ABRALA

Publicado em: 27 de novembro de 2024

Núcleo Regional de Cinema de Animação de Minas Gerais

Elisangela Lobo Schirigatti
Maurício Silva Gino

 

A primeira iniciativa oficial de formação de profissionais de animação no país de que se tem notícia foi fruto de um projeto de cooperação cultural em conjunto com a National Film Board of Canada (NFB) e a Empresa Brasileira de Filme S.A. (Embrafilme), que era representada por Carlos Augusto Calil – Diretor de Operações não Comerciais. Em 1985, Marcos Magalhães, que participou da elaboração deste projeto, foi convidado a coordenar o recém instalado Centro Técnico Audiovisual do Rio de Janeiro (CTAv). O primeiro desafio do CTAv foi ofertar no Rio de Janeiro um curso com bolsa para 10 animadores de diferentes regiões do Brasil  (Magalhães, 2019). 

Entre os meses de setembro a novembro do mesmo ano, Marcos Magalhães, junto com dois canadenses da NFB, Jean-Thomas Bédard e Pierre Veilleux, visitaram algumas capitais brasileiras para exibir os filmes produzidos na NFB, divulgar a proposta do curso, anunciar as inscrições, entrevistar cineastas locais com experiência em animação e identificar possíveis interessados (Magalhães, 2019). Em Belo Horizonte, a palestra recebeu o título “Animação: Arte, Cultura e Técnica”, que serviu para apresentar as atividades do programa de produção permanente de filmes de animação a ser desenvolvido na Embrafilme por meio do CTAv, ocorreu no Palácio das Artes, na Sala Humberto Mauro e, no dia seguinte, houve uma visita à UFMG (Filmes […], 1985). 

 
Figura 1. Matéria publicada no Diário do Comércio sobre a palestra de Marcos Magalhães sobre o Núcleo de Animação, BH (1985).

Na ocasião desta palestra, que Aída Queiroz, aluna da Habilitação em Desenho e monitora do professor José Américo Ribeiro do Departamento de Fotografia e Cinema da UFMG, mostrou seus desenhos a Marcos Magalhães. A mesma já havia se iniciado na prática autoral da técnica tradicional com o apoio e incentivo do referido docente. O material apresentado era um resultado parcial, produto de seu interesse por animação, que foi despertado durante as primeiras iniciativas nesta área realizadas pelo docente nas aulas de História do Cinema, onde ele apresentava os filmes da NFB (Queiroz, 2020). Na verdade, José Américo lecionava uma das duas disciplinas sobre cinema ofertadas no curso, a Introdução ao cinema (90h) onde ele abordava uma visão histórica geral das escolas de cinema. A segunda disciplina de cinema era mais prática e permitia a produção de animações, cujo roteiro era desenvolvido na primeira (Ribeiro, 2013). Diante desta oportunidade, Aída Queiroz e Magda Rezende optaram por realizar animações (Leite, 2013, 246). Já na habilitação de Cinema de Animação, José Américo lecionava a disciplina História da Animação, onde abordava os filmes do Leste Europeu e do NFB tais como: McLaren, Ishu Patel e Caroline Leaf (Ribeiro, 2013).

Adriane Puresa (Leite, 2013, 127) cita que antes do Núcleo alguns alunos da EBA já faziam animação, sendo Aída Queiroz uma das animadoras precursoras na Belas Artes. Ela começou pesquisando e produzindo de forma solitária e por conta própria. A princípio, Aída conta que começou a animar direto na película e que depois passou a animar no papel. Uma mesa de luz foi fabricada, a pedido do Prof. José Américo, na marcenaria da universidade para que ela pudesse produzir sua primeira animação com papel manteiga e caneta hidrocor. Depois de meses, ela fotografou quadro a quadro o resultado obtido utilizando uma câmera 16mm do departamento. Por fim, o material foi enviado para revelação no Rio de Janeiro (Leite, 2013, 127).

