ABRALA

Author name: João Lucas Barboza Marçal

A origem da animação na UFMG

Publicado em: 19 de dezembro de 2024 A origem da animação na UFMG Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   A Escola de Belas Artes tem papel importante na história da animação nacional pela contribuição com o ensino e com as pesquisas científicas, incluindo as de preservação, produção, formação de profissionais capacitados e a constituição de um acervo. Ao longo dos anos, passou do processo analógico ao digital; das produções experimentais às produções baseadas na indústria; e do ensino ao acervo, dentro de um contexto mundial em que foi estabelecido o ensino da animação, e nacional, de um percurso difícil para a produção e aprendizado na animação, como relatado por Moreno (1978). O acervo abrangente, segundo levantamento de 2004 através do projeto Ophicina Digital, do professor Dr. Luiz Nazario, consta de filmes em 35 mm, 16 mm, Super 8, U-Matic, VHS, slides, equipamentos de produção e exibição, documentação escrita, fotografias, quadros, pôsteres, artes de animação, roteiros originais, roteiros filmados e não filmados (incluindo de diretores consagrados, como Alberto Cavalcanti, Júlio Bressane e Joaquim Pedro de Andrade, e de jovens diretores mineiros) de obras raras, ficção, entretenimento, didáticos, documentários, filmes de propaganda e de publicidade de pioneiros do cinema nacional e internacional (como do cineasta Igino Bonfioli), de animadores do Leste Europeu, sobretudo da Iugoslávia, e do extinto Consulado da República Democrática da Alemanha (RDA). Esse rico material foi reunido ao longo dos anos por meio de doações e aquisições pelos professores da Escola em consulados, embaixadas, instituições, projetos e produções internas, retratando épocas diferentes do cinema e do ensino de animação aqui em Minas e no Brasil. Esses filmes de animação foram produzidos entre 1979 a 2015 pelos alunos, para conclusão de curso; como trabalho de mestrado e doutorado; filmes feitos em disciplinas como “técnicas alternativas de animação”, “técnicas audiovisuais” e “história da arte”; e filmes feitos em oficinas e cursos realizados pela escola e em parcerias, compondo o precioso acervo junto a equipamentos, fotografias e alguns artefatos de produção. Por isso, foi e ainda é fonte de pesquisa para vários professores, estudantes e estudiosos em geral e fonte de material fílmico para exibições e inserções em produções audiovisuais. Segundo o professor e cineasta José Américo Ribeiro (in DVD NOTA 10), a animação começou a ser explorada na Escola em uma disciplina na área de cinema, ofertada pelo professor José Tavares de Barros, no final da década de 1960. Essa disciplina, Linguagem Cinematográfica, visava o exercício da linguagem audiovisual do cinema, sendo explorada também a animação através de diversos exercícios. Em 1975, foram ofertadas duas disciplinas optativas de Cinema: a primeira, Introdução ao Cinema, ministrada pelo professor, que dava uma visão geral da área, principalmente sobre o cinema brasileiro; e Cinema, ministrada pelo professor Evandro Lemos da Cunha, que havia entrado na escola em 1974 e já trabalhava, de maneira mais prática, na produção de filmes em 16 mm, basicamente voltado para documentário (RIBEIRO, 2013). Sua linha era teórica e prática. Depois da busca do departamento por uma temática sobre como desenvolver o cinema e por deficiências técnicas, que era grande naquele período em Minas Gerais, os professores viram que não cabia um curso tradicional de cinema, com montador, cinegrafista e outros profissionais deste tipo. E como a escola era de artes, pensaram em unir as questões da área de arte com as questões de cinema, propondo o Curso de Animação (CUNHA, 2015). Foi então que surgiu, em 1977, uma das primeiras tentativas de implantação do curso de desenho animado na Escola, através de debates, seminários e mesas-redondas promovidas pelo Diretório Acadêmico. Essa tentativa foi fortalecida com o retorno do professor José Américo, por volta de 1980, após a conclusão de seu mestrado, que trouxe dos EUA, além de livros e vários materiais de animação, experiência nessa área para aplicá-la ao ensino da Escola. Quando eleito chefe do DFTC, o prof. Américo sugeriu, então, criar o curso de Cinema de Animação como um curso de extensão. Porém, alguns dos professores não gostaram muito da ideia pelo fato de não terem experiência e vocação para trabalhar e ensinar. Mas, com a ajuda da Pró-Reitoria de Extensão, dirigida pelo professor Cunha, a ideia foi adiante, e foram comprados uma truca32, tanques de revelação de filmes 16 mm e uma série de mesas de luz, fabricadas na própria UFMG (RIBEIRO, 2013). Nessa época, a Escola já reunia muitos filmes de produção dos alunos e outros que eram destinados ao uso didático. Esse material despertava interesse no público interno e externo para uso em diversos contextos, tais como em sala de aula, mostras e eventos, sendo contínuas as solicitações de empréstimo. A falta de organização e de controle e o mau uso pelos professores, alunos e demais instituições estava ameaçando a conservação de todo o material. Com as projeções intensas, rapidamente havia danos no filme, e era muito complicada a tiragem de novas cópias. Isso fez com que o professor José Tavares de Barros33  percebesse a necessidade de estipular regras diante desse patrimônio, convocando uma assembleia no DFTC da EBA. Então, em 24 de abril de 1979, depois de uma ampla discussão, foi criada uma normatização da utilização dos filmes e demais materiais.  As normas estabeleciam que os filmes seriam destinados prioritariamente à utilização  nos  cursos  e  disciplinas  sob  a  responsabilidade  do  professor  Barros, observadas todas as condições técnicas de exibição segura dos filmes, em aparelhos devidamente testados, e a autorização de utilização pelos professores do departamento em atividades ligadas ao magistério, como conferências, palestras e/ou cursos, e por outros setores da UFMG, desde que em atividades exclusivamente didáticas, a juízo da chefia do departamento. Anualmente, a assembleia do departamento iria indicar um coordenador da filmoteca para estabelecer uma norma de funcionamento, obedecidos os artigos dessa resolução. A exibição pública dos filmes foi vedada mesmo em circuitos de  caráter  cultural,  salvo  em  casos  excepcionais  analisados  em  assembleia  do departamento.  Porém,  os  filmes  poderiam  ser  cedidos  a  outras  filmotecas  ou  às cinematecas existentes no país, desde que houvesse contrapartida de empréstimo de filmes de categoria e

