralizantes presentes nas danças de Célia Gouvêa e Sônia Mota.

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Os Trapalhões no reino da Academia : revista, rádio e circo na poética trapalhônica

CARRICO, André. Os Trapalhões no reino da Academia: revista, rádio e circo na poética trapalhônica. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Estadual de Campinas, 2013.

Palavras-chave: Comédia, Teatro de revista, Rádio – Humor, sátira, etc., Circo, Palhaços.

Resumo: O principal objetivo da tese Os Trapalhões no Reino da Academia: Revista, Rádio e Circo na poética trapalhônica é analisar as raízes da formação do ator cômico brasileiro a partir de três tradições da cena nacional, presentes na poética do grupo cômico Os Trapalhões: o Teatro de Revista (Mussum), o Humorismo Radiofônico (Zacarias) e o Circo (Dedé e Didi). Para isso, localizamos os elementos dessas vertentes nos personagens-tipo desse grupo por meio do registro cênico em sua obra cinematográfica e televisiva. O projeto trapalhônico nos permitiu apontar a permanência de procedimentos universais de tradição popular, aportados pela formação desses cômicos, e a clareza na transmissão de princípios cênicos de artistas que os antecederam. Alicerçados por esses saberes, Os Trapalhões naturalizaram a figura do palhaço e souberam conjugar as potencialidades individuais de cada integrante do grupo, misturando e atualizando códigos e configurando uma poética reveladora da vitalidade de nossas escolas cômicas.

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Lugar (In) Comum: a parceria de Flávio Império e Fauzi Arap em Pano de Boca

BARALDI, Paula de Lima. Lugar (In) Comum: a parceria de Flávio Império e Fauzi Arap em Pano de Boca. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2015.

Palavras-chave: Fauzi Arap, figurino, Flávio Império, teatro brasileiro, vida e arte. 

Resumo: A presente dissertação discorre a respeito da parceria do cenógrafo-figurinista-artista visual Flávio Império com o diretor-dramaturgo Fauzi Arap em Pano de Boca, primeira peça escrita por este, com foco na montagem de 1976, realizada no Teatro Treze de Maio, em São Paulo. O texto, dividido em três planos, apresenta no primeiro duas personagens-personagens, criadas por um autor invisível e que dialogam com a platéia, sem o uso da “quarta parede”, no segundo, uma atriz que questiona as fronteiras entre a vida e a arte e, no terceiro, um grupo teatral que decide o futuro de sua trupe, trancado, no plano ficcional, dentro de um teatro abandonado. À luz de textos de Foucault, Nise da Silveira, Pirandello, Chevalier e de textos e obras de Fauzi e Flávio, a dissertação aborda sincronicidades e busca similitudes entre o plano ficcional de Pano de Boca e a realidade do teatro paulistano dos anos 1970, além de pôr em cena os lendários teatros Arena e Oficina, e o show Opinião.

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Intervenção urbana, São Paulo (1978-1982): o espaço da cidade e os coletivos de arte independente. Viajou sem passaporte e 3Nós3

BERTUCCI, Patrícia Morales. Intervenção urbana, São Paulo (1978-1982): o espaço da cidade e os coletivos de arte independente. Viajou sem passaporte e 3Nós3. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – Universidade de São Paulo, 2015.

Resumo: Este trabalho trata das intervenções urbanas dos coletivos de arte independente como contraposição ao espaço produzido na cidade de São Paulo durante os anos da ditadura militar (1964-1985); com foco nos grupos Viajou Sem Passaporte e 3Nós3, em atuação da segunda metade da década de 1970 à primeira metade da década de 1980. Para tanto, suas intervenções são consideradas como disrupções estético-políticas, capazes de provocar desvios e inspirar outras formas de vida cotidiana, durante um importante momento de transição política: de um regime militar para a democracia.

Link: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-14012016-104059/pt-br.php

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Por um Teatro do Devir: a criação em processo no diálogo da Trupe Motim com o Teatro de Tadeusz Kantor

FONSECA, José Flávio Gonçalves da. Por um Teatro do Devir: a criação em processo no diálogo da Trupe Motim com o Teatro de Tadeusz Kantor. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal do Ceará, 2016.

Palavras-chave: Kantor, Tadeusz, 1915-1990 – Crítica e interpretação, Teatro experimental – Polônia, Teatro experimental – Quixeré (CE)
Trupe Motim (Grupo teatral).

Resumo: A seguinte dissertação se apresenta enquanto um registro de um rastro de passagem em uma experimentação que se dá no âmbito da processualidade na criação cênica. A investigação aqui proposta parte do diálogo traçado entre o Teatro do artista Polonês Tadeusz Kantor e o coletivo de artistas da cidade de Quixeré, Ceará, denominado Trupe Motim. Para tanto este diálogo se efetivou a partir da percepção à respeito do caráter processual presente na poética de Tadeusz Kantor que serviu enquanto disparo para a realização de um trabalho de criação junto à Trupe Motim. No percurso do processo de pesquisa, problematizou-se o ato de ensaiar, trazendo enquanto discussão este como método de pesquisa, tensionando a relação da pesquisa em arte, ou seja, o próprio processo enquanto método de pesquisa em contraponto aos métodos da pesquisa clássica. Desse modo, o percurso traçado neste trabalho, tem como questão a relação da arte em seu aspecto autorreferencial, trazendo para a discussão, a dinâmica dos fluxos molar e molecular, a partir do referencial da filosofia de Deleuze & Gattari. Desta forma, o experimento efetuado se dá na perspectiva do jogo entre os fluxos molar e molecular, uma vez que questiona a ideia de obra de arte acabada e busca trabalhar na ideia de uma obra que se realiza em seu aspecto processual e nesse sentido, se abre para a realização cênica enquanto uma construção em devir. Estes aspectos acima descritos se mostram inclusive na própria apresentação desta dissertação que joga com a quebra da normatização, uma vez que propõe uma leitura que se estabelece em meio às possibilidades do acaso, se dando, portanto, também em uma leitura em processo.

Link: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/15856

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Incorrigíveis: teatro, festa e carnaval em uma poética pícara

CAMPOS, Alysson Lemos. Incorrigíveis: teatro, festa e carnaval em uma poética pícara. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal do Ceará, 2020.

Palavras-chave: Pícaros, Incorrigíveis, Carnaval, Festa, Teatro.

Resumo: A presente dissertação tem como objetivo lançar um olhar sobre os processos de criação do coletivo de teatro de rua Os Pícaros Incorrigíveis (Fortaleza/CE) desbravando os possíveis desdobramentos de uma poética pícara. A pesquisa tem como principal paisagem de investigação o espetáculo Devorando Heróis: a tragédia segundo os pícaros (2017), se configurando como um espaço de fértil elaboração dos pensamentos do Coletivo, sendo estes embebidos pela festa e pelo carnaval, elementos que configuram um arcabouço conceitual que atravessa as relações pícaras, incidindo desde as suas proposições estéticas, aos modos de convivência. Reconhecendo tratar-se de uma poética que está amparada em uma fronteira liminar entre a vida e o teatro que os integrantes se propõem a conceber a partir de uma visão de mundo carnavalizada. Os caminhos metodológicos percorridos assumem também uma natureza pícara, que em diálogo com o Coletivo alimenta a discussão a partir das mesas de bar que o grupo costuma habitar, celebrando, bebendo e devorando todas as referências que possam interessar na elaboração de uma poética que assim como os Pícaros se sustentam incorrigíveis.

Link: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/51399

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Rasgos para um teatro comum

MOTA, Levy Galvão. Rasgos para um teatro comum. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal do Ceará, 2020.

Palavras-chave: Teatro, Política, Comum.