 
Figura 2. Diário da Tarde. Filmes animados. (1985)

Dentre os 10 selecionados¹ que realizaram o curso no Rio de Janeiro, em 1986, dois eram mineiros: Fabio Lignini e Aída Queiroz. Nesta primeira fase, as atividades tiveram duração de 09 meses e incorporaram a prática de exercícios de animação que conduziram para a aprendizagem do processo completo de um curta de animação, desde a concepção, o storyboard, até a montagem final, incluindo gravação de som e mixagem (Leite, 2013, p.153). Neste período, cada um desenvolveu um curta-metragem. Diante desta chance, a representação mineira gerou dois filmes, Aida Queiroz produziu Noturno (1986) e Fabio Lignini desenvolveu Quando os morcegos se calam (1986). 

Depois desta primeira fase, cinco integrantes tiveram a oportunidade de realizar mais um ano de curso de especialização, sendo que Aída Queiroz foi uma das bolsistas que continuou. Na segunda parte do curso, os alunos criaram, de forma coletiva, a animação Alex (1986), que recebeu o Coral Negro no Festival de Havana, em Cuba, em 1987.

Como contrapartida do contrato desta especialização, cada animador formado deveria voltar à sua cidade de origem, levando um kit de equipamentos de produção de animação com os objetivos de formar uma turma de animação e incentivar a criação de um Núcleo de animação. Isso de fato ocorreu em três capitais: Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte.

Em Belo Horizonte, o Curso Básico Preparatório em Cinema de Animação promovido entre a Embrafilme e a Escola de Belas Artes aconteceu de agosto de 1988 a setembro de 1989, utilizou a infraestrutura da UFMG e foi ministrado por três profissionais: Aida Queiroz, Fábio Lignini e César Coelho. Já Marco Anacleto cita que dois profissionais vieram naquela época para acompanhar suas atividades relacionadas à parte técnica, um deles era Jacques Avoine do NFB Canada e outro da Embrafilme, Marcelo Elia de Marsillac.

Segundo Maria Amélia Palhares (Leite, 2013, p. 330), então designada coordenadora do Núcleo de Minas Gerais, declara que este só foi instalado na UFMG devido a existência da Habilitação em Cinema de Animação e a importante dedicação dos professores José Tavares de Barros e José Américo Ribeiro, todos do Departamento de Fotografia e Cinema (DFTC). Desta maneira, as práticas possibilitaram a troca de experiência com profissionais externos e competentes, estimulou a transferência de processos e de tecnologia de baixo custo na área.

Nogueira (2015), que analisou os documentos de implantação do Núcleo gerados pela EBA na época, cita que o Núcleo Regional de Cinema de Animação foi estabelecido como curso de extensão com duração de 02 anos e podendo ser atualizado automaticamente por mais 02 anos. Depois de algumas negociações para ajustes necessários relacionados ao espaço físico onde o Núcleo funcionaria, um convênio foi assinado em 23 de agosto de 1988, entre a Fundação do Cinema Brasileiro (FCB) – instituição vinculada ao Ministério da Cultura e à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pela Escola de Belas Artes –, através do Departamento de Fotografia e Cinema (DFTC), com mediação da Fundação TV Minas Cultural e Educativa e interveniência da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais (SEC/MG).

Assim, foi possível a realização do Curso Básico Preparatório e do Curso Profissionalizante em Cinema de Animação. Esse convênio contemplou também a formação de técnicos em animação, a produção de filmes e vinhetas de animação, a realização de cursos e seminários e o apoio à produção regional de filmes contratados pela FCB (Nogueira, 2015).

A participação dos animadores no curso preparatório durou os três primeiros meses, sendo que cada instrutor lecionou 01 mês: Aída ficou responsável pela primeira parte do curso, Fábio participou da segunda e César lecionou a terceira fase. Após a atuação dos instrutores, os participantes permaneceram na Escola de Belas Artes para finalizar os curtas.