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Cursos de Animação em IES

Publicado em: 19 de dezembro de 2024 Cursos de Animação em IES Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   De acordo com o Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior (eMEC, 2024), o estado de Minas Gerais (MG) possui 09 instituições atuantes com 11 cursos na área de animação (Figura 1). No total, estas instituições ofertam 2720 vagas, sendo que 70 (2,5%) dessas são gratuitas e possuem origem nos cursos da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (40) e na Universidade Estadual de Minas Gerais – UEMG (30), ambos são presenciais, o primeiro com sede em Belo Horizonte e o segundo em Cataguases. Instituição – IES Sigla Curso Grau Modalidade Vagas Anuais Centro Universitário Una UNA Animação Bacharelado A Distância 50 Universidade Federal de Minas Gerais UFMG Cinema de Animação e Artes Digitais Bacharelado Presencial 40 Universidade do Estado de Minas Gerais UEMG Cinema e Animação Tecnológico Presencial 30 Centro Universitário Una UNA Design de Animação Tecnológico Presencial 60 Centro Universitário Una UNA Design de Animação Tecnológico A Distância 50 Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH Design de Animação Tecnológico Presencial 50 Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas  FMU Design de Animação Bacharelado A Distância 200 Universidade Anhembi Morumbi UAM Design de Animação Bacharelado A Distância 200 Centro Universitário Assis Gurgacz FAG Design de Animação Tecnológico A Distância 1000 Centro Universitário Internacional UNINTER Design de Animação Tecnológico A Distância 1000 Faculdades Integradas Adventistas de Minas Gerais FADMINAS Design de Animação Tecnológico Presencial 40 Figura 1. Instituições de ensino superior em Minas Gerais com cursos de graduação em animação (E-MEC, 2024) O curso de animação mais antigo do Brasil não está na lista, era na verdade uma habilitação em Cinema de Animação criado em 1985 na graduação em Belas Artes/ Artes Visuais da UFMG.  No período que a habilitação ficou ativa (1986-2008), destaca-se o ano de 1988 pela implementação do Núcleo Regional de Cinema de Animação de Minas Gerais na escola, uma iniciativa resultante do convênio nacional entre a Embrafilme e o NFB Canada. Em 2009, a EBA/UFMG inaugurou o Curso de Cinema de Animação e Artes Digitais, registrando décadas de experiência na área de animação, gerando inúmeras pesquisas, formando profissionais e inspirando novos cursos.  Em contraposição, o curso de Cinema e Animação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG, 2024) é o mais recente do estado, com sua regulação obtida em 2021 e com início em setembro de 2022. A graduação é administrada pela Unidade Acadêmica de Ubá e oferecida fora de sede, no município de Cataguases. Segundo o projeto pedagógico do curso (UEMG, 2023), a habilitação é caracterizada como tecnológica e a carga horária total é composta de 1.605 horas. A modalidade é presencial, possui duração de 2 anos, subdivididos em 04 períodos, e o curso é ofertado no turno da noite. As formas de ingresso podem ocorrer por meio de vestibular, ENEM, SISU, transferência e obtenção de novo título. Com relação aos objetivos, o curso almeja desenvolver no discente um conjunto de habilidades técnicas, estéticas, expressivas, projetuais, narrativas e gerenciais, tornando-os capazes de se envolverem diretamente com a concepção e o desenvolvimento de projetos em cinema e animação. Além da parte prática, o curso também enfatiza uma perspectiva reflexiva que capacita os egressos para atuarem nos campos da crítica, da pesquisa, da publicidade e do ensino.  O curso passou pelo credenciamento em dezembro de 2023 e terá a sua primeira turma formada em julho de 2024. Com relação a sua origem, o curso de Tecnologia em Cinema e Animação surge por meio da cooperação técnica estabelecida, em 2021, entre a UEMG e a Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais. Podendo assim, devido ao arranjo interinstitucional, realizar cursos de extensão, graduação e pós-graduação de acordo com as necessidades locais. Pois os profissionais formados estarão aptos a atuar em agências de publicidade, emissoras de rádio e televisão, empresas de eventos, estúdios de cinema, produtoras de audiovisual, provedores de conteúdo digital e até de instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente (UEMG, 2023).  Com exceção do Bacharelado em Cinema de Animação e Artes Digitais da  EBA/UFMG, os outros 10 cursos citados na Figura 1 surgiram em Minas Gerais a partir de 2019 (FAG, UAM e FMU), sendo que os cursos da Una, Uni-BH, UNINTER e UEMG foram os que iniciaram durante a pandemia COVID-19. Considerando a habilitação em Animação da UFMG, que teve início em 1985, pode-se afirmar que a IES dominou o mercado educacional mineiro na área de animação por 33 anos. Depois de 2009, com o surgimento dos novos cursos, a quantidade de vagas anuais aumentou de 40 para 2720, ou seja, um montante de 2680 novas vagas, gerando teoricamente, um acúmulo de 15.130 vagas só no período de 2009 a 2024, conforme ilustra a Figura 2. Figura 2. Quantidade teórica de vagas anuais ofertadas pelos cursos de bacharelado e tecnologia em animação, em IES de Minas Gerais, no período de 2019-2024. Os cursos superiores de Tecnologia em Design de Animação registrados pelas Faculdades Integradas Adventistas de Minas Gerais (FADMINAS), pelo Centro Universitário Una e pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) são ofertados na modalidade presencial noturno, somando 150 novas vagas/ano. Já o Centro Universitário Internacional (UNINTER), o Centro Universitário Assis Gurgacz (FAG) e o Centro Universitário Una, mencionados no e-MEC, oferecem o curso de Tecnologia em Design de Animação na modalidade EaD, contabilizando 2050 novas vagas/ano. Os centros universitários Una e Uni-BH estão localizados em Belo Horizonte/ Minas Gerais e fazem parte do grupo Ânima Educação, uma organização nacional com outros dez centros espalhados em mais quatro estados brasileiros. O Centro Universitário Una, incorporada no grupo educacional em 2003, possui no e-MEC o registro de três graduações: um bacharelado a distância designado Animação e dois tecnólogos denominados Design de Animação, sendo um deles presencial e outro a distância, totalizando 160 vagas. Ao verificar no site da IES, não foram encontradas informações sobre os respectivos cursos. No entanto, observou-se que a disciplina de Animação, com uma

