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Luiz Nazário e a Ophicina Digital

Publicado em: 18 de novembro de 2024 Luiz Nazário e a Ophicina Digital Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   A produção de animação em Minas Gerais na década de 1980 foi marcada pelas atividades realizadas na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A escola construiu seu acervo em animação a partir de disciplinas como “Técnicas Alternativas de Animação”, “Técnicas Audiovisuais” e ” História da Arte”, além de cursos ofertados pela escola ou por parceiros (NOGUEIRA, 2015).  As produções nascem de projetos que podem ser financiados ou não. Pode-se destacar duas iniciativas, o projeto Ophicina Digital e a Universidade das Crianças. Dr Luiz Nazário ¹ Figura 1. Dr Luiz Nazário (2017) e a logo da Ophicina Digital. O professor titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais escreveu e dirigiu o primeiro longa-metragem em animação de Minas Gerais, a Trilogia do Caos (2001-2016), produzida com dois Prêmios de Incentivo à Produção, da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, e da Associação Curta Minas/CEMIG, e animada por jovens artistas da Escola de Belas Artes a partir da pesquisa Animação Expressionista, financiada pelo CNPq. O roteiro inclui uma narrativa sombria com inspiração no estilo expressionista, sendo a primeira animação de computação gráfica do país produzida em uma universidade. O filme é dividido em três partes, de 20 minutos cada aproximadamente, separadas pelos créditos, totalizando 55 min30s, incluindo apresentação e créditos. A primeira e segunda foram produzidas em 2001 e a última finalizada em 2016. A tela de abertura de cada parte é um fundo preto com letras brancas fazem um pequeno review das anteriores e situa o observador sobre a questão principal a ser desenrolada. A parte sonora não possui diálogos ou narrativa oral, é composta apenas de música de fundo e alguns foleys como por exemplo pessoas batendo palmas, multidão gritando, sussurros.  A primeira parte denominada “A flor do Caos” (2001) nasceu de um projeto de animação coordenado pelo Professor Luiz Nazário, cujo roteiro ganhou um prêmio da Secretaria Municipal de Cultura, o que permitiu alguns investimentos em equipamentos e formar uma equipe de dois técnicos. Novos recursos vieram financiados pela FAPEMIG, e com outro prêmio vindo da Associação Curta-Minas/CEMIG, para a produção de uma animação em película. Desta maneira, a sala ficou mais equipada e a equipe aumentou, sendo composta por uns doze animadores, todos alunos bolsistas e técnicos da Escola. Esta infraestrutura proporcionou a produção do segundo filme da Trilogia do Caos em quinze computadores, incluindo os da Ophicina Digital e os dos alunos. Na época uma animadora que estagiava em Cleveland, nos EUA contribuía com o projeto ao enviar seus trabalhos por e-mail.  A segunda parte foi intitulada “Selenita acusa!” e foi datacinada para uma película 35mm. A transferência do HD para a película foi realizado pelo laboratório Megacolor de São Paulo e o processo consistia em transferir as animações feitas no computador, editadas e convertidas em arquivos tiff de alta resolução para a película. Para essa etapa, a animação precisa já estar finalizada, bem como os créditos e a trilha sonora, que foi composta em São Paulo pelo compositor Lelo Nazario, irmão de Nazário. O filme inteiro em HD foi levado pelo próprio Nazário para o Laboratório Curt e Alex de São Paulo para a datacinagem e a sonorização em película 35 mm. Nazario (2005) acredita que esta foi a primeira animação desse formato (digital com transfer em película 35mm) de duração (longa), um fato inédito na Escola e em Minas Gerais. Durante a existência da Ophicina Digital foram produzidos aproximadamente 50 DVDs com a melhor produção da EBA. Esses DVDs podem ser consultados na Biblioteca. Também foram feitos vários catálogos e o livro Filmoteca Mineira foi publicado. Já a ideia do projeto Filmoteca Mineira era a de conservar os filmes produzidos em Minas aqui em Minas, e não enviar para a Cinemateca. Notas ¹ É docente, historiador de arte, crítico de cultura e escritor. Colabora para o caderno Aliás, do Estadão. Autor de diversos livros, dentre os quais Da natureza dos monstros (1988), As sombras móveis (1999), Todos os corpos de Pasolini (2007) e O cinema errante (2013). Referências TV UFMG. PANORÂMICA #10: Trilogia do Caos Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=zyxXgZDRV_k>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. NAZARIO, Luiz (Org.). Filmoteca mineira. Belo Horizonte: Escola de Belas Artes da UFMG, 2004. 117 p. SILVA, Camila Cristina da. Paixão por preservar: acervos de imagem em movimento da Escola de Belas Artes (UFMG), Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte e Arquivo Público Mineiro. 318f. Dissertação (Mestrado em Artes). Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2017. SOARES, Alexandre Martins. Memória Audiovisual na Sociedade Informatizada: arquivos físicos e digitais. 2006. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2003. Filmografia Trilogia do Caos Realização Ophicina digitalProjeto Filmoteca Mineira CoordenaçãoDr Luiz Nazário ➤ PANORÂMICA #10: Trilogia do Caos | teaserhttps://www.youtube.com/watch?v=koCjPWHNbeE&list=PLBv8koRm6pO1zAlU4mLsc5Flg-K4hlihs&index=14 ➤ Flor do caos (filme curta-metragem)https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=nk9VoI6ZNBc ➤ ExperimentAnima 2024 – Ophicina Digital: estrutura, projetos e desafioshttps://www.youtube.com/watch?v=sQvyDCUGi3Q