Resumo: Esta pesquisa reflete sobre o teatro como instância singularmente política das relações humanas, principalmente no que concerne à possibilidade que o teatro oferece para a partilha do comum, da ideia de comunidade, a partir de referências teóricas dos estudos teatrais e da filosofia política, tais como Chantal Mouffe, Giorgio Agamben, Hannah Arendt, Jean-Luc Nancy, Judith Butler, Jorge Dubatti e Denis Guenoun. O gesto enciclopédico deste trabalho, apresentado ao longo de doze verbetes, ou rasgos, não tem a intenção de operar conceituações definitivas, ao contrário, apenas apontar caminhos, abrir fendas de pensamento, numa metodologia experimental baseada nos seminários de Como viver junto, de Roland Barthes. Assim, esta dissertação não propõe a invenção de uma nova forma teatral, mas pretende evidenciar o caráter de práxis política do teatro e suas possibilidades de ação na contemporaneidade.

Link: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/50779

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Caminhares periféricos: nóis de teatro e a potência do caminhar no Teatro de Rua Contemporâneo

MONTEIRO, Altemar Gomes. Caminhares periféricos: nóis de teatro e a potência do caminhar no Teatro de Rua Contemporâneo. Dissertação (Mestrado em em Artes) – Universidade Federal do Ceará, 2017.

Palavras-chave: Performance artística, Fortaleza (Ce), Teatro de rua,  Periferia urbana,  Fortaleza (Ce),  O Jardim das Flores de Plástico [Peça teatral], Produção e montagem.

Resumo: A presente dissertação, inserida dentro dos estudos aplicados aos processos criativos do Tea-tro de Rua Contemporâneo, lança-se ao desafio de refletir sobre o processo de montagem e circulação de “O Jardim das Flores de Plástico / ato 3: Por baixo do saco preto”, espetáculo teatral montado pelo Grupo Nóis de Teatro, em Fortaleza, no primeiro semestre de 2015. A partir da experiência das caminhadas do grupo teatral na periferia urbana, seja no processo de montagem ou na própria lógica de encenação/dramaturgia proposta ao espectador, o estudo se pergunta sobre as possibilidades desse teatro feito na periferia da cidade na construção de situações poéticas que inflamem dissensos nas operações estratégicas de normatização das vidas e segregação dos espaços da urbe. Reconhecendo um teatro que se faz imanente no es-paço urbano, o que o caminhar como prática de espaço em fluxo oferece de potência reflexiva e criativa para o trabalho do artista que se lança a este desafio? A proposição do trabalho é, expandindo o campo de ação das Artes Cênicas, estimular o diálogo entre teatro e urbanismo, refletindo sobre o que o caminhar pelas periferias urbanas reconfigura, a partir do sensível, sobre a própria experiência de cidade.

Link: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/24251

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O Grupo Gente Nossa e o movimento teatral no Recife (1931-1939)

SILVA, Ana Carolina Miranda Paulino da. O Grupo Gente Nossa e o movimento teatral no Recife (1931-1939). Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2009.

Palavras-chave: Grupo Gente Nossa; Teatro; Regionalismo; Cultura

Resumo: Esta dissertação tem como objetivo analisar o movimento artístico proposto pelo Grupo Gente Nossa do Recife, de 1931 a 1939, como um movimento teatral brasileiro em sintonia com os desejos e necessidades de sua época. Inserido em um período encarado como decadente por grande parte da historiografia teatral brasileira, a presente abordagem sugere um outro ponto de vista, mostrando que essa fase, ao contrário do que foi exposto, revelou-se em plena produção em favor de uma arte teatral do Brasil. Na trajetória do Grupo verifica-se uma marcante valorização do sentimento regional. Sustenta-se que isto se deve, pelo menos em parte, à figura de seu idealizador e criador Samuel Campelo. Pertencente a uma elite intelectual, a iniciativa do teatrólogo proporcionou à cidade o seu primeiro grupo de teatro permanente, além de estimular e provocar mudanças significativas naquele ambiente teatral. Levantando a bandeira da luta em prol de um teatro nacional, a mesma que inspirava inúmeros intelectuais na capital do país, Campelo percorrerá um caminho diferenciado, explorando alguns dos fundamentos das idéias dos Regionalistas da década de 1920. Em particular, o intenso valor conferido às tradições locais, às glórias pretéritas, ao que era da terra. Os espetáculos em sua maioria eram dedicados a alguma data histórica de Pernambuco e, ao provocar essas imagens do passado nas aberturas das representações, o teatrólogo, nessa exaltação dos heróis pernambucanos, apoderava-se daquela realidade, daqueles desejos e sonhos patrióticos, tornando o passado contemporâneo do presente, inundando-o com forte sentimento localista. A própria escolha do nome pode bem ser tomada como um indício de tais pressupostos. Um nome feito sob medida para despertar o orgulho pelo que é nosso. Coisa nossa, feita por gente nossa. Um nome simples, mas que atingiu uma esfera coletiva e que ganhou grandes proporções no decorrer do tempo, quando vários grupos, tanto dessa província como de todo Norte , começaram a imitá-lo e a colocar Gente ou Nossa em seus nomes.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6987

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Fora de cena, no palco da modernidade: um estudo do pensamento teatral de Hermilo Borba Filho

REIS, Luis Augusto Da Veiga Pessoa. Fora de cena, no palco da modernidade: um estudo do pensamento teatral de Hermilo Borba Filho. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2008.

Palavras-chave: Hermilo Borba Filho; modernidade teatral; teatro brasileiro; teatro popular; Regionalismo; Teatro do Nordeste.

Resumo: Este trabalho estuda as idéias e as realizações de Hermilo Borba Filho como artista e teórico do teatro. Particularmente, esta tese examina o modo como ele, a partir do Recife, distante dos dois principais centros de produção teatral do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, assumiu uma posição ativa no processo de modernização do teatro nacional, ocorrido ao longo do século XX, mais claramente desde os últimos anos da década de 1930. Apoiando-se sobretudo em documentos produzidos pelo próprio Hermilo Borba Filho, especialmente a coluna teatral diária que ele assinou, ao final dos anos 1940, no jornal recifense Folha da Manhã, esta pesquisa discute as influências, as motivações e as conseqüências do empenho renovador que caracterizou todo o caminhar de Hermilo Borba Filho pelo terreno da arte teatral.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7268

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O Teatro de Cultura Popular em três atos: articulações entre o teatro e a política em Pernambuco (1960-1964)

GENÚ, Luiz Felipe Batista. O Teatro de Cultura Popular em três atos: articulações entre o teatro e a política em Pernambuco (1960-1964). Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2016.

Palavras-chave: Teatro; Política; Representação; Popular; Teatro de Cultura Popular; Theater; Politics; Representation; Popular; Teatro de Cultura Popular.

Resumo:

Tomando como ponto de partida a ideia de que a cultura e a política estão ligadas de muitas maneiras, o presente trabalho teve por objetivo investigar a relação entre o teatro e a política em Pernambuco, durante o primeiro quatriênio da década de 1960. Para isto, selecionamos como referencial de pesquisa a trajetória do Teatro de Cultura Popular (TCP). Grupo teatral pertencente ao Movimento de Cultura Popular do Recife (MCP), o TCP estava ligado às forças progressistas e de esquerda que apoiaram as gestões de Miguel Arraes como prefeito do Recife (1960-1962) e, em seguida, como governador de Pernambuco (1963-1964). Iniciamos nossa narrativa pelo mapeamento das articulações entre intelectuais e artistas locais com as referidas forças políticas – aliança que proporcionou a existência do MCP/TCP. Em seguida, baseados nas reflexões do sociólogo Pierre Bourdieu, nos voltamos para os efeitos sobre o campo teatral do Recife da fundação do Teatro de Cultura Popular e de sua prática teatral, que se propunha a explorar manifestações culturais populares e a tratar de temáticas como o latifúndio, a exploração sofrida pelo camponês e pelo operário e o analfabetismo. Por fim, investigamos as construções de sentido urdidas em torno do TCP tendo como base a sua recepção por membros do campo teatral, da imprensa, de órgãos de segurança pública locais e por funcionários dos Estados Unidos da América. Igualmente, procuramos esclarecer as implicações relacionadas ao golpe civil-militar de 1964 para os membros do Teatro de Cultura Popular.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19421

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O teatro no Recife da década de 1930: outros significados à sua história

FERRAZ, Leidson Malan Monteiro de Castro. O teatro no Recife da década de 1930: outros significados à sua história. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2018.