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Escola SENAI do Audiovisual

Publicado em: 19 de dezembro de 2024 Escola SENAI do Audiovisual Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   As oficinas e cursos de formação e capacitação técnica de curta duração realizados na Escola SENAI do Audiovisual preocupam-se em formar mão de obra qualificada e colaborar para o aperfeiçoamento do profissional atuante na área. O programa educativo apresenta uma visão ampla e panorâmica do setor e atualmente em Belo Horizonte, são ofertados: Técnico de Som e Operador de Áudio para Música e Cinema, Curso de Câmera e Direção de Fotografia e Oficina: Roteiro (FIEMG, 2024). Em Belo Horizonte, a escola foi montada no Teatro Sesiminas, o que permite uma formação real, na prática. A capacidade, entre oficinas e cursos, será de 480 vagas por ano. Em 07 de julho de 2023, a Escola SENAI Audiovisual inaugurou em Cataguases a sua primeira unidade no interior de Minas Gerais, associando-se efetivamente à Rede Educativa integrada ao Polo Audiovisual da Zona da Mata. A estrutura foi preparada para atender essa demanda crescente do audiovisual nacional e facilidade de encontrar profissionais e fornecedores qualificados. O propósito é oferecer um equipamento de produção qualificado, com estúdios, ateliês e salas de formação profissional. O modelo de estúdio-escola é inédito na América Latina, possuindo foco estratégico no setor de animação. Segundo Cláudio Rutz, gerente do SENAI em Cataguases, a intenção é ofertar três cursos: Introdução à Animação – Stop Motion, de Trilha Sonora e Edição de Áudio para Cinema, e de Preparação de Atores. Em novembro de 2023, o SENAI realizou em Cataguases, o curso Introdução à Animação Stop Motion, com duração total de 80 horas, dividida em aulas teóricas e práticas, para uma turma de 20 alunos moradores da região, com idades entre 16 e 22 anos (POLO AUDIOVISUAL, 2023). Até janeiro de 2024, mais de 300 jovens já haviam participado das formações profissionais presenciais ofertadas nas escolas de Belo Horizonte e Cataguases (FIEMG, 2024). De 25 de março a 25 de abril de 2024, de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h30, a escola de Belo Horizonte com sede na Rua Álvares Maciel, 59 – Bairro Santa Efigênia, ofereceu um curso que abordou conceitos e técnicas associados ao uso de câmara e direção de fotografia. A carga horária totalizou 80 horas e foram disponibilizadas 30 vagas. Uma oficina sobre produção de roteiro foi realizada no período de 1º a 5 de abril, das 19h às 22h30, no mesmo local. Referências FIEMG. Escola SENAI do Audiovisual. Disponível em: <https://www.fiemg.com.br/sesi-cultura/audiovisual/>. Acesso em 13 dez. 2024. FIEMG. Escola SENAI do Audiovisual acelera a formação de talentos mineiros. Disponível em: <https://www.fiemg.com.br/noticias/escola-senai-do-audiovisual-acelera-formacao-de-talentos-mineiros/>. Acesso em 13 dez. 2024.FIEMG. Abertas inscrições para curso e oficina na Escola SENAI do Audiovisual. Disponível em: <https://www.fiemg.com.br/noticias/abertas-inscricoes-para-curso-e-oficina-na-escola-senai-do-audiovisual/. Acesso em 13 dez. 2024. SENAI inaugura Cursos Técnicos Do Audiovisual Em Cataguases. Disponível em: <http://www.poloaudiovisual.org.br/senai-inaugura-cursos-tecnicos-do-audiovisual-em-cataguases/>. Acesso em 13 dez. 2024. POLO AUDIOVISUAL. Sucesso no Curso de Animação Stop Motion. Disponível em: <http://www.poloaudiovisual.org.br/sucesso-no-curso-de-animacao-stop-motion/>. Acesso em 13 dez. 2024.

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José Américo Ribeiro e a animação na UFMG

Publicado em: 19 de dezembro de 2024 José Américo Ribeiro e a animação na UFMG Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   Figura 1. Foto de José Américo Ribeiro por Gustavo Lacerda Formado em 1975 em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas na Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte. Em 1975, foi convidado pelo professor José Tavares de Barros para atuar 20h no Centro Audiovisual da UFMG e 20h nas atividades de ensino, pesquisa e extensão no Departamento de Fotografia e Cinema (DFTC) da Escola de Belas Artes da UFMG, lecionando a disciplina de Introdução ao Cinema. Esta abordava uma visão geral sobre a história e linguagem do Cinema com enfoque no cinema brasileiro e as etapas de produção: argumento, sinopse, roteiro técnico, plano de produção e orçamento. Já a disciplina intitulada de Cinema, que era na sequência e ficava sob responsabilidade do professor Evandro José Lemos da Cunha, envolvia o desafio de produzir um filme curta-metragem de 16mm, cujo roteiro era desenvolvido na primeira. Ambas as disciplinas eram optativas. Em 1980 finalizou o mestrado sobre a produção cinematográfica no Departamento de Fotografia e Cinema da The Ohio State University (OSU) Colombus, Ohio. Dentre as disciplinas cursadas, a animação foi uma das delas. O prof. Brian Lewis lecionou as principais técnicas de animação cinematográfica, das mais básicas até as mais avançadas, incluindo desde o taumatrópio até o digital. O livro utilizado como referência teórica foi The Animation Book, de Kit Laybourne e segundo Ribeiro (2013) a disciplina era bem prática, englobando todas as etapas do processo produtivo de uma animação. A filmagem envolvia a experiências na truca e em películas de Vídeo News colorido de 16mm com som magnético acoplado e a revelação realizada no próprio departamento. Figura 2. The Animation Book, de kit Laybourne José Américo Ribeiro também participou da equipe de recuperação de filmes de pioneiros mineiros, incluindo as obras de Igino Bonfioli. Figura 3. Exemplos de animações produzidas na EBA/UFMG: Orquestra Sinfônica da UFMG (1975), As quatro estações (1979), O menino que queria pintar o mundo (1985), O que é que há com o seu perú? (1984) e Pelos ares (1985). (NOGUEIRA, 2015) Referências Ribeiro, José Américo. Uma paixão chamada cinema. Belo Horizonte: C/Arte, 2013. NOGUEIRA, Soraia Nunes. Paralelos, Convergências e Divergências entre o restauro digital e os processos de animação. 2015. 257 f. Tese (Doutorado em Artes). Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015.