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UFMG e a animação

Publicado em: 19 de abril de 2024 UFMG e a animação Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   A produção de animação em Minas Gerais na década de 1980 foi marcada pelas atividades realizadas na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A escola construiu seu acervo em animação a partir de disciplinas como “Técnicas Alternativas de Animação”, “Técnicas Audiovisuais” e ” História da Arte”, além de cursos ofertados pela escola ou por parceiros (NOGUEIRA, 2015).  As produções nascem de projetos que podem ser financiados ou não. Pode-se destacar duas iniciativas, o projeto Ophicina Digital e a Universidade das Crianças. Figura 1. Dr Luiz Roberto Pinto Nazário (2017) e a logo da Ophicina Digital O professor titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais escreveu e dirigiu o primeiro longa-metragem em animação de Minas Gerais, a Trilogia do Caos (2001-2016), produzida com dois Prêmios de Incentivo à Produção, da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, e da Associação Curta Minas/CEMIG, e animada por jovens artistas da Escola de Belas Artes a partir da pesquisa Animação Expressionista, financiada pelo CNPq. O roteiro inclui uma narrativa sombria com inspiração no estilo expressionista, sendo a primeira animação de computação gráfica do país produzida em uma universidade. O filme é dividido em três partes, de 20 minutos cada aproximadamente, separadas pelos créditos, totalizando 55 min30s, incluindo apresentação e créditos. A primeira e segunda foram produzidas em 2001 e a última finalizada em 2016. A tela de abertura de cada parte é um fundo preto com letras brancas fazem um pequeno review das anteriores e situa o observador sobre a questão principal a ser desenrolada. A parte sonora não possui diálogos ou narrativa oral, é composta apenas de música de fundo e alguns foleys como por exemplo pessoas batendo palmas, multidão gritando, sussurros.  A primeira parte denominada “A flor do Caos” (2001) nasceu de um projeto de animação coordenado pelo Professor Luiz Nazário, cujo roteiro ganhou um prêmio da Secretaria Municipal de Cultura, o que permitiu alguns investimentos em equipamentos e formar uma equipe de dois técnicos. Novos recursos vieram financiados pela FAPEMIG, e com outro prêmio vindo da Associação Curta-Minas/CEMIG, para a produção de uma animação em película. Desta maneira, a sala ficou mais equipada e a equipe aumentou, sendo composta por uns doze animadores, todos alunos bolsistas e técnicos da Escola. Esta infraestrutura proporcionou a produção do segundo filme da Trilogia do Caos em quinze computadores, incluindo os da Ophicina Digital e os dos alunos. Na época uma animadora que estagiava em Cleveland, nos EUA contribuía com o projeto ao enviar seus trabalhos por e-mail.  A segunda parte foi intitulada “Selenita acusa!” e  foi datacinada para uma película 35mm. A transferência do HD para a película foi realizado pelo laboratório Megacolor de São Paulo e o processo consistia em transferir as animações feitas no computador, editadas e convertidas em arquivos tiff de alta resolução para a película. Para essa etapa, a animação precisa já estar finalizada, bem como os créditos e a trilha sonora, que foi composta em São Paulo pelo compositor Lelo Nazario, irmão de Nazário. O filme inteiro em HD foi levado pelo próprio Nazário para o Laboratório Curt e Alex de São Paulo para a datacinagem e a sonorização em película 35 mm. Nazario (2005) acredita que esta foi a primeira animação desse formato (digital com transfer em película 35mm) de duração (longa), um fato inédito na Escola e em Minas Gerais.  Durante a existência da Ophicina Digital foram produzidos aproximadamente 50 DVDs com a melhor produção da EBA. Esses DVDs podem ser consultados na Biblioteca. Também foram feitos vários catálogos e o livro Filmoteca Mineira foi publicado. Já a ideia do projeto Filmoteca Mineira era a de conservar os filmes produzidos em Minas aqui em Minas, e não enviar para a Cinemateca.  Filmografia Trilogia do Caos  Realização: Ophicina digital Projeto Filmoteca Mineira  Coordenação Dr Luiz Roberto Pinto Nazário ➤ PANORÂMICA #10: Trilogia do Caos | teaserhttps://www.youtube.com/watch?v=koCjPWHNbeE&list=PLBv8koRm6pO1zAlU4mLsc5Flg-K4hlihs&index=14 ➤ Flor do caos (filme curta-metragem)https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=nk9VoI6ZNBc Referências TV UFMG. PANOR MICA #10: Trilogia do Caos Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=zyxXgZDRV_k>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. NAZARIO, Luiz (Org.). Filmoteca mineira. Belo Horizonte: Escola de Belas Artes da UFMG, 2004. 117 p. SILVA, Camila Cristina da. Paixão por preservar: acervos de imagem em movimento da Escola de Belas Artes (UFMG), Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte e Arquivo Público Mineiro. 318f. Dissertação (Mestrado em Artes). Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2017. SOARES, Alexandre Martins. Memória Audiovisual na Sociedade Informatizada: arquivos físicos e digitais. 2006. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2003.

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A “Criação” de Helvécio Ratton e Fausto Hugo Prats