Palavras-chave: História; Teatro – Anos 1930; Companhias de teatro; Teatro – Pernambuco (PE).

Resumo: Partindo especialmente dos vestígios históricos publicados nos jornais, esta pesquisa pretende situar o teatro no Recife dos anos 1930 em sua lógica de produção cultural e salientar o que existia na dinâmica do movimento cênico da época, principalmente na relação com a imprensa, o poder instituído e os espectadores, período ainda pouco estudado e valorizado. Queremos, assim, abrir possibilidades e minimizar este descaso com a produção teatral recifense, mapeando peças e ações realizadas, além de detalharmos as características do fazer teatral de momento anterior à chamada modernidade do nosso palco, quando o encenador veio dar unidade estética aos espetáculos. Aproveitando as ideias de campo e capital simbólico presentes na obra do sociólogo Pierre Bourdieu, que permitem uma melhor compreensão do mundo social, dos diversos espaços que o compõem, suas hierarquias e lutas internas, discorrer sobre permanências e alterações, mas, principalmente, a legitimidade daquela cena, tendo como maior referência os escritos dos críticos/cronistas, além do conceito propagado por vários historiadores do teatro brasileiro. O objetivo é lançar outros significados àquelas trajetórias, mas, especialmente, ir além do discurso que ocupa posição dominante no campo historiográfico nacional, sempre a abordar o “modo antigo” de se fazer teatro em suas tão depreciadas contradições.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32007

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O Teatro do Oprimido como ferramenta para o ensino de História de Temas Sensíveis

NASCIMENTO, Rodrigo Mendonça do. O Teatro do Oprimido como ferramenta para o ensino de História de Temas Sensíveis. Dissertação (Mestrado em Ensino de História) – Universidade Federal de Pernambuco, 2020.

Palavras-chave: História – Estudo e ensino; Teatro do Oprimido; Aprendizagem; Cidadania; Autonomia.

Resumo: A presente dissertação objetiva debater as possibilidades que o Teatro do Oprimido de Augusto Boal pode oferecer como ferramenta para o ensino da História. Problematizamos o ensino de História e seus objetivos pedagógicos – como a formação dos educandos para o exercício da autonomia e da cidadania – tendo em vista a construção de narrativas que considerem a questão do tema sensível, do corpo na narrativa histórica, bem como conceitos tais quais memória, silêncio, empatia e experiência. Nosso desígnio, além de analisar o jogo no ensino da História – mais especificamente o jogo teatral -, é oferecer uma oficina de jogos teatrais para ser utilizada no processo de ensino-aprendizagem da História por seus profissionais. Tal oficina deve ser capaz de contribuir para uma formação ética e estética capaz de sensibilizar os estudantes da Educação Básica para o exercício e defesa dos espaços, gestos e práticas democráticas da sociedade.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/38529

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Caminhos para inclusão: uma reflexão sobre áudio-descrição no teatro infanto-juvenil

NOBREGA, Andreza. Caminhos para inclusão: uma reflexão sobre áudio-descrição no teatro infanto-juvenil. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Pernambuco, 2012.

Palavras-chave: Áudio-descrição; Inclusão; Acessibilidade comunicacional; Tecnologia assistiva; Teatro-educação.

Resumo: A presente pesquisa analisou as contribuições da áudio-descrição para a recepção e fruição do espetáculo teatral por espectadores com deficiência visual, examinando os relatos das informações visuais captadas, refletindo em que nível elas são imprescindíveis para usufruir de produtos artísticos e assim, caminhar em direção à inclusão cultural, educacional e social da pessoa com deficiência. De cunho qualitativo, este estudo recorreu à criação de um caso significativo em que se evidencia a acessibilidade comunicacional para pessoa com deficiência visual, caso este que fora aplicado o recurso da áudiodescrição no espetáculo “Nem Sempre Lila” direcionado à infância e juventude, com sua posterior análise, por meio de uma entrevista individual, visando identificar elementos visuais captados pelo usuários da áudio-descrição. A análise revelou que a recepção e fruição do espetáculo por meio da áudiodescrição se torna muito mais significativa, ao passo que os sujeitos se relacionam com os diversos elementos da teatralidade (cenário, figurino, movimentação cênica, iluminação, maquiagem) que influenciam a forma de sentir e receber a obra, empoderando-os para que possam emitir seu posicionamento crítico enquanto espectador, que é aspecto importante para a área do teatro-educação. Além de confirmarem os benefícios do recurso, os sujeitos deste estudo expressaram o sentimento de acolhimento ao serem reconhecidos e valorizados enquanto ser humano participante de ações comuns a todos, como ir ao teatro.

Link: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12831

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Memória e espaço: o teatro comunitário de São Gonçalo do Bação

AGUIAR, Ramon Santana de. Memória e espaço: o teatro comunitário de São Gonçalo do Bação. Dissertação (Mestrado em Teatro) – UNIRIO, 2006.

Palavras-chave: Teatro, Cultura.

Resumo: Esta pesquisa propõe a reflexão sobre o fazer teatral do Grupo de Teatro São Gonçalo do Bação nas suas inter-relações com as reminiscências da comunidade do distrito rural de São Gonçalo do Bação; em Minas Gerais. A partir de histórias orais; repassadas de geração a geração; o Grupo de Teatro constrói coletivamente seus textos e os encena para a comunidade do distrito. Nessa ação; o Grupo e; conseqüentemente; o Teatro produzido; estabelece relações de identidade e pertencimento para uma comunidade rural emersa no “mundo globalizado”. Como instrumentos de análise são utilizados três textos dramatúrgicos do Grupo de Teatro e suas encenações. No intuito de identificar as relações entre Teatro e Comunidade; foram realizadas entrevistas com diversos membros da comunidade envolvidos no processo de produção e assistência das encenações; utilizando os métodos propostos pela História Oral.

Link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=110441

A Direção de Arte Servidora de Dois Amos: O Teatro e o Cinema

PEREIRA, Luiz Fernando. A Direção de Arte Servidora de Dois Amos: O Teatro e o Cinema. Tese (Mestrado em Teatro) – UDESC, 2016.

Palavras-chave: Direção de Arte. Teatro. Cinema. Espaço Cênico. Cenografia.

Resumo: O objetivo desta pesquisa é ressaltar a importância da direção de arte e do diretor de arte evidenciando com estudos mais recentes seu papel no fazer teatral. O cinema, que surgiu a partir do teatro, desenvolveu e incorporou a direção de arte tornando-a uma linguagem narrativa fundamental na criação da visualidade de um filme, prática ainda não consolidada no teatro. Este estudo inicia-se com a conceituação da direção de arte e seus elementos constitutivos: a cenografia, o figurino, a maquiagem, a caracterização e a iluminação, essenciais para a construção da linguagem narrativa. Destaca-se também a importância do espaço cênico como um elemento no qual se materializa a ação dramática. Constata-se que desde o seu surgimento o teatro, de uma maneira ou de outra, usufruiu da direção de arte, ainda que ela não fosse assim denominada, desempenhada por profissionais das mais diferentes áreas. Após a análise do desenvolvimento e da aplicação da metodologia da direção de arte no cinema e no próprio teatro, apresenta-se a hipótese de que o diretor de arte passe efetivamente a integrar a equipe criadora nas montagens teatrais. A construção teórica presente nesta pesquisa apoia-se na experiência do autor como diretor de arte, no teatro e no cinema, e nas obras de Felisa de Blas Gómez, Michael Rizzo e Vincent LoBrutto, que a corroboram. O que a torna relevante para o Teatro Brasileiro é a carência de estudos formais nesta área. Visando preencher esta lacuna e estimular a expansão da direção de arte, tanto no mercado de trabalho quanto na Academia, o autor apresenta sua metodologia.

Link: https://sistemabu.udesc.br/pergamumweb/vinculos/000017/000017b3.pdf

Quem somos nós? surgimento, identidade e legitimidade na trajetória teatral do Grupo Nós do Morro.

PAULA, Letícia Miranda. Quem somos nós? surgimento, identidade e legitimidade na trajetória teatral do Grupo Nós do Morro. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade Federal Fluminense, 2012.