Puresa (Leite, 2013, p. 128) lembra que o curso era gratuito e a seleção foi feita por meio do portfólio, participaram estudantes tanto de dentro da escola quanto fora dela. Ficou estipulado que a primeira turma de 12 pessoas produziria um filme de um minuto cada e a segunda turma faria um curta de 5 minutos. O curso durou 3 meses e a dedicação era em tempo integral, 12 horas por dia, das 7h às 19h. Magda Rezende complementa que o conteúdo iniciou com animação clássica, estilo oficina cada um criava seu próprio roteiro com a ajuda dos professores.

Após a finalização do curso em Belo Horizonte, Aida volta para o Rio de Janeiro e funda a Campo 4, com Fábio Lignini (02 anos depois foi para a Universal em Londres e depois para Dreamworks), César Coelho e Patrícia Alves Dias. 

Figura 4. Panfleto de divulgação com as informações sobre o curso básico.

Segundo destaca Queiroz (2020), em contraposição aos moldes da animação comercial, em especial Disney, a filosofia do curso era aplicar diversas técnicas de animação, criar novas técnicas e utilizar materiais alternativos e de baixo custo. Em adição, Rezende (Leite, 2013, p. 277) destaca que o objetivo do Núcleo era incentivar a produção da animação-arte voltada para o estilo canadense de Norman McLaren.

Figura 5. Osmar Geraldo Koxne apresentando o storyboard do "O Sonho de Ícaro".

No total, 13 pessoas participaram deste primeiro curso, resultando em 13 curtas de animação com duração aproximada de dois minutos cada, que foram lançados numa sessão no Savassi Cineclube² no dia 02 de outubro de 1989. O convite, desenvolvido pela Adriana Leão, foi impresso pela Imprensa Universitária a pedido da Pró-Reitoria de Extensão e enviado pelo correio no dia 27 de setembro de 1989 (Figura 1).

Figura 6. Frente e verso do convite de lançamento dos filmes do Núcleo Regional de Cinema de Animação de Belo Horizonte (1989).

As obras³ e animadores que fizeram parte do lançamento foram: Big Bang, de Adriane Puresa; Trenzinho Caipira, de Magda Rezende; UL!, de Eugênio Pachelli da Gama; Aquarium, de Luiz Lincoln Loureiro; AIA-PAC, de Isa Patto; Transtevê, de Edward Moreira Teixeira de Carvalho; Saai Boom, de Adriana Leão; Caça, de Alexandre Albuquerque Santos; MU, de Tânia Anaya; Fábula, de Cristiane Zago; O Sonho de Ícaro, de Osmar Geraldo Koxne; Kid Kane, de Marta Neves; e Daphne e Godfrey, de Claudia Paoliello.

Eugênio Pachelli da Gama (Leite, 2013, p. 222) contribuiu com o som de três obras do Núcleo: a música do UL! de sua própria autoria, a música e a guitarra do O sonho de Ícaro, de Osmar Geraldo Koxne, e a ilustração musical do Transtevê, de Edward Moreira Teixeira de Carvalho.

Desses 13 participantes iniciais foram selecionados seis para a segunda fase, que englobava o Curso Profissionalizante, ocorrido entre outubro de 1989 e agosto de 1990, cujo objetivo era realizar animações de maior duração. O curso foi ofertado no período da manhã e totalizava uma carga horária de 1.680 horas – 8 horas/aula.

Nogueira (2015) descreve que após a apresentação, dentre esses participantes, sete foram selecionados para participar do curso profissionalizante: Tânia Anaya, Cristiane Zago, Marta Neves, Alexandre Albuquerque, Isa Patto, Magda Rezende e Adriane Puresa. 

Os professores foram César Coelho, Aída Queiroz e Patricia Alves Dias, de Pernambuco, que havia realizado o Curso do CTAv no Rio de Janeiro.