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Associação Curta Minas

Publicado em: 27 de novembro de 2024 Associação Curta Minas¹ Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   A ata de fundação da Associação Curta Minas foi assinada no dia 12 de janeiro de 1999 no cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A entidade nasce com a chancela da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD) para a implantação de uma representação regional no estado mineiro, nomeando-se como Associação Curta Minas/ ABD-MG². A ABD Nacional é uma associação de cineastas do Brasil, com ênfase no gênero documentário, mas também aberta a realizadores de filmes de curta metragem de ficção, de animação e experimentais, gêneros que se distanciam dos formatos mais comerciais. A decisão de estruturar uma entidade do terceiro setor aflorou após uma série de reuniões que ocorreram em Belo Horizonte a partir de 1998 e que tinham o propósito de discutir e  propor políticas públicas para o desenvolvimento do setor audiovisual no estado. Os encontros, realizados nas casas dos próprios participantes e em eventos da área, contavam com a presença de docentes e profissionais de animação e cinema de Minas Gerais. Interessante ressaltar que o cenário nacional marcava o período pós Fernando Collor de Mello³ que encerrou as atividades da Embrafilme e o Brasil passava por um jejum da produção cinematográfica.  Assim, o estatuto com as questões regulatórias e os anseios e desejos do setor para que uma vida cinematográfica em Minas Gerais acontecesse foram adicionadas na ata de fundação. Com relação à administração, a Associação Curta Minas era formada por cinco cargos: presidente, vice-presidente, primeiro secretário, segundo secretário e tesoureiro. Na primeira diretoria, Luis Guilherme de Sousa Lima Pádua (Guigo Pádua) foi eleito o presidente e Maurício Gino assumiu como vice-presidente, representando os animadores do estado. Ambos cumpriram o primeiro ano de gestão e foram reeleitos para o segundo mandato.  Uma das primeiras iniciativas da primeira gestão foi a organização da Mostra Curta Minas para a exibição dos filmes de Minas Gerais, que contou com o acervo da Escola de Belas Artes da UFMG e conteúdos de mais dois estados convidados. Importante ressaltar que o evento foi realizado sem apoio financeiro, mas contou com muitas parcerias e muito esforço dos associados. Naquele momento, a produção era em 35mm ainda, o que dificultava e encarecia mais o processo logístico de exibição do que hoje em dia. Após a primeira edição, que ocorreu em 1999, a equipe de organização estabeleceu que a Mostra aconteceria a cada 02 anos para dar tempo de ter filmes para exibir, por isso, a segunda mostra aconteceu em 2001. Assim, a segunda mostra Curta-Minas foi realizada com uma verba de 7.000 reais, que foi usada praticamente para produzir e imprimir as peças gráficas.  A terceira Mostra Curta Minas aconteceu de 27 de outubro a 02 de novembro de 2003, com o apoio do Fundo Municipal de Cultura que concedeu 70 mil reais para a organização. O valor ajudou a associação pagar os débitos de aluguel da sala comercial, condomínio e telefone que estavam vencidos, já que a receita do primeiro prêmio tinha terminado e as contas fixas não eram sustentadas com os valores dos associados. A terceira edição da mostra exibiu os filmes mineiros na mostra mineira e convidou os estados da Bahia e do Paraná para exibir suas produções. Além das exibições principais, o evento realizou muitas atividades paralelas, tal como a reunião da ABD Nacional, mostras paralelas, mostra de filmes universitários e mostra super 8. Durante a organização da terceira mostra, os sócios Sávio Leite⁴, Sérgio Vilaça e Denis Leroy propuseram uma mostra de animação. Naquele momento, a associação apoiou, porém a recepção e seleção dos filmes ficaram sob a responsabilidade dos proponentes. Assim, em 2003, nasceu a Mostra Udigrudi Mundial de Animação – MUMIA, uma mostra paralela dentro da terceira edição do Curta Minas. O Sávio conseguiu o Museu Almir Barreto para fazer as sessões e o Clécio Rodrigues para fazer os troféus, enquanto que a Curta Minas absorveu o restante, resolvendo a logística e o transporte quando precisava e as peças gráficas.   Figura 1. Folheto de divulgação da 3ª Mostra Curta Minas e da MUMIA (2003). A terceira edição foi a melhor mostra que a Curta Minas fez, em contraponto foi a que gerou a maior crise financeira para a associação, criada a partir das dívidas advindas da organização do evento. A primeira parcela foi recebida no início do ano e foi destinada para a pré-produção e para iniciar a organização. No entanto, com a data do evento se aproximando e os palestrantes confirmados, a associação resolveu realizar a mostra mesmo sem a segunda parcela em caixa. Depois da mostra, foi realizada a prestação de contas para a Prefeitura de Belo Horizonte dos gastos gerados com as passagens aéreas, estadias de hotel, agência de viagem e restaurantes. No entanto, o município não realizou o pagamento na data combinada e os fornecedores começaram a cobrar os produtores culturais, sendo que a associação começou a ser protestada em cartório. Ao receber uma parte, as dívidas foram pagas com juros, o que a lei proíbe e cancelava, gerando um caos. Os problemas pendentes desta mostra só foram sanados em 2005 durante a presidência de Cláudio Constantino, com o recebimento da última parcela para a quitação das dívidas. Importante ressaltar que, apesar dos integrantes não terem uma mentalidade forte para os projetos voltados para as leis de incentivo, a segunda gestão começa a escrever projetos para as leis de incentivo. Sobre o Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem A segunda iniciativa da associação foi voltada ao fomento produtivo, o Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem, o primeiro do gênero em Minas Gerais. Durante o governo Itamar Franco, o secretário de estado da cultura Ângelo Oswaldo, que hoje é prefeito de Ouro Preto, após articulações políticas dos membros da Curta Minas, aceitou realizar um edital de premiação para a produção e finalização de curtas-metragens no estado. Conforme o combinado, a associação ficou responsável por escrever o projeto que foi patrocinado via Lei de Incentivo em parceria com a