Palavras-chave: História Social, Cultura, Teatro, Grupo Nós do Morro. 

Resumo: O Grupo Nós do Morro foi criado em 1986, na favela do Vidigal, a partir do contato entre profissionais de teatro com os jovens moradores, através dos anos, se transformou em uma das mais importantes iniciativas no âmbito de trabalhos artísticos e sociais criados e desenvolvidos no Brasil. A proposta inicial do grupo era um teatro feito “da comunidade para a comunidade”, sendo assim, as peças deste período abordavam temas que refletiam a realidade dos moradores com o objetivo de formar uma plateia local. Mas que plateia era essa? No final dos anos setenta, a construção de prédios na subida do Vidigal fez surgir uma nova vizinhança composta por pessoas de classe média e artistas, entre eles o fundador e diretor geral do grupo, Guti Fraga. Compartilhando do mesmo universo geográfico, a classe média convivia com os moradores mais humildes, ocupantes da parte média e alta do morro. São para estes atores sociais que o discurso do grupo se volta, buscando atrair um público pouco habituado a frequentar teatro. Com o passar do tempo, o Nós do Morro sente a necessidade de perder sua essência amadora e tentar obter reconhecimento da classe profissional. A construção de uma sede própria, após a ocupação de vários espaços dentro do Vidigal, como uma igreja desativada e os fundos de uma escola municipal, reflete essa necessidade do grupo afirmar sua autonomia artística. E foi aí, que, em 1996, o Nós do Morro inaugurou um teatro com capacidade para oitenta espectadores, o Teatro do Vidigal. Com a peça escolhida para inaugurar o teatro, Machadiando, reunião de textos de Machado de Assis, o grupo conquistava o primeiro prêmio oficial, o Prêmio Shell. O prêmio foi recebido com grande entusiasmo pela companhia, que, a partir deste momento, acreditava estar legitimada no mercado não mais em função de um trabalho social realizado em uma favela carioca. Porém, o Nós do Morro vencia como “categoria especial”, ou seja, a crítica especializada valoriza mais um trabalho comunitário do que o espetáculo em si. Somente anos mais tarde, em 2002 é que o grupo ganharia o Prêmio Shell por uma categoria tradicional com a apresentação da peça Noites do Vidigal, primeira montagem do grupo a estrear fora da favela de origem. O espetáculo foi bem recebido pela crítica e foi contemporâneo, também, a participação dos atores no filme Cidade de Deus. O 7 sucesso do longa de Fernando Meirelles impulsionou a carreira de vários integrantes do Nós do Morro para produções no cinema e na televisão. Diante destes acontecimentos pretendemos discutir a legitimidade conquistada pelo Nós do Morro e o significado desta legitimidade para os diversos atores sociais que se apropriam do trabalho do grupo.

Link: https://app.uff.br/riuff/handle/1/15973

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Jovens Vozes em Cena: Experiências de Integração e Autodeterminação Através da Arte Performática no rio de Janeiro

SOUZA, Sara. Jovens Vozes em Cena: Experiências de Integração e Autodeterminação Através da Arte Performática no rio de Janeiro. Tese (Doutorado em História Social da Cultura) – PUC-RIO, 2005.

Palavras-chave: Cultura; Teatro.

Resumo: Esta dissertação investiga o diálogo entre a arte e seu contexto, através de dois movimentos artísticos e sociais com base em favelas do Rio de Janeiro: o Grupo Nós do Morro e o Grupo Cultural Afro Reggae. Focalizando a arte cênica ou performática (especificamente teatro e música), o estudo ressalta determinados aspectos das dinâmicas culturais cariocas, como a relação entre favela e asfalto, para contextualizar o trabalho realizado por estes grupos com os jovens participantes. Considerando a relação entre o espaço/território, tanto físico como simbólico-cultural, e a inclusão, revelam-se as formas inovadoras pelas quais os dois movimentos, através da arte e da performance, abrem novos espaços no imaginário social e proporcionam a integração de pessoas de diferentes áreas e camadas sociais. A presente pesquisa também ressalta o efeito desse trabalho para o desenvolvimento de uma comunicação e colaboração de mão dupla, as quais favorecem não apenas a inclusão mas a efetiva integração social. Também são consideradas as próprias obras de arte originais produzidas pelos dois grupos e as linguagens temáticas e performáticas por eles desenvolvidas, as quais projetam as vozes dos jovens das favelas de forma altamente eficaz nos cenários culturais regional, nacional e internacional. A análise dessas peças e canções, aponta para preocupações com a identidade e a memória cultural. Ademais, o texto ressalta as semelhanças, assim como divergências, existentes entre os dois grupos, ambos considerados referências em suas áreas, embora construídos sobre princípios e objetivos distintos. Expõem-se assim a possibilidade de diferentes abordagens à arte e à performance como ferramentas da integração e da auto-determinação.

Link: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=8279@1

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Dança e ritual: do sagrado ao cênico

MACHADO, Felipe Wircker. Dança e ritual: do sagrado ao cênico. Tese (doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade ) – PUC-RJ, 2018.

Palavras-chave: Dança; artes cênicas; corpo; candomblé; ritual; racismo; biopolítica; paradigma imunitário.

Resumo: A presente tese se debruça sobre a passagem das danças de orixá do terreiro para as artes cênicas, no intuito de pensar a relação entre arte e sagrado através de trabalhos em dança de coreógrafos brasileiros. Para isto, no entanto, parte de uma revisão crítica da perspectiva simbólico-representativa que guia as análises de textos canônicos sobre o candomblé, oriundos das disciplinas de antropologia e etnologia, sobretudo. Com este movimento inicial, se propõe a questionar esta perspectiva como um pressuposto ou um paradigma das análises que não leva em consideração uma crítica à tradição do pensamento por representação, ao passo que o candomblé teria seus “próprios” pressupostos filosóficos e cosmológicos, como uma visão de mundo que não necessariamente opera pela função simbólicorepresentativa. Em seguida, dedica-se a uma releitura da questão da biopolítica a partir do “paradigma imunitário”, que relaciona o saber científico sobre o corpo a uma concepção de política e democracia, interessante para se pensar a relação de uma sociedade fundada sob o regime colonial e escravista com os modos de vida e as visões de mundo não europeias no Brasil, uma vez que o candomblé foi se constituindo como uma religião à qual estas questões confluíam, tendo em vista o dinamismo inerente à tradição em que se fundamenta o culto. Por fim, a dança surge como campo de pensamento e de saber no qual as contradições se encontram e se resolvem a partir de um trabalho com o corpo, ressaltando positivamente sua multiplicidade — e não, como no projeto biopolítico, no intuito de confiná-lo mediante concepções dicotômicas. Isto se dá, primeiramente, a partir de uma reflexão acerca da importância do som e da música como modos de pensar as organizações políticas, econômicas e sociais, numa desierarquização dos sentidos a partir da qual emergem racionalidades e visões de mundo. Finalmente, o trabalho de coreógrafos e bailarinos brasileiros que tomam como técnica não só as danças de matriz europeia, como o balé clássico, as danças moderna e contemporânea, mas também as danças de matriz africana, mais especificamente, os pés de dança de orixá. Essa passagem dos terreiros para o palco vem a levantar uma discussão sobre a relação entre o sagrado, o ritual e a arte, como campos que, segundo uma visão de mundo do candomblé, se pudermos chamar assim, não estão separados.

Link: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34817@1

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Do palco ao picadeiro: circo e palhaçaria tradicional no trabalho da Cia. 2 em Cena

SILVA, Francisco Alexsandro da. Do palco ao picadeiro: circo e palhaçaria tradicional no trabalho da Cia. 2 em Cena. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2020.

Palavras-chave: Circo brasileiro; Palhaçaria; Comicidade feminina; Cia.2 em cena.