Publicado em: 17 de abril de 2024 A “Criação” de Helvécio Ratton e Fausto Hugo Prats Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   Figura 1 – Cineasta brasileiro Helvécio Ratton O famoso cineasta brasileiro conhecido por diversas obras live action,entre essas, A Dança dos Bonecos (1986) e O Menino Maluquinho (1995), iniciou a carreira no cinema ao dirigir um desenho animado. Em 1977, Helvécio Ratton escreveu o roteiro e co-dirigiu com o ilustrador Fausto Hugo Prats (1945 – ) o desenho animado intitulado Criação (1977) (NAGIB, 2002. p. 367; LEITE, 2024). O curta-metragem colorido de 35mm, tinha 5 minutos de duração, foi desenvolvido na técnica tradicional com traço sobre o acetato e marca a proximidade do cineasta com o cinema. Ratton diz que, apesar da sua participação constante no processo, principalmente de seleção de imagens, sugestão de planos, enquadramentos e decupagem, foi Fausto o responsável pela animação e é o diretor principal do filme (VILLAÇA, 2005). A equipe executora teve participação de Carlos Giovanni na direção de fotografia e Célio Balona na Direção de som. O personagem principal é uma galinha, chamada Adalgisa, que botava planetas ao invés de ovos e formou o universo. A narrativa do curta é melhor descrita no texto da Cinemateca: Adalgisa, uma galinha, bota ovos-planetas e compõe o universo. O parto mais difícil é a Terra. Quando bota a Terra, o som se transforma e Adalgisa observa o ovo estranho. Imagens sofridas da terra se sucedem rapidamente. Adalgisa pisa na Terra e arrebenta o ovo-planeta. Fusão para galinha de verdade dormindo no poleiro. A galinha acorda com ruídos de balas e salta do poleiro. (Embrafilme/Arquivo CGV) O filme possuía conotação política mas passou pelo filtro da repressão na época da ditadura. Na época, os autores acreditavam que o filme não foi censurado por mostrar imagens genéricas e que não faziam alusão direta ao Brasil. A realização do curta foi viabilizada por meio da Filmes Geraes Ltda., de Victor Hugo de Almeida.  A animação recebeu prêmio da Associação Mineira de Cinema no Concurso de Filmes Mineiros de Curta-Metragem, 2, 1978, Belo Horizonte – MG e teve menção especial na Feira Nacional de Humor, 1, 1980, Curitiba – PR. O Jornal do Brasil (Minas […], 1978) destaca que a animação Criação de Helvécio e Fausto ganhou prêmio de Cr$ 50 mil no Concurso Nacional de Curtas-Metragens promovido pelo Governo de Minas Gerais.  Hoje a animação se encontra no Museu de Imagem do Som (MIS) de Belo Horizonte, sendo acessada por meio de moviola no dia 26/04/2024 pela servidora Soraia Nunes Nogueira e apreciação de Elisangela Lobo Schirigatti. Figura 2. Imagens da película, lata e filme da animação “Criação” na moviola do MIS-BH (2024) Segundo a Editora Dubolsinho, “Fausto começou a trabalhar em jornais aos 18 anos como ilustrador e cartunista. Em 1968, fundou com Raul Alvarenga Sobrinho, José Barbosa de Vilhena e Sebastião Nunes uma agência chamada RBV e depois Ponto Publicidade. (MARQUES, 2008, p. 99). No final dos anos 70, com outros cartunistas, lançou UAI!, primeira revista de HQ de Belo Horizonte. Hoje é diretor de arte sênior e continua atuando como freelancer para jornais e editoras”  (DUBOLSINHO, s/d, p. 17). Figura 3. A) Capas da revista independente UAI! número 1 e 2. B) Capa ilustrada por Fausto Prats. C) Ilustração apresentada por Prats no Salão Internacional de Humor de Piracicaba (1977). Figura 4. Tirinhas selecionadas de Fausto Prats pela revista Gibi Semanal (1975) Mesmo sem um título definido, foram publicadas tiras dos personagens O Cristo e Batvampiro. Ambas foram publicadas posteriormente em 1979 na revista independente Uai!!, de Belo Horizonte – MG. Animação Criação 1977 (CINEMATECA, 2024) Helvécio Ratton e Fausto Hugo Prats Categorias: Curta-metragem / COR/ Sonoro / Ficção Material original: Desenhos em acetato, fotos, 35mm, 5min, 120m, 24q Produção: Filmes Gerais Ltda Fotografia: Carlos Giovanni Som: Célio Balona Referências DUBOLSINHO. Catálogo.  Disponível em: <https://www.germinaliteratura.com.br/imagensblog/crisalida_folder.pdf>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. FAUSTO Prats. O Grilinho Brincalhão. Reprod. do Capa do livro de Clemente Luz, 1985. Colorido. LEITE, Savio. Animação em Minas Gerais. 2022. Disponível em: <https://www.cinehumbertomauromais.com/post/animacao-em-minas-gerais>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. MARQUES, Fabrício. Sebastião Nunes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.MINAS dá pacote de prêmios culturais. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, ano 88, n. 229, Nacional, p. 16, 23 nov. 1978. NAGIB, Lúcia. O cinema da retomada. São Paulo: Editora 34, 2002. p. 367 OLIVEIRA, Augusto Otávio Fonseca de; ADVERSE, Angélica Oliveira.  Entre as Artes Plásticas e os Quadrinhos: O Desenho Mineiro na Produção Editorial da Década de 1970. Vinco – Revista de Estudos de Edição, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, 2023. SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DE PIRACICABA, 8., 1981, São Paulo. Salão Internacional de Humor de Piracicaba (79/80/81). Piracicaba: Prefeitura Municipal, 1981. 112 p., il. p&b. SPsih-pira 8/1981 VILLAÇA, Pablo. Helvécio Ratton: o cinema além das montanhas. São Paulo : Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Cultura – Fundação Padre Anchieta, 2005. 440p LEITE, Savio. Fotografias MIS de Belo Horizonte. https://www.facebook.com/search/top/?q=Fausto%20Hugo%20Prats%20 SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DE PIRACICABA, 8., 1981, São Paulo. Salão Internacional de Humor de Piracicaba (79/80/81). Piracicaba: Prefeitura Municipal, 1981. 112 p., il. p&b. SPsih-pira 8/1981 Ficha Técnica ➤ CRIAÇÃO (1977)Veja a ficha

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Mais animações produzidas por mineiros 1965-1978