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Núcleo Regional de Cinema de Animação de Minas Gerais

Publicado em: 27 de novembro de 2024 Núcleo Regional de Cinema de Animação de Minas Gerais Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   A primeira iniciativa oficial de formação de profissionais de animação no país de que se tem notícia foi fruto de um projeto de cooperação cultural em conjunto com a National Film Board of Canada (NFB) e a Empresa Brasileira de Filme S.A. (Embrafilme), que era representada por Carlos Augusto Calil – Diretor de Operações não Comerciais. Em 1985, Marcos Magalhães, que participou da elaboração deste projeto, foi convidado a coordenar o recém instalado Centro Técnico Audiovisual do Rio de Janeiro (CTAv). O primeiro desafio do CTAv foi ofertar no Rio de Janeiro um curso com bolsa para 10 animadores de diferentes regiões do Brasil  (Magalhães, 2019).  Entre os meses de setembro a novembro do mesmo ano, Marcos Magalhães, junto com dois canadenses da NFB, Jean-Thomas Bédard e Pierre Veilleux, visitaram algumas capitais brasileiras para exibir os filmes produzidos na NFB, divulgar a proposta do curso, anunciar as inscrições, entrevistar cineastas locais com experiência em animação e identificar possíveis interessados (Magalhães, 2019). Em Belo Horizonte, a palestra recebeu o título “Animação: Arte, Cultura e Técnica”, que serviu para apresentar as atividades do programa de produção permanente de filmes de animação a ser desenvolvido na Embrafilme por meio do CTAv, ocorreu no Palácio das Artes, na Sala Humberto Mauro e, no dia seguinte, houve uma visita à UFMG (Filmes […], 1985).    Figura 1. Matéria publicada no Diário do Comércio sobre a palestra de Marcos Magalhães sobre o Núcleo de Animação, BH (1985). Na ocasião desta palestra, que Aída Queiroz, aluna da Habilitação em Desenho e monitora do professor José Américo Ribeiro do Departamento de Fotografia e Cinema da UFMG, mostrou seus desenhos a Marcos Magalhães. A mesma já havia se iniciado na prática autoral da técnica tradicional com o apoio e incentivo do referido docente. O material apresentado era um resultado parcial, produto de seu interesse por animação, que foi despertado durante as primeiras iniciativas nesta área realizadas pelo docente nas aulas de História do Cinema, onde ele apresentava os filmes da NFB (Queiroz, 2020). Na verdade, José Américo lecionava uma das duas disciplinas sobre cinema ofertadas no curso, a Introdução ao cinema (90h) onde ele abordava uma visão histórica geral das escolas de cinema. A segunda disciplina de cinema era mais prática e permitia a produção de animações, cujo roteiro era desenvolvido na primeira (Ribeiro, 2013). Diante desta oportunidade, Aída Queiroz e Magda Rezende optaram por realizar animações (Leite, 2013, 246). Já na habilitação de Cinema de Animação, José Américo lecionava a disciplina História da Animação, onde abordava os filmes do Leste Europeu e do NFB tais como: McLaren, Ishu Patel e Caroline Leaf (Ribeiro, 2013). Adriane Puresa (Leite, 2013, 127) cita que antes do Núcleo alguns alunos da EBA já faziam animação, sendo Aída Queiroz uma das animadoras precursoras na Belas Artes. Ela começou pesquisando e produzindo de forma solitária e por conta própria. A princípio, Aída conta que começou a animar direto na película e que depois passou a animar no papel. Uma mesa de luz foi fabricada, a pedido do Prof. José Américo, na marcenaria da universidade para que ela pudesse produzir sua primeira animação com papel manteiga e caneta hidrocor. Depois de meses, ela fotografou quadro a quadro o resultado obtido utilizando uma câmera 16mm do departamento. Por fim, o material foi enviado para revelação no Rio de Janeiro (Leite, 2013, 127).   Figura 2. Diário da Tarde. Filmes animados. (1985) Dentre os 10 selecionados¹ que realizaram o curso no Rio de Janeiro, em 1986, dois eram mineiros: Fabio Lignini e Aída Queiroz. Nesta primeira fase, as atividades tiveram duração de 09 meses e incorporaram a prática de exercícios de animação que conduziram para a aprendizagem do processo completo de um curta de animação, desde a concepção, o storyboard, até a montagem final, incluindo gravação de som e mixagem (Leite, 2013, p.153). Neste período, cada um desenvolveu um curta-metragem. Diante desta chance, a representação mineira gerou dois filmes, Aida Queiroz produziu Noturno (1986) e Fabio Lignini desenvolveu Quando os morcegos se calam (1986).  Depois desta primeira fase, cinco integrantes tiveram a oportunidade de realizar mais um ano de curso de especialização, sendo que Aída Queiroz foi uma das bolsistas que continuou. Na segunda parte do curso, os alunos criaram, de forma coletiva, a animação Alex (1986), que recebeu o Coral Negro no Festival de Havana, em Cuba, em 1987. Como contrapartida do contrato desta especialização, cada animador formado deveria voltar à sua cidade de origem, levando um kit de equipamentos de produção de animação com os objetivos de formar uma turma de animação e incentivar a criação de um Núcleo de animação. Isso de fato ocorreu em três capitais: Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte. Em Belo Horizonte, o Curso Básico Preparatório em Cinema de Animação promovido entre a Embrafilme e a Escola de Belas Artes aconteceu de agosto de 1988 a setembro de 1989, utilizou a infraestrutura da UFMG e foi ministrado por três profissionais: Aida Queiroz, Fábio Lignini e César Coelho. Já Marco Anacleto cita que dois profissionais vieram naquela época para acompanhar suas atividades relacionadas à parte técnica, um deles era Jacques Avoine do NFB Canada e outro da Embrafilme, Marcelo Elia de Marsillac. Segundo Maria Amélia Palhares (Leite, 2013, p. 330), então designada coordenadora do Núcleo de Minas Gerais, declara que este só foi instalado na UFMG devido a existência da Habilitação em Cinema de Animação e a importante dedicação dos professores José Tavares de Barros e José Américo Ribeiro, todos do Departamento de Fotografia e Cinema (DFTC). Desta maneira, as práticas possibilitaram a troca de experiência com profissionais externos e competentes, estimulou a transferência de processos e de tecnologia de baixo custo na área. Nogueira (2015), que analisou os documentos de implantação do Núcleo gerados pela EBA na época, cita que o Núcleo Regional de Cinema de Animação foi estabelecido como curso de extensão com duração de 02 anos e podendo