Resumo: O presente trabalho investiga o processo de apropriação da arte do Palhaço Tradicional Circense realizado pela Cia. 2 em Cena no período de 2007 a 2017, tomando como objeto de estudo três espetáculos do referido coletivo. Através de um Estudo de Caso, são analisados os elementos palhacescos/clownescos presentes nos espetáculos: Palhaçadas – História de um circo sem lona, Reprilhadas e Entralhofas – Um concerto para acabar com a tristeza e Do Vestido ao Nariz. Entre os elementos analisados encontram-se: a exploração do antagonismo da dupla cômica tradicional, a apropriação da dramaturgia circense clássica, a musicalidade circense e o papel da mulher Palhaça no circo contemporâneo. A Cia. 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança é um núcleo de pesquisa e produção cultural, sediado em Recife/PE, formado por Palhaços, músicos, atores e bailarinos que desempenham estudos acerca do Circo e do Palhaço Tradicional Circense, bem como sobre o teatro para crianças.

Link: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/29220

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Palhaços de rua: transcorpografia na performance de dois vendedores de rua em Salvador

ARAÚJO, Fábio César Lobato de. Palhaços de rua: transcorpografia na performance de dois vendedores de rua em Salvador. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Universidade Federal da Bahia, 2006.

Palavras-chave: Etnografia; Vendedor de Rua; Performance; Palhaço; Clown; Cômico dell’Arte; Teatralidade; Espetacularidade; Baianedade; Etnocorpografia.

Resumo: Esta dissertação atingiu três objetivos. O primeiro deles consistiu na tentativa em definir a atividade de vendedores ambulantes de rua como Performance do cotidiano. Para tal, buscouse fazer um paralelo da performance desses vendedores com a do Palhaço de Circo, a do Clown e a do Cômico dell? Arte do início do Século XVI. O segundo objetivo compreendeu a descrição e análises das performances de dois vendedores de rua da Cidade de Salvador. Finalmente apresentou-se um processo metodológico pertinente à abordagem artística do trabalho, pois a dissertação teve um caráter teórico-prático. Construiu-se um processo metodológico próprio para o desenvolvimento do trabalho de campo, a qual foi nomeada de Transcorpografia. Foi através da Etnografia que se fez a descrição da performance dos vendedores, levando-se em consideração o corpo, a voz e a música em seus trabalhos. Foi também através desse recurso que se fez a descrição da performance do pesquisador desenvolvendo a Transcorpografia, no habitat de trabalho dos vendedores pesquisados e no palco no espetáculo ?Uma Trilogia Baiana?. A pesquisa em fontes primárias e secundárias resultou no conhecimento de que esses artistas populares criam o seu próprio repertório de trabalho e que sua criatividade é utilizada como recurso de destaque para chamar a atenção do cliente-público. Percebeu-se igualmente, que a utilização de recursos como a Teatralidade e a Espetacularidade em suas Performances são essenciais para que este vendedor consiga vender mais, obtendo um lucro maior que outros vendedores que apresentam o mesmo produto. É a Teatralidade que transforma a performance desses vendedores ambulantes num ato espetacular.

Link: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/9615

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A reinvenção da marmelada: diferentes gerações no Circo do Povo em Uberaba MG

BATISTA, Cássia Magaly. A reinvenção da marmelada: diferentes gerações no Circo do Povo em Uberaba MG. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Universidade Federal de Uberlândia, 2019.

Palavras-chave: Circo do Povo, Circo Social, Circo em Uberaba, Palhaços, Artes Circenses.

Resumo: Este trabalho documenta e reflete sobre parte da história de reinvenção do Circo, por meio de entrevistas, memórias, levantamento de reportagens da mídia impressa, e de bibliografia específica sobre o Circo do Povo, de Uberaba, MG, equipamento cultural itinerante inaugurado em 1983, e que ainda está em funcionamento. Partindo da memória da autora – que traça um panorama sobre a influência do Circo-Teatro no imaginário de uma criança moradora de uma pequena cidade do interior do triângulo mineiro (Campo Florido), no final dos anos 1960 e início da década de 1970, e da análise das transformações por que passou o Circo a partir dos anos 1970, tomando como base a cidade de Uberaba MG, é feito um trabalho de reflexão sobre as formas de expressão artística, ensino e aprendizagem da Arte Circense no período. Como recorte de pesquisa, é feita a análise da trajetória de três artistas da cidade, que atuaram ou atuam no Circo do Povo, e que percorreram diferentes caminhos até a profissionalização, ampliando essa análise ao comparar o que ocorria, e ocorre, no âmbito nacional, neste mesmo período.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/28091

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Do palco ao cartaz: a memória e a cena dos espetáculos teatrais de Uberlândia de 1994 a 2014

PEREIRA, Tiago Henrique Pimentel. Do palco ao cartaz: a memória e a cena dos espetáculos teatrais de Uberlândia de 1994 a 2014. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Uberlândia, 2017.

Palavras-chave: Artes, Memórias, Comunicação visual, Design (Arte), Teatro, Cartaz, Espetáculo, Memória, Design, Theater, Poster, Spectacle, Memory, Design.

Resumo: Esta pesquisa apresenta o cartaz de teatro com o intuito de desvendar sua participação como elemento artístico no contexto do espetáculo e sua capacidade de conservação da memória teatral por meio de imagens. Para isso, faz um resgate histórico do cartaz como ferramenta de comunicação, entrecruzando seu caminho à sua utilização na divulgação de espetáculos teatrais. Realiza uma análise dos cartazes dos grupos mais atuantes e longevos de Uberlândia: Grupontapé, Trupe de Truões e Confraria Tambor, produzidos entre 1994 a 2014, tecendo inter-relações entre as imagens, o enredo, a proposta cênica e a visualidade dos espetáculos. Descortina a relação do cartaz com os grupos de teatro, sua estrutura produtiva e preferências estéticas. Apresenta também a trajetória pessoal deste pesquisador e suas investidas como ator-designer no contexto teatral local.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/18959

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Teatro e design : reverberações verbo-visuais no processo criativo universitário de A serpente, do Carmen Group

KOGIN, Fernanda Caron. Teatro e design : reverberações verbo-visuais no processo criativo universitário de A serpente, do Carmen Group. Dissertação (Mestrado em Educação) – UFPR, 2018.

Palavras-chave: Universidade; Bakhtin e o Círculo; Protocolos Audiovisuais; Verbovisualidade; Teatro Universitário.

Resumo: Essa pesquisa, vinculada ao grupo de pesquisa ELiTe/CNPq/UFPR (Laboratório de Estudos em Educação Performativa, Linguagem e Teatralidades), debruça-se sobre processo de construção cênica de CARMEN GROUP (Centro de Treinamento em Corpo, Arte, Movimento e Encenação), desenvolvido no âmbito das disciplinas Laboratório Experimental de Linguagens Cênicas, Laboratório de Performance e Teoria da Performance no curso de graduação em Produção Cênica, Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Pretende-se nesta pesquisar analisar e compreender os sentidos da prática teatral universitária a partir de discursos verbo-visuais produzidos para o espetáculo “A Serpente” de Nelson Rodrigues. O quadro teóricometodológico apoia-se na perspectiva dialógica, que tem nos estudos de Bakhtin e o Círculo sua principal ancoragem, de modo que possa compreender junto com a teoria, a visualização das informações culturais de forma verbo-visual e a produção de sentidos no teatro universitário. A análise do processo criativo da peça em questão, toma como centralidade a produção de um protocolo audiovisual (videoarte), produzida com o intuito de compreender as marcas enunciativo-discursivas de todo o processo nos corpos e memórias dos integrantes do grupo. A partir da análise, concluise que a presença de um designer em um grupo teatral durante o processo criativo, tem um impacto significativo nos processos vivenciados. A criação e desenvolvimento de conteúdos visuais são essenciais para registro histórico do grupo, sua inserção em redes e mídias digitais, como também para a divulgação dos espetáculos, facilitando assim a comunicação entre grupo e público, especialmente na produção teatral universitária, que se constitui enquanto espaço de formação artística e acadêmica.

Link: https://hdl.handle.net/1884/62782

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Cotidiano de teatro de grupo no Cariri cearense: ninho de teatro e coletivo atuantes em cena

MATIAS, Bárbara Leite. Cotidiano de teatro de grupo no Cariri cearense: ninho de teatro e coletivo atuantes em cena. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Uberlândia, 2017.