Publicado em: 17 de abril de 2024 /*! elementor – v3.15.0 – 20-08-2023 */ .elementor-heading-title{padding:0;margin:0;line-height:1}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title[class*=elementor-size-]>a{color:inherit;font-size:inherit;line-height:inherit}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-small{font-size:15px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-medium{font-size:19px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-large{font-size:29px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xl{font-size:39px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xxl{font-size:59px} Mais animações produzidas por mineiros 1965-1978 Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   Zélio Alves Pinto nasceu em 20 de fevereiro de 1938 em Caratinga, Minas Gerais, desde então, já atuou como pintor, jornalista, artista gráfico, escritor, caricaturista e ilustrador. Em 1965, Zélio desenvolveu uma animação experimental intitulada No Caos Está Contido o Germe de Uma Nova Esperança. O filme foi apresentado no Festival JB¹ e na Mostra do Filme de Animação Brasileira. Esse curta influenciou alguns animadores instigando-os a fundar o Grupo Fotograma², no final dos anos sessenta. Outro filme dirigido por Zélio foi Amor Mor (1973), com 4 minutos de duração e com animação de Clóvis Vieira. O filme mostra um personagem não individualizado que representa toda uma classe social, preocupando-se com uma acomodação, sem saber que está chegando ao seu fim. O curta-metragem O mágico (1978) foi produzido pelo  artista  plástico Luiz Bandeira de Mello e é um desenho animado focado na destruição da natureza pelo homem. A obra com duração de 9 minutos contou com trilha sonora de Roger Henri³. /*! elementor – v3.15.0 – 20-08-2023 */ .elementor-widget-divider{–divider-border-style:none;–divider-border-width:1px;–divider-color:#0c0d0e;–divider-icon-size:20px;–divider-element-spacing:10px;–divider-pattern-height:24px;–divider-pattern-size:20px;–divider-pattern-url:none;–divider-pattern-repeat:repeat-x}.elementor-widget-divider .elementor-divider{display:flex}.elementor-widget-divider .elementor-divider__text{font-size:15px;line-height:1;max-width:95%}.elementor-widget-divider .elementor-divider__element{margin:0 var(–divider-element-spacing);flex-shrink:0}.elementor-widget-divider .elementor-icon{font-size:var(–divider-icon-size)}.elementor-widget-divider .elementor-divider-separator{display:flex;margin:0;direction:ltr}.elementor-widget-divider–view-line_icon .elementor-divider-separator,.elementor-widget-divider–view-line_text .elementor-divider-separator{align-items:center}.elementor-widget-divider–view-line_icon .elementor-divider-separator:after,.elementor-widget-divider–view-line_icon .elementor-divider-separator:before,.elementor-widget-divider–view-line_text .elementor-divider-separator:after,.elementor-widget-divider–view-line_text .elementor-divider-separator:before{display:block;content:””;border-bottom:0;flex-grow:1;border-top:var(–divider-border-width) var(–divider-border-style) var(–divider-color)}.elementor-widget-divider–element-align-left .elementor-divider .elementor-divider-separator>.elementor-divider__svg:first-of-type{flex-grow:0;flex-shrink:100}.elementor-widget-divider–element-align-left .elementor-divider-separator:before{content:none}.elementor-widget-divider–element-align-left .elementor-divider__element{margin-left:0}.elementor-widget-divider–element-align-right .elementor-divider .elementor-divider-separator>.elementor-divider__svg:last-of-type{flex-grow:0;flex-shrink:100}.elementor-widget-divider–element-align-right .elementor-divider-separator:after{content:none}.elementor-widget-divider–element-align-right .elementor-divider__element{margin-right:0}.elementor-widget-divider:not(.elementor-widget-divider–view-line_text):not(.elementor-widget-divider–view-line_icon) .elementor-divider-separator{border-top:var(–divider-border-width) var(–divider-border-style) var(–divider-color)}.elementor-widget-divider–separator-type-pattern{–divider-border-style:none}.elementor-widget-divider–separator-type-pattern.elementor-widget-divider–view-line .elementor-divider-separator,.elementor-widget-divider–separator-type-pattern:not(.elementor-widget-divider–view-line) .elementor-divider-separator:after,.elementor-widget-divider–separator-type-pattern:not(.elementor-widget-divider–view-line) .elementor-divider-separator:before,.elementor-widget-divider–separator-type-pattern:not([class*=elementor-widget-divider–view]) .elementor-divider-separator{width:100%;min-height:var(–divider-pattern-height);-webkit-mask-size:var(–divider-pattern-size) 100%;mask-size:var(–divider-pattern-size) 100%;-webkit-mask-repeat:var(–divider-pattern-repeat);mask-repeat:var(–divider-pattern-repeat);background-color:var(–divider-color);-webkit-mask-image:var(–divider-pattern-url);mask-image:var(–divider-pattern-url)}.elementor-widget-divider–no-spacing{–divider-pattern-size:auto}.elementor-widget-divider–bg-round{–divider-pattern-repeat:round}.rtl .elementor-widget-divider .elementor-divider__text{direction:rtl}.e-con-inner>.elementor-widget-divider,.e-con>.elementor-widget-divider{width:var(–container-widget-width,100%);–flex-grow:var(–container-widget-flex-grow)} Notas ¹ O Festival de Cinema do Jornal do Brasil ou Festival JB foi um encontro anual de realizadores brasileiros de filmes de curta metragem realizado no Rio de Janeiro e promovido pelo diário Jornal do Brasil. Iniciado em 1965, o festival existiu até 1979 e teve duas etapas: amadorística (1965-70) e profissional (1971-79). ² O grupo Fotograma era formado por Rui Oliveira, Pedro Ernesto Stilpen ‘Stil’, Carlos Alberto Pacheco, Antônio Moreno e Jô Oliveira. Entre os filmes produzidos pelo grupo estão O coelhinho sabido (1967), O palhaço domador (1967), O Cristo procurado (1980), A pantera negra (1968) e Status quo (1968). O grupo se desfez em 1969, porém, o trabalho do Fotograma possibilitou a criação de uma animação em 35mm, Batuque (1969), dirigida por Stil (BUCCINI, 2017). ³ Roger Henri Barroso Huthmacher nasceu em Niterói no Rio de Janeiro em 22 de maio de 1955. Iniciou seus estudos musicais aos 10 anos de idade e atualmente atua como arranjador, compositor e instrumentista. Referências APM. Imagens em Movimento. Pindorama. Disponível em: <http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/x_movie/x_movie_view.php?cid=1&lid=74>. Acesso em: 9 de abr. de 2024. CAMARGOS, Virginia Assis; SOARES, Pedro de Brito. História em Movimento. Revista do Arquivo Público Mineiro, 136. p. 141. Disponível em: <http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/arquivistica02_2009.pdf>. Acesso em: 9 de abr. de 2024. EMBRASHOW. Os Incríveis: Biografia. Disponível em: <https://www.embrashow.com.br/artistas/contato-contratar-os-incriveis/>. Acesso em: 9 de abr. de 2024. Link de acesso às obras citadas: ➤ Pindorama (1976)https://www.youtube.com/watch?v=SNLjX3VKPso ➤Pindorama – Os Incríveishttps://www.ouvirmusica.com.br/os-incriveis/1356375/ Fichas Técnicas ➤ NO CAOS ESTÁ CONTIDO O GERME DE UMA NOVA ORDEMVeja a ficha ➤ AMOR, AMORVeja a ficha

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Companhia Cinematográfica Souza Teixeira