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Mariana Tavares e o Programa Curta

Publicado em: 27 de novembro de 2024 Mariana Tavares e o Programa Curta Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   O programa Curta Minas foi exibido na Rede Minas de 1998 a 2000, sendo apresentado e dirigido por Mariana Tavares durante toda sua existência. O objetivo do programa era abordar conteúdo informativo e educativo sobre a produção do audiovisual nacional, em especial cinema e vídeo. O material, com enfoque principal para a valorização do curta-metragem brasileiro, compreendia uma diversidade de propostas e autores atuantes nos campos do documentário, da ficção, da animação e das obras experimentais. Os debates e entrevistas eram destinados a ampliar a visão do público sobre o audiovisual, apresentando obras e realizadores. Em 2007 o programa mudou de nome tornando-se apenas Curta, recebendo um viés para os making offs de produções e formatos híbridos – como pequenos filmes realizados por e para mídias móveis. Além do Brasil, o programa era exibido na Espanha e Portugal. Em 2012, o Curta organizou a Série Especial A Arte da Animação que foi dividida em quatro programas e abordou a produção contemporânea da animação. Na ocasião foram exibidos curtas inéditos como a obra de Leonardo Cata Preta com “O céu no andar de baixo” e outros ganhadores de prêmios como Castelos de Ventos de Tânia Anaya. No rol de apresentações, foram incluídas as animações produzidas na Universidade das Crianças, um projeto de extensão desenvolvido na UFMG. Além dos mineiros, Miriam Rolim, Tânia Anaya e Leonardo Cata Preta, fizeram parte das exibições as obras de Juliano Castro, Marão e César Cabral, dentre outros animadores e animadoras locais e nacionais. A primeira parte da série mostrou os principais cursos de animação que formam os profissionais na área, com destaque para a graduação da UFMG, que oferta o curso de Cinema de Animação e Artes Digitais desde 2009, mas já disponibilizava Artes com Habilitação em Animação desde 1985. OlharesA mostra Olhares foi realizada de 22 a 26 de julho de 2002 no auditório do Instituto Casa da Glória em Belo Horizonte, em Minas Gerais. O evento exibiu trabalhos audiovisuais de artistas mineiros, gaúchos e cearenses,  sendo composto por obras de diversos gêneros (animação, ficção e documentários) produzidas em diversos meios, tais como filmes, vídeo, web-art e instalação. A curadoria ficou por conta de Mariana Tavares e a programação oportunizou conversas entre o público e os realizadores. Com relação a animação, foi apresentado Patativa (2001) de Ítalo Maia e O Dilúvio (2001) de Magda Rezende, que após a exibição bateu um papo com a plateia e mostrou os originais do curta. Além dos documentários brasileiros, a mostra apresentou um vídeo do diretor e roteirista Silvino José de Castro sobre a memória do Festival de Inverno da UFMG intitulado Winter Arts Festival, Twenty years of arts in the baroque cities of Minas Gerais. O compilado relata sobre os 20 anos do festival, desde 1967 até final da década de 1980, quando o vídeo foi concluído. O conteúdo conta com a participação de uma das criadoras do festival, Berenice Menegale, do ex-reitor da UFMG e de artistas que participaram do evento. Link de acesso a algumas das obras citadas:”Programa Panorâmica, da TV UFMG, comemora neste mês os 50 anos do Festival de Inverno: (https://www.ufmg.br/90anos/programa-panoramica-da-tv-ufmg-comemora-neste-mes-os-50-anos-do-festival-de-inverno/)   Curtas na RuaO Curtas na Rua foi uma iniciativa inserida na programação do Circuito Arte e Cultura do Comida di Buteco, que ocorreu no dia 24 de abril de 2010. O projeto teve a curadoria de Mariana Tavares e incluiu a exibição de 05 curta-metragens em dois bares de Santa Tereza, em Belo Horizonte, o Bar Temático e o Bartiquim. Uma grande tela foi montada na rua Silvianópolis em frente aos dois bares para exibir as animações: Deus é Pai de Allan Sieber, Dossiê Rê Bordosa de César Cabral, O dia em que Dorival encarou a guarda de Jorge Furtado, Filmes que não fiz de Gilberto Scarpa e Castelos de Vento de Tânia Anaya.   Figura 2: Foto de Mariana Ribeiro por Márcia Charnizon Foi Professora Visitante no DFC/EBA/UFMG (2021-2023). Desenvolveu residência Pós-Doutoral na EBA/UFMG com bolsa PNPD-CAPES (5 anos – 2014-2019) cuja pesquisa deu origem ao livro Escola de Belas Artes, UFMG: 65 Anos de Ensino-Aprendizagem em Artes (Ed. Ramalhete, 2024). Organizou o livro Pesquisas em Animação – Cinema & Poéticas Tecnológicas (em conjunto com Maurício Silva Gino, Ramalhete, 2019) e Pesquisas em Cinema de Animação: Conexões Internacionais (em conjunto com Maurício Silva Gino; Marcos Magalhães e Arttur Espidola; Editora Ramalhete, 2024) é também autora do livro Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo (É Tudo Verdade/Imprensa Oficial de SP, 2014) e de capítulos em livros sobre o Cinema Brasileiro – Feminino e Plural (Papirus, 2017) e Curta-metragem brasileiro: 100 filmes essenciais, Ed.Letramento, 2019. É realizadora, com trabalhos premiados no documentário: “Toque do Samba” (2014) e “Giramundo, uma História de Títeres e Marionetes” (2001) e em videoarte, “Horizonte Subterrâneo” (1997) e “Vocabulário” (1995). É também coordenadora da Série “Circuito Atelier” com 55 vídeos sobre a pesquisa de linguagem e o processo de criação  de importantes artistas plásticos brasileiros.  Disponível em: https://www.youtube.com/@cartetv7314   Referências ARAUJO, Giselle. Impacto e arte dos pequenos filmes. Tevê. Hoje em Dia, Belo Horizonte. 13 de maio de 2012.  SIQUARA, Carlos Andrei. Série estreia com filme de Tânia Anaya. O Tempo 11 de maio de 2012.  ESTADO DE MINAS. A hora do curta-metragem. Cultura, Caras e Boas 05 de outubro de 2007. SEBASTIÃO, Walter. Curta Minas: Espaço garantido ao bom cinema.  ESTADO DE MINAS, 04 de julho de 2004. p. 05. Livros Links para os livros na íntegra: ➤ Helena Solberg: From Cinema Novo to Contemporary Documentary. (Full book) https://www.academia.edu/42030211/Helena_Solberg_From_Cinema_Novo_to_Contemporary_Documentary_Full_book_   ➤ PESQUISAS EM ANIMAÇÃO: CINEMA & POÉTICAS TECNOLÓGICAS (FULL BOOK) https://www.academia.edu/70861683/PESQUISAS_EM_ANIMA%C3%87%C3%83O_CINEMA_and_PO%C3%89TICAS_TECNOL%C3%93GICAS_FULL_BOOK_