Palavras-chave: Artes, Grupos de teatro – Brasil, Artistas teatrais – estudo e ensino, Teatro, Cotidianos de grupos de teatro, Práticas artístico-docentes, Artistas-docente e pedagogia do teatro, Teatro de grupo/grupos de teatro.

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar as práticas artístico-docentes de dois grupos de teatro do Ceará, localizados especificamente na região do Cariri. Os grupos são os seguintes: Coletivo Atuantes em Cena (Juazeiro do Norte) e Ninho de Teatro (Crato). Nesta pesquisa têm-se um panorama de situações que englobam a vivência e o cotidiano desses grupos de teatro, levando-se em conta que todos os membros de ambos os grupos são artistas- educadores. No decorrer da pesquisa pretendemos verificar especificidades do artista-docente nesses dois espaços de trabalho teatral.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/18292

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Da encenação à publicação: o processo criativo de Bumba, meu quiexada do grupo União Olho Vivo

SILVA, Roberta Paula Gomes. Da encenação à publicação: o processo criativo de Bumba, meu quiexada do grupo União Olho Vivo. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, 2010.

Palavras-chave: Teatro, História, Bumba, Teatro União e Olho Vivo, Theater, History, História social, História e teatro, Vieira, Cesar – Bumba, meu queixada – Crítica e interpretação, Teatro popular -, História e crítica, Literatura e história.

Resumo: No decorrer deste trabalho, discutimos, a partir da relação história/teatro, o processo criativo, o enredo, as músicas, os personagens e as temáticas do texto teatral Bumba, meu queixada (1979) do grupo Teatro União e Olho Vivo. Além do texto, refletimos sobre a materialidade do livro homônimo à peça, publicado em 1980. Evidenciamos nessa publicação uma aproximação com elementos da literatura de cordel, notadamente na capa, na diagramação do texto em estrofes e na linguagem. As críticas sobre Bumba, meu queixada veiculadas em jornais e no próprio livro foram objetos do nosso estudo. Analisamos também o fazer teatral do grupo com o intuito de compreender a sua noção de teatro popular e o seu projeto político e estético durante a década de 1970.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/16384

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Entre retas e curvas: realização de um documentário audiovisual sobre a história do Teatro Municipal de Uberlândia e seu papel na disseminação da cultura

SILVA, Fernanda Torquato Braga. Entre retas e curvas: realização de um documentário audiovisual sobre a história do Teatro Municipal de Uberlândia e seu papel na disseminação da cultura. Dissertação (Mestrado em Tecnologias, Comunicação e Educação) – Universidade Federal de Uberlândia.

Palavras-chave: Educação, Teatro Municipal (Uberlândia, MG) – História, Niemeyer, Oscar – 1907-2012, Documentario (Cinema) -, História, Teatro Municipal de Uberlândia, Documentário, História oral, Teoria do cinema, Oscar Niemeyer.

Resumo: Este relatório técnico é resultado de uma pesquisa sobre a história do Teatro Municipal de Uberlândia, uma obra de Oscar Niemeyer, que se tornou tema para produção de um documentário audiovisual intitulado “Entre Retas e Curvas: uma história do Teatro Municipal de Uberlândia”. Utilizando teorias do cinema, pesquisa documental e a História Oral buscou-se entender o processo de idealização, construção e inauguração, do Teatro Municipal de Uberlândia, bem como entender o papel que ele desempenha na disseminação da cultura na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/17982

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O ciclo da lua do Grupo de Teatro Zabriskie: Luas e luas em Goiânia 1995/2011

TEIXEIRA, Ana Paula. O ciclo da lua do Grupo de Teatro Zabriskie: Luas e luas em Goiânia 1995/2011. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, 2011.

Palavras-chave: Comédia dell Arte, Grupo de Teatro Zabriskie, Grupo de Teatro Zabriskie – Luas e Luas – 1995-2011, História e teatro, Teatro brasileiro, Teatro infanto-juvenil brasileiro, Teatro para crianças, Zabriskie.

Resumo: O Zabriskie é um grupo de teatro localizado na cidade de Goiânia. Esta dissertação focaliza um dos principais espetáculos dessa companhia Luas e luas para entender o processo e as técnicas de criação desenvolvidas durante seus dezoito anos de existência (1993-2011). O estudo relaciona a história do próprio grupo com alguns caminhos e aspectos da história do teatro e da história do Brasil; traça influências recebidas, como elas foram elaboradas em seus trabalhos artísticos e como este grupo se relaciona com seu contexto específico. Estudo o texto, seu desenvolvimento em várias apresentações e como os atores exploram o imaginário no palco, estabelecendo diálogo com algumas reflexões da teoria literária. Discuto elementos da Commedia dell Arte, das técnicas do clown e desenvolvo uma reflexão sobre o teatro épico. Com o estudo dos documentos do acervo artístico dessa companhia, tive acesso a informações do espetáculo, de sua elaboração e da participação de cada um dos integrantes do Zabriskie desde os seus primeiros passos no Teatro-Café Zabriskie. Finalmente, entendendo a prática desse grupo de teatro e como ele elaborou sua proposta estética de espetáculos para crianças como um processo de construção de uma imagem particular no contexto do teatro profissional do estado de Goiás.

Link: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/16403

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As ciências, o palhaço e a criança: as possibilidades de educabilidade científica do encontro entre a criança e o palhaço

VALLE, Leonardo Alves do. As ciências, o palhaço e a criança: as possibilidades de educabilidade científica do encontro entre a criança e o palhaço. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2014.

Palavras-chave: Educação em ciências, Arte, Criança, Ensino Fundamental.

Resumo: Este estudo reflete as possibilidades de educação em ciências, do encontro entre uma turma de crianças, estudantes do 4º ano do ensino fundamental, e o palhaço Galileu, a partir de uma perspectiva de análise crítico reflexiva, que dialogou com as ideias de educadores como Freire e Vigotsky, dentre outros. Para tanto, o palco desse encontro foi a sala de aula de uma escola pública, situada em um bairro pobre de uma cidade de porte médio, do interior do estado de Minas Gerais, que teve como pano de fundo o tema das alavancas, abordado através de uma performance que envolveu uma dupla de palhaços e um dispositivo denominado de “Máquina de Levantar Coisas”. Tal objeto serviu de intermediação para que as crianças confeccionassem desenhos, que juntamente com as narrativas que produzimos, a partir do registro audiovisual da atividade, compuseram o corpus de análise da pesquisa. Desse modo, entendemos o palhaço como um espaço de potencialidades, com condições de integrar saberes da arte e da ciência escolar, sob o foco dialógico da complementaridade na ação educativa, valorizando-se a curiosidade, o desafio, as emoções e o encantamento. Logo, para o desenvolvimento deste trabalho, adotamos os seguintes procedimentos metodológicos: inicialmente os estudantes assistiram a uma performance de palhaços, que ao final apresentou um problema aparentemente sem solução. Posteriormente, solicitamos que cada criança confeccionasse um desenho representando a sua resposta ao referido problema e, por fim, promovemos uma roda de conversas, a fim de tentarmos entender os significados dos desenhos que foram produzidos. Todas as etapas da pesquisa foram registradas em áudio e vídeo e totalizaram o período de aproximadamente 50 minutos de trabalho. Assim, ao final desse estudo, sinalizamos para algumas possibilidades de educação em ciências, percebidas ao longo desse encontro entre crianças e palhaços.

Link: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/803

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A companhia teatral Phenix Dramática: teatro ligeiramente nacional no Rio de Janeiro entre as décadas de 1860 e 1870

SILVA, Raquel Barroso. A companhia teatral Phenix Dramática: teatro ligeiramente nacional no Rio de Janeiro entre as décadas de 1860 e 1870. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2016.

Palavras-chave: Rio de Janeiro, Teatro nacional, Companhia teatral, Phenix Dramática.