Publicado em: 17 de abril de 2024 Companhia Cinematográfica Souza Teixeira Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   A Companhia Cinematográfica Souza Teixeira foi uma das produtoras que atuaram em Minas Gerais nas décadas de 1960 a 1970. As produções retratam diversos eventos realizados no estado mineiro, principalmente demandados por instituições estatais e órgãos municipais, incluindo inauguração de obras, confraternizações em datas comemorativas e posses de cargos públicos. Além dos registros dessas atividades, no portfólio da empresa constam o desenvolvimento de filmes publicitários e institucionais. A animação Pindorama¹ produzida em 1976 é um exemplo de conteúdo de categoria institucional que consta nos materiais audiovisuais cadastrados no Fundo da Companhia Cinematográfica Souza Teixeira do Arquivo Público Mineiro (APM). O curta-metragem cadastrado como documentário está disponível para apreciação no acervo online por meio do Sistema Integrado de acesso do APM. O material original possui a duração de 2 minutos, foi produzido em película, com imagens coloridas e som óptico². A música é da banda paulista Os Incríveis, que surgiu em 1962. Em 1967 o grupo realizava o programa “Os Incríveis” na TV Tupi e se torna líder de audiência nacional (EMBRASHOW, s/d). Já a estrutura visual é composta por uma animação 2D tradicional feita à mão com desenho quadro a quadro. Figura 2. Frames da animação Pindorama (1976) A narrativa é dinâmica e retrata várias cenas sequenciadas que vão desde os primeiros habitantes do Brasil no período de pré-colonização, ressaltando a flora e a fauna locais, passando pela evolução industrial, científica e tecnológica. O filme encerra com a população brincando em clima de felicidade. Pindorama (canção) Foi Pindorama a mãe Dessa terra gigante Chamada Brasil Unida na mesma língua No canto, na dança, Destino comum Índio, mulato e branco De todas as cores São todos por um A esperança de um novo amanhã Já presente No sorriso dessa gente Foi Pindorama a mãe Dessa terra gigante Chamada Brasil Unida na mesma língua No canto, na dança, Destino comum Índio, mulato e branco De todas as cores São todos por um A esperança de um novo amanhã Já presente No sorriso dessa gente Esse é um país que vai pra frente Notas ¹ Nome de um bairro periférico situado na região noroeste de Belo Horizonte, localizado na microrregião do Glória. A palavra Pindorama é de origem indígena, que significa em Tupi “terra boa para plantar”, também significa “terras das Palmeiras”, e era o nome dado ao Brasil pelos índios tupis. ²  O filme foi digitalizado com recursos da 4ª edição do Programa de Estímulo ao Audiovisual – Filme de Minas – promovido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Cemig, Companhia Energética de Minas Gerais. Referências APM. Imagens em Movimento. Pindorama. Disponível em: <http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/x_movie/x_movie_view.php?cid=1&lid=74>. Acesso em: 9 de abr. de 2024. CAMARGOS, Virginia Assis; SOARES, Pedro de Brito. História em Movimento. Revista do Arquivo Público Mineiro, 136. p. 141. Disponível em: <http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/arquivistica02_2009.pdf>. Acesso em: 9 de abr. de 2024. EMBRASHOW. Os Incríveis: Biografia. Disponível em: <https://www.embrashow.com.br/artistas/contato-contratar-os-incriveis/>. Acesso em: 9 de abr. de 2024. Link de acesso às obras citadas: ➤ Pindorama (1976)https://www.youtube.com/watch?v=SNLjX3VKPso ➤Pindorama – Os Incríveishttps://www.ouvirmusica.com.br/os-incriveis/1356375/

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Irreverência e Abstracionismo de Ângelo Marzano

Publicado em: 16 de abril de 2024 Irreverência e Abstracionismo de Ângelo Marzano Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   Autoretrato. Ângelo Marzano. O artista plástico realizou filmes experimentais desenhando interferências diretamente na película de super 8 criando obras como: Rostos (S/d, MG, Duração: 1min.), Retrato Mudo (2006, RJ, Duração: 1min36s), Crime Passional (1975, MG, Duração: 1min42s,), Gatunagem (1975, RJ, Duração: 1min20s) e 69, Uma Pornocharada Nacional (1979, Duração: 2min.,1979), sendo esta última inadequada para menores de 18 anos. Dos seis filmes, metade foi produzida em Minas Gerais e a outra no Rio de Janeiro. Como foram produzidas na década de 1970 em formato super 8mm, as obras foram passadas para arquivos digitais em 2005 e puderam ser exibidas na sexta edição do MUMIA, em 2008. A descrição e as fotos dos curtas foram extraídos do catálogo da mostra (MUMIA, 2008, p. 12 – 21) Retrato Mudo (2006, RJ, Duração: 1min36s) quadro a quadro o rosto de um pastor se transforma como se fosse a face mutante de Deus. Non sense (1979, RJ, Duração: 1 min.50s) Numa ginástica non sense, uma cadeira trava uma luta corporal consigo mesma e contra sua sombra. Crime Passional (1975, MG, Duração: 1min42s) Em um mesmo filme duas versões de um mesmo crime. A primeira é praticada à moda antiga, com uma câmera super 8mm nos anos 70. Na segunda, o crime é reeditado na moda clean contemporânea, mas deixa uma impressão digital. Um windows? Rostos (S/d, MG, Duração: 1min.) Uma colagem animada de rostos feita a partir de desenhos de um menino. 69, Uma Pornocharada Nacional (1979, RJ, Duração: 2min.) Janelas de cinema, prédios, cartazes, puteiros, peitos, bundas, caralhos, bucetas, viados, travestis, gigolôs, joãozinhos e Marias, prostitutas…Gatunagem (1975, RJ, Duração: 1min20s) Entre miados a gatunagem animada circula em grafismos na película Figura 2. Frames das animações de Ângelo Marzano: Gatunagem, Non sense, Retrato Mudo, 69 Uma pornocharada nacional, Rostos e Crime passional. Outras animações foram produzidas por Manzano, entre elas: Indefine-se (1973), Sessão da Tarde (1976), Pulsar Quasar (1976), Graffiti (1983) e PeiXinês (2011). O artista conta que muitas vezes iniciava um trabalho em um ano e finalizava-o ou alterava-o anos mais tarde. A animação Graffiti (2005, 2min.54s) foi selecionada e exibida na 14ª Edição do Festival Internacional de Animação do Brasil, o Anima Mundi 2006. Animações pintadas direto na película colorida ao som de “”loogie Boo”do Cootie Williams Sextet. Referências ANIMA MUNDI. 14.Festival Internacional de Animação do Brasil. 2006. Disponível em: <https://issuu.com/festanimamundi/docs/catalogo_2006_completo>. Acesso em: 15 de abr. de 2024. LEITE, Savio. Animação em Minas Gerais. 2022. Disponível em: <https://www.cinehumbertomauromais.com/post/animacao-em-minas-gerais>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. MUMIA. Catálogo 2008: Sexta edição. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/1jG2FBy2kazxjBLxCfTA2ISNV6lnIV3S_/view>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. MARZANO, Angelo. Exposição CORPO ESCRITO. Museu de Arte Contemporânea, Niterói, 2012. Disponível em: <http://angelo-marzano.blogspot.com/search/label/v%C3%ADdeos>. Acesso em: 15 de mar. de 2024. MARZANO, Angelo. Sobre as obras de animação da filmografia do artista plástico, Belo Horizonte, Brasil, 05 abril 2024. Entrevista concedida a Elisangela Lobo Schirigatti.  Filmografia Indefine-se – MG – 3min.30s – 1973 Sessão da Tarde – 2min.22s – 1976 Pulsar Quasar – 1min.57s – 1976 Rostos – 1min. – MG – 1979 Gatunagem – 1min.20s – RJ – 1975 Crime passional – 1min.42s – MG – 1975 *69 Uma pornocharada nacional – 2min. – RJ – 1979 Non sense – 1min.50s – RJ – 1979 Retrato Mudo – 1min.50s – MG – 1980 Graffiti – 2min.54s – 1983 PeiXinês – 5min.38s  – 2011 *Inadequado para menores 18 anos Link de acesso a algumas das obras citadas: ➤ Sessão da tarde & Graffitihttps://youtu.be/IDuPhrU-giM?si=2JkOVdHGUGTrZPzg ➤ PULSAR QUASAR filme de Angelo Marzano-1976.https://youtu.be/k21pS1CAOuY?si=ShRmlCu5lg0YKtRu ➤ NON SENSE de Angelo Marzano 1979https://youtu.be/3WeAGiNbsYU?si=ChDwqgWIOOFF4QXS ➤ FITO INFINITO.avi de ANGELO Fiungo MARZANOhttps://youtu.be/C0w1NnT4I94?si=sim6YXXJz_imokYf ➤ PeiXinês – animação de ANGELO Fiungo MARZANOhttps://www.youtube.com/watch?v=L4QAXOXzxiY

