Notas

Nota de repúdio

NOTA DE REPÚDIO ÀS AMEAÇAS E ATAQUES RACISTAS E MISÓGINOS À DEPUTADA FEDERAL CAROL DARTORA.

A deputada federal Carol Dartora recebeu no último domingo (15) uma ameaça de morte por e-mail, com conteúdo de extrema violência e, diante da gravidade do caso, acionou imediatamente as autoridades e adotou providências legais para a apuração do crime.

Lélia Gonzalez nos ensina que ser mulher negra no Brasil é enfrentar três tipos de preconceito: por ser negra, por ser mulher e pelos estereótipos que aumentam ainda mais a opressão¹.

Os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da UTFPR, declaram veemente e total repúdio às ameaças, exigindo celeridade de apuração da justiça e devida proteção de Dartora pelo Estado brasileiro.

Além do dever moral de defender sua vida e integridade, defendemos uma deputada que trabalha incansavelmente por direitos e pela Educação para Relações Étnico-raciais.

Primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Paraná, Carol Dartora tem atuação voltada à defesa dos direitos humanos, da igualdade racial e ao enfrentamento da violência política de gênero e, atualmente, ocupa a presidência da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, além de ser membro titular da Comissão Especial sobre Violência Obstétrica e Morte Materna, da Comissão de Educação, da Comissão Especial sobre o Plano Nacional de Educação 2024-2034 (PL 2614/24), da Comissão Especial sobre o Fundo Nacional da Igualdade Racial (PEC 027/24) e da Comissão de Cultura.

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela.”² — Angela Davis

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[1] GONZALES, Lélia. A mulher negra na sociedade brasileira: uma abordagem político-econômica. Rio de Janeiro: [s.n.], 1982.
[2] DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heloísa Toller Gomes. São Paulo: Boitempo, 2016.

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