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Jackson Abacatu

Publicado em: 18 de novembro de 2024 Jackson Abacatu Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   Jackson Abacatu é artista plástico, cineasta e músico, formado em Cinema de Animação e Escultura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Possui uma longa filmografia que avança a quantidade de obras exibidas no MUMIA. No decorrer de sua carreira teve oportunidade de aplicar diversas técnicas de animação, desde recorte, 2D tradicional, stop motion, areia, recorte digital e até pintura em vidro. Apresenta no seu portfólio a produção de diversos videoclipes como Matiz (2015), Cheiro de pitanga (2017), Desencontro (2018), Contemporaneidade (2021) e Faísca de Pó (2021), entre outros. Seus filmes já foram exibidos em diversos países, como Argentina, Colômbia, Canadá, Itália e Armênia.  Referências ➤ BIO | abacatuhttps://www.abacatu.com/sobre ➤ Jackson Abacatu (Youtube)https://www.youtube.com/@Abacatu/videos Filmografia Balanço (2006) Essáuna (2006) Libertas (2009) Animajazz (2009) Musicaixa (2010) Tembîara (2011) Em Quadros (2011) De martelos e serrotes (2012) O Homem que pintava músicas (2013) 3 temas para 60 janelas (2014) O extraordinário caso do Sr.A (2014) Fatia de mutação (2015) Matiz (2015) – (https://vimeo.com/117001981)KETZ (2016) Contrastes – impressões de Israel (2018) Pingo de respiro (2019) 100m (2020) Controle de tráfego (2021)   Direção, animação, edição do videoclipe Belezura de Thiago Delegado – Conexãohttps://vimeo.com/123878491 Contemporaneidade (2021)https://www.youtube.com/watch?v=IR1QzKr7Q2Y Faísca de Pó (2021)https://vimeo.com/454756989   Samba de PVC Minas Gerais Jackson Abacatu 2008 Mumia Libertas Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2009 Mumia Aminajazz Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2009 Mumia Musicaixa Minas Gerais Jackson Abacatu 2010 Mumia Routine Belo Horizonte/MG Jackson Abacatu 2011 Mumia Tembîara Belo Horizonte/MG Jackson Abacatu 2011 Mumia De martelos e serrotes Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2012 Mumia O Homem que pintava músicas Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2013 Mumia O Extraordinário Caso do Sr. A. Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2014 Mumia Matiz Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2015 Mumia Cheiro de pitanga Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2017 Mumia Desencontro Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2018 Mumia Contrastes – Impressões de Israel Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2018 Mumia Pingo de respiro Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2019 Mumia Faísca de Pó Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2021 Mumia Controle de tráfego Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2021 Mumia Contemporaneidade Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu 2021 Mumia MC Dodô – Meu Amor, Meu Bem-Te-Vi Belo Horizonte/ MG Jackson Abacatu e Arthur B. Senra 2014 Mumia Balanço Minas Gerais Jackson Teixeira 2006 Mumia Essaúna Minas Gerais Jackson Teixeira 2006 Mumia AbigrAnima Minas Gerais Jackson Teixeira 2007 Mumia