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Humberto Mauro e o Instituto Nacional de Cinema Educativo/ RJ

Publicado em: 15 de abril de 2024 /*! elementor – v3.15.0 – 20-08-2023 */ .elementor-heading-title{padding:0;margin:0;line-height:1}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title[class*=elementor-size-]>a{color:inherit;font-size:inherit;line-height:inherit}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-small{font-size:15px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-medium{font-size:19px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-large{font-size:29px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xl{font-size:39px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xxl{font-size:59px} Humberto Mauro e o Instituto Nacional de Cinema Educativo/ RJ Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   O período de 1936 e 1966 é marcado pela atuação do mineiro Humberto Mauro na produção de documentários curtas-metragens educativos realizados no Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), no Rio de Janeiro. Com o apoio do Ministro da Educação e Saúde, na gestão do governo de Getúlio Vargas, o objetivo principal do INCE era utilizar o cinema como instrumento para auxiliar no ensino e na educação popular. No total, foram produzidos aproximadamente 400 filmes, dos quais, o cineasta Humberto Mauro participou da produção de 350. Alguns filmes possuiam natureza educativa e outros eram destinados a documentação científica, técnica e artística, incluindo temas como prevenção e tratamento de doenças, costumes, plantas e animais.  Em geral, as técnicas de animação eram aplicadas em esquemas visuais para facilitar a compreensão da anatomia e fisiologia da flora e fauna brasileira, como por exemplo O puraquê (1938), Vitória Régia (1937), Orquídeas (1937), Araras (1940), e João de Barro (1956). Os materiais eram utilizados como conteúdo de apoio às disciplinas, constituindo uma forma de divulgação das pesquisas científicas realizadas nacionalmente e possibilitando a difusão da informação a lugares mais remotos do país. Dois filmes produzidos no INCE merecem destaque, O Dragãozinho Manso (1942) e A Velha a Fiar (1964) (SAMPAIO, 2013). O Dragãozinho Manso é uma animação de bonecos, com duração de 18 minutos, que conta a história de um dragão domesticado por São Jorge e que salva uma criança, ganhando o dom da invisibilidade. Já A Velha a Fiar utilizou a música popular homônima cantada pelo Trio Irakitan, sendo considerado por muito tempo, um dos primeiros videoclipes do Brasil. O live action possui duração de 6 min, (PB, 35mm) traz algumas cenas animadas em stop motion, dando a sensação de movimento de objetos e bichos. Ambos os filmes podem ser apreciados no acervo online do Banco de conteúdos culturais da Cinemateca Brasileira. /*! elementor – v3.15.0 – 20-08-2023 */ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=”.svg”]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} Figura 2. Frames do filme “A velha a fiar” com animação de objetos inanimados (1964). Referências CINEMATECA. Banco de conteúdos culturais: A velha a fiar.  Disponível em: <http://bcc.gov.br/filmes/443450>. Acesso em: 02 de abr. de 2024. CATELLI, Rosana Elisa. Cinema e educação: a emergência do moderno (anos 1920 a 1930). São Paulo: Edições SESC São Paulo, 2022. Disponível em: <https://issuu.com/edicoessescsp/docs/trecho-livro-cinema-educacao>. Acesso em: 03 de abr. de 2024. FIOCRUZ. Instituto Nacional do Cinema Educativo. Disponível em: <http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=418&sid=3>. Acesso em: 03 de abr. de 2024. GALVÃO, Elisandra. A ciência vai ao cinema: uma análise de filmes educativos e de divulgação científica do Instituto Nacional do Cinema Educativo (INCE). 2004. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004. MASSARANI, Luisa. A divulgação científica no Rio de Janeiro: Algumas reflexões sobre a década de 20. 1998. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Instituto Brasileiro de Informação em C&T e Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1998. SAMPAIO, João Carlos. Animação que brota distante dos grandes centros. FilmeCultura, n. 60, 2013. Disponível em: <http://revista.cultura.gov.br/item/filme-cultura-n-60/>. Acesso em: 10 de abr. de 2024. SERRANO, Jonathas; VENÂNCIO FILHO, Francisco. Cinema e Educação. São Paulo: Comp. Melhoramentos de São Paulo, 1930. VÍDEOS CONSULTADOS: ➤ O Dragãozinho Mansohttps://www.youtube.com/watch?v=sQMmf8pTUa0 ➤ A VELHA A FIAR:http://bcc.gov.br/filmes/443450 ➤ O PURAQUÊhttp://bcc.gov.br/filmes/443277 Fichas técnicas ➤ O PURAQUÊVeja a ficha ➤ A VELHA A FIARVeja a ficha ➤ O DRAGÃOZINHO MANSO : JONJOCAVeja a ficha ➤ O OXIGÊNIOVeja a ficha ➤ O PAPELVeja a ficha ➤ O PAPELVeja a ficha

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A TV Itacolomi e suas vinhetas animadas