Resumo: O empenho para a construção de um “teatro nacional” na capital do Império do Brasil contou com o esforço de muitos homens de letras, em especial dos dramaturgos adeptos da escola romântica e realista. A partir da década de 1860, quando do advento dos gêneros do teatro ligeiro no Brasil, e especialmente no início da década de 1870 quando houve a fixação desses gêneros em nossos palcos, o ideal de “teatro nacional” construído pelos representantes daquelas escolas foi sensivelmente abalado. O trabalho demonstra que as transformações no contexto social, econômico, cultural e político do Rio de Janeiro, entre o final da década de 1860 e começo da década de 1870, alteraram a própria definição do conceito de “teatro nacional”, tornando-o mais amplo e menos rigoroso, pois passaram a ser considerados “nacionais” espetáculos que, na década anterior não seriam aceitos como tal. Para compreendermos profundamente a reverberação de tais transformações contextuais no campo do teatro foi necessário nos debruçarmos sobre o cotidiano de uma das mais importantes companhias do período, e a mais representativa em relação a essa adoção dos gêneros ligeiros pelo mundo teatral carioca: a companhia teatral Phenix Dramática (1868-1891). Dialogando com os aportes fornecidos pela chamada História dos Conceitos e no campo metodológico, com a História Social, em especial História Social da Cultura, esta tese lança mão da imprensa periódica como principal fonte de pesquisa. Foram diretamente consultados 25 jornais, em sua maioria do Rio de Janeiro, entre os anos de 1821 (Diário do Rio de Janeiro) e 1889 (O Paiz).

Link: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/5421

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“Porque amar é subversivo” : política e estética no teatro essencial de Denise Stoklos entre 1990 a 1994

RUTESKI, Lucas. “Porque amar é subversivo” : política e estética no teatro essencial de Denise Stoklos entre 1990 a 1994. Dissertação (Mestrado em História) – UFPR, 2015.

Palavras-chave: Denise Stoklos; Teatro Essencial; Política; Estética.

Resumo: A artista brasileira Denise Stoklos é considerada como um dos principais nomes do teatro brasileiro. Denise Stoklos criou um estilo próprio de teatro, o qual nomeou como “Teatro Essencial”. O conceito de “Teatro Essencial” fundamenta-se principalmente na figura do ator, isto é, neste conceito o ator participa efetivamente de todas as etapas de concepção dos espetáculos, utilizando-se do corpo, da voz, mas principalmente de sua subjetividade. Assim, Denise Stoklos além de representar, também escreveu, dirigiu, coreografou, concebeu a cenografia de suas peças, enfim, congregou praticamente todas as funções necessárias para a concepção dos espetáculos. Dito isso, o objetivo central deste trabalho é discutir historicamente como o conceito de “Teatro Essencial”, cunhado por Denise Stoklos, dialoga de maneira sincrônica e diacronicamente mediante viés o político e estético com o contexto político, social e cultural brasileiro entre os anos de 1990 a 1994. Como fontes documentais, nos utilizamos dos textos-manifestos publicados pela autora, os textos teatrais das três peças da autora as quais analisamos, críticas jornalísticas relativas ao período, bem como reportagens e entrevistas da autora publicadas em jornais de circulação nacional e internacional. No intuito de compreendermos a imbricação de estética e política no Teatro Essencial nos propusemos a analisar as peças “Casa” de 1990 mediante a ideia de “política do cotidiano”. Já em “500 anos: Um Fax de Denise Stoklos para Cristóvão Colombo” de 1992, nos utilizamos como chave de investigação a política da memória. E finalmente em “Amanhã será Tarde e depois de amanhã nem existe” de 1994, uma interpretação mediante a concepção do sentimento de amor como força transformadora da sociedade.

Link: https://hdl.handle.net/1884/40763

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Ponto de partida, um país em cena: análise das relações entre o musical e o discurso de identidade no teatro brasileiro

FERNANDES, Fernanda Pires Alvarenga. Ponto de partida, um país em cena: análise das relações entre o musical e o discurso de identidade no teatro brasileiro. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2009.

Palavras-chave: Identidade, Teatro, Música.

Resumo: Este trabalho busca analisar aspectos culturais e identitários presentes na produção do Grupo de Teatro Ponto de Partida em suas relações com a cultura brasileira contemporânea. Criada com o expresso objetivo de dinamizar a produção artística da cidade do interior onde surgiu, a companhia lida com diversas tensões entre o local, o regional e o global, cujas articulações foram se transformando ao longo de seus trinta anos de existência. Investigamos, principalmente, o posicionamento do grupo frente às transformações na cultura nacional, as relações entre diferentes estratos culturais (eruditos, populares e massivos) e a utilização do recurso musical como tentativa de estabelecer uma linguagem que comunique ao brasileiro suas próprias questões. Além disso, pretendemos mostrar como se dá o uso de outros recursos da cultura angariados pelo grupo na tentativa de representação da identidade local e nacional.

Link: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/3391

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Espectros – um drama familiar: narrativa transmídia aplicada às artes cênicas

MACHADO, Thiago Luiz Berzoini. Espectros – um drama familiar: narrativa transmídia aplicada às artes cênicas. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2012.

Palavras-chave: Narrativa transmídia, Artes cênicas, Ambientes imersivos, Second life, Espectros – um drama familiar.

Resumo: Utilizando como matriz midiática “Espectros – Um drama familiar” (Gengangere, 1881) de Henrik Ibsen, esta dissertação analisa a expansão do universo ficcional de uma peça teatral por diversas plataformas de mídia. A montagem da obra foi desenvolvida através da aplicação de estratégias transmídia com base nas explanações de Henry Jenkins e Stephen Dinehart, teóricos dessa nova forma de utilização da narrativa perante a era da “Cultura da Convergência”. O projeto apresentou ao espectador uma obra que possui vários “pontos de entrada” no universo ficcional da trama de Ibsen, acessíveis através de um conteúdo distribuído eletronicamente: vídeos, áudio-teatro, história em quadrinhos, um jornal fictício que contém informações sobre o programa da peça e um dossiê contra um dos personagens centrais da trama. A experiência também foi levada para um ambiente imersivo – o Second Life –, apresentando uma assembleia virtual que reuniu o elenco e o público atingido pela divulgação do evento nas redes sociais e sítio de hospedagem do material produzido. Com a aplicação dessa estratégia, o espectador é motivado a organizar mentalmente os fragmentos narrativos de situações pulverizadas através de canais de distribuições complementares, proporcionando a continuidade de imersão no universo ficcional mesmo após o término da experiência.

Link: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1914

 

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Teatro negro e atitude: corpos negros na cena em Belo Horizonte

LIMA, Evandro Nunes de. Teatro negro e atitude: corpos negros na cena em Belo Horizonte. Dissertação (Mestrado em Educação: Conhecimento e
Inclusão Social da Faculdade) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2019.

Palavras-chave: Teatro, Negros nas artes cênicas, Teatro na educação, Artes cênicas, Relações étnicas, Negros,  Identidade racial.

Resumo: A Arte Negra é espaço de ruptura, e em alguma medida, ajuda a descontinentalizar a compreensão dos fatos, e com isso, a construção do sujeito negro vai se dando com auxílio dos valores afro civilizatórios que são essenciais para compreensão de mundo a partir do seu (nosso) olhar. Se no antes éramos indizíveis e invisíveis, com nos mostrou Martins (1995), agora estamos rompendo e insurgindo culturalmente, e o TEATRO NEGRO E ATITUDE (TNA) nesses seus 25 anos de atuação contribui para que haja uma ruptura e insurgência preta na cena teatral belorizontina. Através desta pesquisa buscamos registrar o nascimento do TNA, todo o arcabouço que sustenta o seu surgimento, e também entender o processo de montagem dos seus espetáculos e como esses reverberaram na vida dos seus participantes. Entendemos de que forma o grupo forjou sua Estética da Atitude e Poética da Negrura como elementos fundamentais para a transformação do sujeito e seu aquilombamento. Separamos a linha cronológica do grupo em três setênios – de 1993 a 2000; de 2001 a 2008; de 2009 a 2018-, e entrevistamos dois sujeitos de cada um deles. Destaco aqui que a história do grupo e a minha própria no teatro confluem, por isso, optamos por usar o método qualitativo com a entrevista episódica trazida por Uwe Flick (2009), onde conversamos com atrizes e atores que passaram pelo TNA, buscando entender o que transformou suas vidas e o que os fez se aproximarem dele. Igualmente as entrevistas, fizemos uma análise documental, revisitamos aos textos das peças encenadas, materiais impressos sobre o grupo, fotos, clippings, áudios e outras narrativas. Três são os motivos que fazem com que as pessoas procurem o grupo: por ser um lugar de militância negra; por ser um coletivo de pesquisa negra; por ser um coletivo que possibilita que o indivíduo consiga gerir sua arte.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/31843

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Atos de prazer: o Grupo Palco & Rua e o teatro amador na cidade de Ouro Preto – 1976 a 2012

SILVA, Flaviano Souza e. Atos de prazer: o Grupo Palco & Rua e o teatro amador na cidade de Ouro Preto – 1976 a 2012. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2014.