 

No entanto, devido às ações implantadas no início do governo do presidente Fernando Collor de Mello, esta turma se dissolveu por falta de apoio financeiro. Isso ocorreu, uma vez que a produção das obras estava limitada às instalações e aos equipamentos disponibilizados pela EBA, o que já não era suficiente para manter seus participantes ativos e dedicados na execução das animações. Segundo Tavares e Gino (2019, p.):

No primeiro ano de seu mandato, em 1990, foram fechadas as instituições responsáveis pelo fomento, produção e distribuição de filmes no país: Embrafilme, o Conselho Nacional de Cinema (Concine) e a Fundação do Cinema Brasileiro. Essas ações inviabilizaram a finalização das animações da segunda fase, que seriam realizadas no CTAv, órgão ligado diretamente à Fundação do Cinema Brasileiro.

Mesmo diante das restrições impostas, quatro filmes foram concluídos: Balançando na Gangorra, de Tânia Anaya; Para o perdão dos pecados, de Marta Neves; Dilúvio, de Magda Resende, e Ariem Hot, de Alexandre Albuquerque Santos.

Figura 8. Dilúvio, de Magda Resende
Na parte de trás, da esquerda para a direita: Adriane Pureza, Cristiane, Claudia, Magda, Adriana, Maria Amélia e Osmar. Na frente: Fábio, Edward e Isa

Equipamentos utilizados e espaços

 

Na ocasião da implantação do Núcleo Regional de Cinema de Animação de Minas Gerais, a Escola de Belas Artes recebeu alguns equipamentos para que o curso básico em Minas pudesse ser realizado. Antes do inicio do curso uma truca de 16mm para as filmagens já havia chegado na UFMG, além disso, estavam à disposição dos alunos do curso alguns kits, livros técnicos e acessórios para desenho e filmagem. O técnico e ex-aluno da EBA, Marco Antonio Anacleto, que havia recebido treinamento dos canadenses no CTAv do Rio de Janeiro para aprender a usar a câmera de animação (truca), colaborava nas captações e filmagens. O mesmo cita que depois do curso a graduação herdou os equipamentos e materiais.

Diante das atribuições do convênio, a Fundação do Cinema Brasileiro (FCB), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, ficaria responsável por ceder, em regime de comodato, os equipamentos e materiais para a produção das animações. Frete dos materiais entre as capitais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, garantir a instalação e a assessoria técnica para tal, custeando o translado e estadia de um cooperador técnico-artístico canadense. Nesta relação estavam inclusos:

 

Câmara, lente zoom, 35Trecho. 68 computador, filtro polarizador para refletores, suporte para truca, coladeira 16 mm italiana Catozzo, fotômetro, cronômetro, enroladeiras, furador de animação registro ACME, carretel de alumínio 16 mm, disco de animação, pacotes de fichas de filmagem, pacotes de papel de animação, pacotes de folhas de acetato de celulose, papel cartão preto, folha de storyboard, bibliografia e acervo filmográfico especializado, além de ceder materiais como rolos de negativo Kodak de fita magnética 16 mm e acetato para teste e carta de campos, entre outros (Nogueira, 2015, p. 68).

Por outro lado, a Escola de Belas Artes da UFMG ficou responsável em ceder o espaço físico para a instalação de infraestrutura técnica e administrativa do Núcleo, incluindo as questões de manutenção, segurança, limpeza dos laboratórios de imagem e de som, bem como outros materiais de consumo necessários às atividades administrativas e artísticas. As atividades no campus possibilitaram o uso da moviola Prevost de 16/35 mm, de projetores cinematográficos de 16 mm e equipamento de videocassete VHS.

Em adição, a UFMG disponibilizou a equipe técnica do Núcleo que contou com um coordenador, um técnico operador da truca, e o apoio da equipe administrativa.