Publicado em: 02 de abril de 2024 /*! elementor – v3.15.0 – 20-08-2023 */ .elementor-heading-title{padding:0;margin:0;line-height:1}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title[class*=elementor-size-]>a{color:inherit;font-size:inherit;line-height:inherit}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-small{font-size:15px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-medium{font-size:19px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-large{font-size:29px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xl{font-size:39px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xxl{font-size:59px} A TV Itacolomi e suas vinhetas animadas Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   /*! elementor – v3.15.0 – 20-08-2023 */ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=”.svg”]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} Frame de uma vinheta da TV Itacolomi. A TV Itacolomi, cujo nome homenageia o pico próximo da capital mineira, era carinhosamente chamada de “TV dos Mineiros”, foi a primeira de Minas Gerais, a terceira do grupo Diários Associados e a quinta do Brasil (BRANDÃO, 2011). A emissora de televisão foi fundada em 1955 em Belo Horizonte pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand, era afiliada à Rede Tupi de Televisão. A primeira sede da emissora, funcionou no Edifício Acaiaca, na Avenida Afonso Pena, 867, no Centro da cidade, onde o estúdio de gravação media 8 por 14 metros (REDE MINAS, 2003). Sua programação, sintonizada no canal 4, inovou na produção de conteúdos com atores e artistas locais de Belo Horizonte, sendo a primeira emissora montada exclusivamente por técnicos brasileiros.  Até a chegada do primeiro aparelho de vídeo-tape na emissora, em 1965, foram 10 anos de programação inteiramente ao vivo. Os programas mantinham características regionais, agradavam ao telespectador e tinham uma característica visual: as vinhetas eram animadas e o personagem principal era um mascote indigina que dizia “TV I-ta-co-lo-mi, sempre na liderança”. Acredita-se que as vinhetas foram desenvolvidas pela JMM Publicidade. A pioneira atuou sozinha no estado até a chegada da TV Belo Horizonte em 1960 e depois com a Globo em 1968. Com 25 anos de atuação, a TV Itacolomi teve sua concessão cassada e foi retirada do ar, marcando a memória afetiva dos mineiros.  As produções feitas em película se perderam com o fechamento da Rede Tupi e suas afiliadas em 1980. No entanto, Siomara Faria, gestora do MIS em 2019, durante entrevista com o programa Noite Ilustrada, da rádio UFMG Educativa (UFMG, 2019), ressalta que as películas das vinhetas foram telecinadas e estão no acervo do Parque Gráfico dos Diários Associados. Devido a esse processo, o material pôde ser apreciado na exposição “TV Itacolomi, a pioneira de Minas” organizada pelo Museu da Imagem e do Som. Figura 2. Frames de vinhetas da TV Itacolomi A JMM Publicidade foi uma agência fundada em 1950 no Rio de Janeiro, na época capital federal, pelo publicitário João Moacir de Medeiros que a dirigiu por quase 40 anos. A sua carteira de clientes apresentava muitas marcas de destaque, tais como: Café Paulista, Real Aerovias, Cigarros LS e Banco Nacional, entre outros (ABREU; PAULA 2007, p. 122). Em 1959, uma filial foi aberta em Belo Horizonte, sob direção de Walter Duarte de Andrade, marido da enteada de Medeiros (MEDEIROS, 2004, p. 25). De acordo com a contribuição de Alan Carneiro, para o livro Dicionário Histórico-Bibliográfico da propaganda no Brasil, em 1969 esta filial se tornou independente e começou a operar com a razão social JMM Publicidade Minas Gerais Ltda (ABREU; PAULA 2007, p. 122). Em 1985, os cotistas da sociedade de Belo Horizonte resolveram ampliar as atividades com a instalação de uma filial em Brasília/DF (DIÁRIO OFICIAL, 1985, p. 7). Segundo Amaury Nicolini, que atuou na JMM Publicidade Minas Gerais, foram criadas campanhas publicitárias para clientes como: TV Itacolomi, Banco Nacional, Líder Táxi Aéreo e Tecidos Marcelo. Mesmo depois da JMM Publicidade encerrar suas atividades no Rio de Janeiro em 1986, a marca JMM continuou ativa em Belo Horizonte (MEDEIROS, 2004, p. 25). Agradecimentos Soraia Nunes Nogueira – MIS/BH Thiago Veloso Vitral – MIS/ BH Referências ABREU, Alzira Alves de; PAULA, Christiane Jalles de. Dicionário Histórico-Bibliográfico da propaganda no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV: ABP, 2007. Amaury Nicolini. Disponível em: < https://janelapedia.com.br/index.php?title=Amaury_Nicolini>. Acesso em: 02 de abr. de 2024. DIÁRIO OFICIAL do DF. JMM Publicidade Minas Gerais Ltda. Brasília, terça-feira, 22 de outubro de 1985. p. 07. BRANDÃO, Cristina; LINS, Flávio; MAIA, Aline. Itacolomi – uma TV para Minas Gerais. Revista Famecos Mídia, Cultura e Tecnologia. Porto Alegre, v. 18, n. 3, p. 877-893, setembro/dezembro 2011. FRANCFORT, Elmo. Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. A história da TV Itacolomi: A pioneira em Minas Gerais. 2017. Disponível em: < http://www.museudatv.com.br/a-historia-da-tv-itacolomi/>. Acesso em: 02 de abr. de 2024. MEDEIROS, João Moacir de. João Moacir de Medeiros (depoimento, 2004). Rio de Janeiro, CPDOC, ABP – Associação Brasileira de Propaganda, Souza Cruz, 2005. Disponível em: <https://www18.fgv.br/cpdoc/storage/historal/arq/Entrevista1290.pdf>. Acesso em: 02 de abr. de 2024. REDE MINAS. TV Itacolomi [memória]. 2003. Disponível em: <https://memoria.redeminas.tv/a-historia-da-tv-itacolomi/.> Acesso em: 02 de abr. de 2024. UFMG. Exposição resgata a história da TV Itacolomi. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/noticias/exposicao-resgata-a-historia-da-tv-itacolomi> Acesso em: 02 de abr. de 2024.   VÍDEOS CONSULTADOS: ➤ Coletânea de Vinhetas da TV Itacolomi – Anos 50/60https://www.youtube.com/watch?v=Bbj_8AxMXfQ ➤ Compilado de vinhetas da Tv Itacolomi (Anos 60)https://www.youtube.com/watch?v=yqDygR2MCIE ➤ VINHETAS REFEITAS (Parte 3)https://www.youtube.com/watch?v=iUHD7gvVqy0  