Palavras-chave: Teatro brasileiro, Teatro amador Ouro Preto (MG) 1976-2012, Teatro Belo Horizonte (MG) Sec XX-XXI, Teatro amador brasileiro Sec XVII-XXI, Grupo Palco & Rua.

Resumo: O presente trabalho apresenta um panorama do teatro amador no Brasil entre os séculos XVII e XXI, e na cidade de Belo Horizonte entre os séculos XX e XXI. Discute o prazer como força motivacional para o modo amador de fazer teatro. Aponta características comuns aos grupos amadores do Brasil. Expõe elementos de conexão artística entre as cidades de Belo Horizonte e Ouro Preto. Relaciona eventos teatrais e grupos amadores importantes para o entendimento do fazer teatral na cidade de Ouro Preto no período compreendido entre 1976 e 2012. Toma como objeto de estudo o grupo de teatro amador ouro-pretano Palco & Rua, apresentando seu histórico e suas características mais marcantes.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/EBAC-9Q4LFD

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Era uma vez um grêmio: o teatro musical de Carlos Câmara e a construção do teatro cearense

COSTA, Marcelo Farias. Era uma vez um grêmio: o teatro musical de Carlos Câmara e a construção do teatro cearense. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2013.

Palavras-chave: Teatro Ceará, Teatro brasileiro
Câmara, Carlos, Teatro musical, Teatro, Representação teatral, Grupo Grêmio Dramático, Familiar.

Resumo: Nos anos de 1920 e 1930 surgiu em Fortaleza, Ceará, um grupo de teatro, o Grêmio Dramático Familiar, que revolucionou o movimento teatral, fazendo surgir o verdadeiro teatro cearense. Antes se pensava que a falta de atividade teatral e apoio do público se devia à falta de uma casa de espetáculos realmente bem instalada, mas isso se provou, na prática, não ser verdadeiro. Foi com o teatro de Carlos Câ-mara, encenando seus textos A Bailarina, O Casamento da Peraldiana, Zé Fidelis, O Calú, Alvorada, Os Piratas, Pecados da Mocidade, O Paraíso, Os Coriscos que a cidade consagrou o teatro, com sua presença e seu aplauso. Eram espetáculos musicais, do gênero burleta, apresentados num teatrinho improvisado fora do centro da cidade, mas que magnetizou seus contemporâneos, que se viram retratados em cena numa linguagem pitoresca e tipicamente do Ceará. Desprovido de ambições artísticas, Carlos Câmara seguia os passos de seu mestre Arthur Azevedo, e escre-via para um elenco certo, os talentosos componentes do seu Grêmio Dramático.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/JSSS-9GGG49

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A alegoria como conceito: uma leitura Benjaminiana do Barroco

CORDEIRO, Zahira Souki. A alegoria como conceito: uma leitura Benjaminiana do Barroco. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade Federal de Minas Gerais, 1992.

Palavras-chaves: Benjamin, Walter, 1892-1940 Crítica e interpretação, Teatro alemão História e crítica, Filosofia, Simbolismo na literatura.

Resumo: Ler a obra de Walter Benjamin, Origem do Drama Barroco Alemão, é uma aventura. Mas, dito assim, isso pouco acrescentaria, pois a leitura de qualquer obra fundamental de um pensador sempre pressupõe dificuldades, riscos e surpresas. No caso dessa obra, a leitura é uma viagem singular que implica em assumir o fragmento como ponto departida. Para Benjamin o mundo se apresenta expondo sua facefragmentada, e sua obra, que pretende espelhar este mundo, é composta de fragmentos. Os avanços e recuos do processo decriação estão ali mantidos. Qualquer retificação posterior que visasse a uma compreensão mais imediata faria com que a obra perdesse o seu poder de sugestão e descoberta. Na verdade, tal retificação poderia vir a destruir as próprias promessas que Benjamin pressentiu na sua intuição.

Link: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/BUOS-9PBH8W

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O uso da imagem tecnológica na narrativa cênica contemporânea

BARONE, Luciana Paula Castilho. O uso da imagem tecnológica na narrativa cênica contemporânea. Dissertação (Mestrado em Artes) -Universidade Estadual de Campinas, 2002.

Palavras-chave: Teatro, Arte e tecnologia, Representação teatral, Sistemas multimídia.

Resumo:  Esta dissertação aborda o uso da imagem tecnológica como elemento narrativo na cênica contemporânea. Para tanto, apresenta um traçado histórico acerca da evolução da iluminação, do espaço, da dramaturgia, da interpretação e dos recursos tecnológicos no panorama teatral, salientando as modificações que os levaram a intervir mais verticalmente na narrativa cênica. A partir do percurso histórico, define uma das linhas contemporâneas da prática teatral; a do espetáculo multimediático, para o qual aponta a utilização de recursos imagéticos como configuradores de uma narrativa cênico-espetacular. A segunda parte do estudo apresenta um processo empírico de uso da Imagem tecnológica como elemento narrativo em uma encenação contemporânea – “Ofélia em Ofi” – revelando de como foram concebidos e trabalhados os elementos cênicos na linguagem híbrida do multimediático, que configura um discurso imagético para sua formulação narrativa.

Link: http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/284264

 

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Gordas, gordinhas, gorduchas : a potência cênica dos corpos insurgentes

METZ, Márcia Teresinha. Gordas, gordinhas, gorduchas : a potência cênica dos corpos insurgentes. Tese (Doutorado em Linguística, Letras e Artes). 

Palavras-chave: Atrizes, Obesidade, Mulheres; Teatro.

Resumo: A presente pesquisa reflete acerca das atrizes gordas que atuam na cena teatral na cidade de Porto Alegre. O estudo inicia pelo questionamento sobre a nomenclatura correta para designar as mulheres de corpos fartos: gordas, gordinhas ou gorduchas. Propõe-se demonstrar como é difícil fazer definições precisas quanto aos corpos com relação ao seu peso. Também se apresenta um referencial teórico que discorre sobre os conceitos de potência e insurgente. Ao longo da história, o corpo das mulheres sofreu opressões e regulações específicas, assim como os corpos das gordas e os corpos das mulheres artistas. Identificar isso nos auxilia a entender o padrão de beleza vigente. Para verificar se esse padrão se perpetua no teatro foram assistidos 38 espetáculos e anotadas as características físicas de 72 atrizes. Com caráter qualitativo, três atrizes porto-alegrenses com mais de trinta anos de carreira, sendo uma ex-gorda e duas autodeclaradas gordas, foram entrevistadas. Uma cena em formato de palestra foi realizada pela pesquisadora para questionar a associação da gordura à doença e, após a apresentação, seguiu-se uma roda de conversa composta por atrizes. As transcrições das entrevistas e da conversa coletiva estão entrelaçadas pelos referenciais teóricos. Pôde-se perceber que os pontos que mais se repetiram nos relatos estão relacionados, evidenciando preconceitos e dificuldades que as atrizes gordas ou com soprepeso enfrentam na profissão. Porém, ao mesmo tempo, notou-se que elas atuam com regularidade. A pesquisa busca auxiliar na construção de uma nova perspectiva sobre as atrizes gordas e, consequentemente, sobre todas as pessoas que têm corpos que fogem ao padrão de beleza calcado na magreza, juventude e branquitude. Como forma de adequação da linguagem, o trabalho utiliza o termo corpa ao invés de corpo.

Link: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/202038

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