De acordo com o Professor Maurício Gino a Escola ainda possui muitos dos equipamentos daquela época e destaca que os mesmos foram responsáveis por formar várias gerações de animadores, inclusive a dele. Alguns funcionam e ainda estão em uso nos laboratórios e nas produções atuais dos estudantes, como por exemplo a truca (Figura 7). No entanto, devido ao desgaste causado pelo uso contínuo e ação do tempo, alguns deles não são mais utilizados, mas não foram descartados, tal como o Furador de papel (Figura 8).

Nos meses de agosto e dezembro de 2017, uma exposição sobre o ofício do cinema de animação foi realizada no Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MAO). O espaço da antiga loja do museu serviu de espaço criativo para Estúdios Abertos direcionados para a produção experimental de vídeos com diferentes técnicas, contando com a presença dos animadores: Daniel Herthel, Marão, Diego Akel, Pedro Peluso e Giuliana Danza (Herthel; Weiduschadt, 2017). Nesta ocasião, vários equipamentos do acervo histórico da Escola de Belas Artes que contribuíram nas atividades de ensino em animação promovidas desde a década de 1980 e para o atual curso de graduação Cinema de Animação e Artes Digitais, permaneceram em exposição no local (Gino, 2017). Assim, os equipamentos utilizados nas práticas produtivas do Núcleo também puderam despertar memórias e ser apreciados pela comunidade em geral. Os objetos expostos e sua distribuição no armário foram representados por ilustrações na ficha técnica (Gino, 2017). Podem ser observados a presença da coladeira de filme 16mm, contador de fotogramas e ajuste mecânico de foco, cronômetro, fotômetro e furador de papel.

 

Equipamentos utilizados e espaços

 

Na ocasião da implantação do Núcleo Regional de Cinema de Animação de Minas Gerais, a Escola de Belas Artes recebeu alguns equipamentos para que o curso básico em Minas pudesse ser realizado. Antes do inicio do curso uma truca de 16mm para as filmagens já havia chegado na UFMG, além disso, estavam à disposição dos alunos do curso alguns kits, livros técnicos e acessórios para desenho e filmagem. O técnico e ex-aluno da EBA, Marco Antonio Anacleto, que havia recebido treinamento dos canadenses no CTAv do Rio de Janeiro para aprender a usar a câmera de animação (truca), colaborava nas captações e filmagens. O mesmo cita que depois do curso a graduação herdou os equipamentos e materiais.

Diante das atribuições do convênio, a Fundação do Cinema Brasileiro (FCB), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, ficaria responsável por ceder, em regime de comodato, os equipamentos e materiais para a produção das animações. Frete dos materiais entre as capitais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, garantir a instalação e a assessoria técnica para tal, custeando o translado e estadia de um cooperador técnico-artístico canadense. Nesta relação estavam inclusos:

 
Figura 9. Truca obtido por meio do convênio com o National Film Board of Canada.
Figura 10. Placa ID da truca.
Figura 11. Furador de papel obtido por meio do convênio com o National Film Board of Canada.
Figura 12. Verso do furador
Figura 13. Equipamentos e materiais utilizados no ofício de animação.

Conhecendo as obras

Sinopses

Notas

¹ José Rodrigues Neto (CE), Fabio Lignini (MG), Léa Zagury (RJ), Rodrigo Guimarães (RS), Patrícia Alves Dias (PE), Cesar Coelho (RJ), Daniel Schorr (RJ), Cao Hamburger (SP), Aída Queiroz (MG), Temo Carvalho (ES). Na ocasião, Cao Hamburger voltou para São Paulo, ficando o grupo com 09 integrantes.