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Igino Bonfioli

Publicado em: 01 de abril de 2024 Igino Bonfioli Elisangela Lobo Schirigatti Maurício Silva Gino Foto do arquivo do Goes. A foto mostra Igino Bonfioli e uma câmera de sua própria fabricação. O cineasta Igino Bonfioli (1886-1965), conhecido pelos longas-metragens A canção da primavera (1923) e Tormenta (1928), é considerado um dos precursores do cinema mineiro que também se aventurou nas searas da animação publicitária e dos desenhos animados (LEITE, 2022). De origem italiana, Bonfioli emigrou para São Paulo em 1896, estabelecendo-se em Belo Horizonte em 1904, onde atuou como fotógrafo profissional a partir de 1912 (BEIRIGO, 2018, p. 122) em seu próprio negócio – Foto Bonfioli, destinado a revelação de filme, cópias e consertos de aparelhos fotográficos (SILVA NETO, p. 35). A experiência com a imagem analógica lhe trouxe subsídios para atuar no cinema e na animação. Em 1918 iniciou sua carreira no cinema ao realizar filmagens para reportagens de curta-metragens, como O enterrado vivo e A posse do presidente do estado de Minas Gerais. Na sequência, em 1920 começou a produzir documentários e em 1947 manifestou suas primeiras experiências na área da animação publicitária (Revista de Cultura Cinematográfica, 1958).  Em 1970, o acervo de Bonfioli foi doado pelas filhas ao Departamento de Fotografia e Cinema da Universidade Federal de Minas Gerais (FREITAS, 2010). O material foi restaurado e copiado, sendo que os Masters se encontram na Cinemateca Brasileira. No livro Minas Gerais: Ensaio de Filmografia de Márcio da Rocha Galdino (1983) pode-se destacar o registro de 04 curtas-metragens de natureza publicitária desenvolvidos por Igino Bonfioli. A princípio, dois deles são animações e foram realizados no ano de 1954, em parceria com Fábio Horta, um denominado de Geografia Infantil (Material original: 35mm, Branco e Preto, 3 min, 82m) e outro de Água Limpa (Material original: 35mm, Branco e Preto, 3 min, 82m). Ambos foram produzidos com película negativa a base de nitrato de celulose, um material muito instável, de fácil deterioração e altamente inflamável. Além dessas peças, o pioneiro da animação mineira também produziu a publicidade intitulada Aveia Quaker¹ , em 1958, onde foi utilizada a técnica de animação com recortes e figuração. O quarto curta publicitário chama-se Segurança do Lar (50m), uma propaganda criada para a comemoração da inauguração da sucursal em Belo Horizonte. O suporte fílmico utilizado foi positivo em nitrato e a característica desta peça é a presença de conteúdo sonoro. Os resultados da filmografia apresentados por Galdino (1983, p.389) não afirmam que Segurança do Lar utilizou alguma técnica de animação no seu processo produtivo. Diferente disso, o estudo de Marques (2007), realizado durante o mestrado em Artes na EBA/UFMG, sobre o Registro Inicial do Documentário Mineiro: Igino Bonfioli e Aristides Junqueira, sinaliza que a obra também possui animação com recortes e figuração. Informações decorrentes de um levantamento realizado pela equipe do Departamento de Fotografia e Cinema da escola de Belas Artes da UFMG pelos Professores: Luiz Gonzaga Teixeira, Carlos Hamilton de Almeida e José Tavares de Barros e diversos estagiários² (Boletim do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, 1983).  Ainda sobre os filmes publicitários, ao consultar os registros da filmografia brasileira online organizada pela Cinemateca Brasileira, são encontradas informações sobre 04 animações de autoria de Bonfioli. Além de Água Limpa e Geografia Infantil, outras duas são peças promocionais não datadas e silenciosas, que foram produzidas entre os anos de 1934 e 1954, são elas a Publicidade: Araujo Alfaiate (Título atribuído)³ e a Publicidade: Cia. Petróleo da Bahia (Título atribuído)⁴. As duas animações foram examinadas pela equipe da cinemateca e os registros indicam que os filmes constam na lista de materiais enviados pela Universidade Federal de Minas Gerais dentro do lote <Bonfioli, Igino>, sendo restauradas pela Cinemateca Brasileira, durante o projeto Resgate do Cinema Silencioso Brasileiro da Secretaria do Audiovisual (SAV), em 2006-2007.  Com relação aos desenhos animados do mesmo autor, os registros da cinemateca mostram alguns dados sobre a obra Zé Pindoba (1956). O material não foi analisado pela instituição e por isso, não há muitos detalhes do conteúdo, somente descreve que este é caracterizado como curta-metragem, sonoro, ficção e o material original possui 35mm, BP, 3min, 82m, 24q. No entanto, uma matéria, publicada na Revista de Cultura Cinematográfica⁵ de 1958, ressalta o processo de desenvolvimento do desenho animado Zé Pindoba⁶ pelo departamento Cinematográfico da UPC Filmes (União dos Propagandistas Católicos), composto pelo cineasta Igino Bonfioli, que foi responsável pela produção, Fábio Horta, que realizou os desenhos e contou com a participação do cinegrafista Sinésio Silva. Segundo o relato, a produção do curta-metragem iniciou em 1956 e ainda se encontrava em desenvolvimento quando a matéria foi realizada, em 1958, sendo considerado o primeiro desenho animado a ser feito em Minas Gerais e um dos primeiros da categoria no Brasil.  A notícia de 1958 da Revista de Cultura Cinematográfica ainda destaca que a gravação sonora em 16mm, que era realizada em laboratórios do Rio de Janeiro, passou a contar com o trabalho do técnico Cauby José de Alencar que, ao montar um gravador, possibilitou unir a parte ótica e eletrônica, ficando a parte mecânica sob responsabilidade de Custódio Marino Sheid. Cristiano Coelho (2024) adiciona que, Bonfiglioli e Cauby eram os fotógrafos que se revezavam na filmagem enquanto que Aroldo Falabella era responsável pela sonorização. Além de Zé Pindoba, Bonfioli produziu os desenhos animados João Ventura e a Ferradura e José Vitamina em Barbão, o Pancadão, também contando com os desenhos de Fábio Horta.  Enquanto as atividades na UPC ocorriam na parte da tarde, Cristiano Coelho e Fábio Horta também trabalhavam juntos na parte da manhã, no Departamento Técnico de Artes do Jornal Estado de Minas, que pertencia ao Diário Associados. Eles ilustravam as peças comerciais demandadas pelo Departamento de Publicidade (Figura 2). Fábio Horta participou das animações produzidas pelo cineasta mineiro Igino Bonfioli entre 1934 a 1958. Segundo Coelho (2024), Fábio era o desenhista principal que realizava as poses principais das animações, que eram chamadas de Keyframes. Ainda de acordo com o relato de Coelho, o animador utilizava seus próprios personagens que eram criações voltadas para os quadrinhos, um exemplo é o José Vitaminas, cuja

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