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Sávio Leite

Publicado em: 18 de novembro de 2024Atualizado em: 21 de novembro de 2024 Sávio Leite e a mostra MUMIA Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   Sávio Leite (Brasil, 1971) Estudou Comunicação e é Mestre em Artes Visuais pela UFMG. É diretor de curtas-metragens, professor de cinema de animação no Centro Universitário UNA e coordenador de workshops de vídeo e imagem, tendo colaborado ainda em vários projetos cinematográficos. Seus trabalhos foram apresentados e premiados em importantes festivais ao redor do mundo. Nominado quatro vezes ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e vencedor do Melhor Curta Metragem em animação desse prêmio em 2018. Foi júri em festivais na Finlândia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Armênia e em diversos outros no Brasil. Fundador e um dos diretores do TIMELINE – Festival Internacional de Video Arte de Belo Horizonte. Fundador e um dos diretores da MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação e organizador de diversos livros.  Sávio Leite – Embaúba Play➥ https://embaubaplay.com/diretor_s/savio-leite/ Mostra MUMIA: Origem e características   Figura 1. Logo da mostra MUMIA A Mostra Udigrudi Mundial de Animação – MUMIA nasceu em Belo Horizonte, no ano de 2003. Surgiu como uma das atividades da terceira edição da Mostra Curta Minas, realizada pela Associação Curta Minas/ABD-MG. Ao visitar o Museu da Animação, situado no décimo sétimo andar do Edifício Maletta no centro de Belo Horizonte, pode-se apreciar o registro das 52 animações que participaram da primeira edição da mostra, que aconteceu em 2003. As informações estão emolduradas em um quadro e as obras estão distribuídas por data de exibição, que ocorreram de segunda a sábado, nos dias 27 de outubro a 1º de novembro do referido ano (Figura 1). Pode-se observar que no conteúdo consta apenas o título, autor e tempo de duração de cada animação. O texto de abertura, assinado pelos três organizadores: Sávio Leite, Sérgio Vilaça e Denis Leroy, destaca o compromisso do evento com a divulgação das obras marginalizadas pelo circuito comercial. Figura 2. Quadro com o registro original das animações da primeira MUMIA (2003). Independente de apoio financeiro, o evento ocorre anualmente. No total, foram realizadas 21 edições da mostra que ocorreram ininterruptamente entre os anos de 2003 a 2023, sendo que a próxima edição será realizada em Dezembro de 2024. A mostra é organizada pelo cineasta da animação Sávio Leite, que se autodesigna como  ativista  e anti curador (GINO, 2018). Pois, segundo seu regulamento, a mostra “tem a finalidade de incentivar novas produções audiovisuais de curtas-metragens em animação, por sua inovação e criatividade”.Assim, o evento oferece destaque às obras de caráter autoral, de baixo custo e de natureza experimental, não apresentando processo de seleção, preocupando-se em exibir o lado B da produção brasileira.   Figura 3. Capas de alguns dos catálogos da MUMIA Figura 4. Frames das animações Mercúrio (2007), Eu sou como o polvo (2006), Plutão (2004) e Marte (2003). Filmografia Mirmidões (2001,  3’16”), Marte (2003, 7’50”), Plutão (2004, 3′, 35mm), O Vento (2004), É proibido jogar futebol no adro dessa igreja (2004), Aeroporto (2005, 4′, cor, vídeo), Eu sou como o polvo (2006), Mercurio (2007), Terra (2008), Kombucha (2009), Nego (2010), Space Dust (2011), Macacos me mordam (2012), Tejo/tedio (2013), Saturno(2014), Marcatti (2015), Arrudas (2015), Desarquivando o Brasil (2016), Vênus – Filó a fadinha lésbica (2017) MirmidõesAnimação em stop motion, de bonecos feitos com massinha escolar e animação 2D. Sem história, a animação se desenrola ao ritmo da música. Animação de Clécius Rodrigues, produção e edição de Sávio Leite e música de PeksBaar. Livros Subversivos: o desenvolvimento do cinema de animação em Minas Gerais (2013) Maldita Animação Brasileira (2015) Diversidade na animação brasileira (2018) DVD: Coletânea MUMIA de Animações Mineiras (2017) Tradução: Teoria e prática de um cinema junto ao povo (2018)  Tradução: A Forma realizada: o cinema de animação (2020) Obras citadas Link de acesso a algumas das obras citadas: ➤ Mirmidõeshttps://www.youtube.com/watchv=BRETbkCpXKQ ➤ Saturnohttps://vimeo.com/510798753/b83949ad24 ➤ Mercúriohttps://vimeo.com/510830655/5731e3ccef ➤ Plutãohttps://vimeo.com/510806957/421d2ab024 ➤ Martehttps://vimeo.com/482755553/9ede2ec878 ➤ Eu sou como o polvohttps://vimeo.com/482742610/389d3cc300 Fichas Técnicas ➤ Saturnohttps://embaubaplay.com/catalogo/saturno/ ➤ Mercúriohttps://embaubaplay.com/catalogo/mercurio/ ➤ Plutãohttps://embaubaplay.com/catalogo/plutao/ ➤ Martehttps://embaubaplay.com/catalogo/marte/ ➤ Eu sou como o polvohttps://embaubaplay.com/catalogo/eu-sou-como-o-polvo/ ➤ Terrahttps://embaubaplay.com/catalogo/terra/ Referências LEITE, Savio (Org.). Subversivos: o Desenvolvimento do Cinema de Animação em Minas Gerais. Belo Horizonte: Favela É Isso Ai, 2013. LEITE, Savio (Org.). Diversidade na Animação Brasileira. Goiânia: Marte, 2018. LEITE, Savio (Org.). Maldita Animação Brasileira. Belo Horizonte: Favela É Isso Ai, 2015. KINOFORUM. Guia Kinoforum de Festivais Audiovisuais. Disponível em: <http://www.kinoforum.org.br/guia/>. Acesso em: 10 nov de 2024. MUMIA. Catálogos. Disponível em: <http://mostramumia.blogspot.com/p/catalogos-anteriores.html>. Acesso em: 10 nov de 2023.

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Universidade das Crianças

Publicado em: 18 de novembro de 2024 Universidade das Crianças Elisangela Lobo SchirigattiMaurício Silva Gino   O projeto é fruto de uma produção do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), com parcerias da Escola de Belas Artes (EBA), do Centro de Comunicação (CEDECOM) e da Diretoria de Divulgação Científica da UFMG (DDC). Os curtas de animação são criados a partir de perguntas enviadas por crianças, sobre o corpo humano e o meio ambiente. Para a exibição na TV UFMG foram selecionados 14 curtas do projeto. Referências ➤ Flor do caos (filme curta-metragem)https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=nk9VoI6ZNBc ➤ ExperimentAnima 2024 – Universidade das Criançashttps://www.youtube.com/watch?v=1qwMukNxyZY ➤PANORÂMICA #05: Universidade das Criançashttps://www.youtube.com/watch?v=3IWK6uDPajc&list=PLBv8koRm6pO1zAlU4mLsc5Flg-K4hlihs&index=6

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