² Foi o primeiro cinema privado de repertório–não vinculado apenas aos blockbusters– e responsável por formar uma geração de cinéfilos. Inaugurada em 16 de agosto de 1988, a pequena sala possuía 160 lugares e era localizada na rua Levindo Lopes, 358, na Savassi. A sala de exibição fechou as portas em 2012. (SILVA, 2018). Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/entretenimento/ha-30-anos-savassi-cineclube-mudou-a-historia-dos-cinemas-em-bh-1.588938

³ Assinaram a supervisão técnica e artística das obras os três instrutores do curso: Aida Queiroz, Fábio Lignini e César Coelho; Câmera de animação: Marco Anacleto (EBA); Técnico de Som: Romero Harlem (CAV); Montagem e edição: José Tavares de Barros (EBA); Mixagem: Roberto Leite (FCB); Produção e coordenação geral: Maria Amélia Palhares; Transcrição e Mixagem: Centro Técnico Audiovisual (FCB); Líder Cine Laboratórios S.A.

SINOPSES


FILME - Transtevê

DIREÇÃO - Edward Moreira Teixeira de Carvalho
DURAÇÃO - 3’16"
SINOPSE - Um transe gerado por metamorfoses de uma televisão leva o espectador a assistir uma série de transformações, a maioria baseada em vinhetas da Rede Globo.

FILME - Aia-Pac
DIREÇÃO - Isa Patto
DURAÇÃO - 3’30”
SINOPSE - Em viagem ao Peru, um turista descobre na lente da câmera os mistérios e magias do lugar.

FILME - Caça
DIREÇÃO - Alexandre Albuquerque Santos.
DURAÇÃO - 2’20”
SINOPSE - A paz de uma aldeia indígena é ameaçada por um avião norte-americano, mas um elemento surpresa surge contra o estrangeiro.

FILME - O sonho de Ícaro
DIREÇÃO - Osmar Geraldo Koxne
DURAÇÃO - 1’30”
SINOPSE - A lenda de Ícaro, o homem que queria voar alto.

FILME - Big Bang
DIREÇÃO - Adriane Puresa.
DURAÇÃO - 1’50”
SINOPSE - Baseado na premissa de Lao Tsé Tung, a maior revelação é a imobilidade.

FILME - Fábula
DIREÇÃO - Cristiane Zago
DURAÇÃO - 1’25”
SINOPSE - Uma história é contada ao mesmo tempo que é vista.

FILME - MU
DIREÇÃO - Tânia Anaya
DURAÇÃO - 1’39”
SINOPSE - Um touro é dominado por uma mão, mas pelo movimento através do qual as ações são executadas tem-se a impressão de que o touro e a pessoa são um só ser.

FILME - Shiboom
DIREÇÃO - Adriana Leão
DURAÇÃO - 1’50”
SINOPSE - Metamorfose de desenhos

FILME - Aquarium
DIREÇÃO - Luiz Lincoln Loureiro
DURAÇÃO - 2’30”
SINOPSE - Cachoeiras de aquarela.

FILME - Daphne e Godfrey
DIREÇÃO - Cláudia Paoliello
DURAÇÃO - 1’
SINOPSE - Uma velhinha e seu gato: um movimento repetitivo.

FILME - UL!
DIREÇÃO - Eugênio Pachelli da Gama
DURAÇÃO - 3’
SINOPSE - Filme abstrato com giz de cera.

FILME - Trenzinho Caipira
DIREÇÃO - Magda Rezende
DURAÇÃO - 2’50"
SINOPSE - Uma viagem pelas montanhas de Minas, embalada pela música Trenzinho do Caipira de Villas Lobos.

FILME - Kid Kane
DIREÇÃO - Marta Neves
DURAÇÃO - 2’30"
SINOPSE - Paródia do famoso filme Cidadão Kane, de Orson Welles. Com dinheiro, Kid Kane consegue tudo: festas, mulheres e sucesso. Mas tamanha ostentação serve apenas para esconder uma pessoa fraca, derrotada e infeliz.

FILME - Noturno
DIREÇÃO - Aída Queiroz
DURAÇÃO - 4’45"
SINOPSE - Cavalos fantasmas correm pela escuridão da noite, durante um sonho. Um estudo sobre o movimento destes animais, explorando principalmente o ritmo e a beleza plástica de suas formas.

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