Equipe VESPAS representa a UTFPR na estreia da Copaseg, no ITA

Nos dias 11 e 12 de abril, o VESPAS representou a UTFPR na primeira edição da Copaseg, evento nacional de cibersegurança realizado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos – SP. A programação reuniu estudantes de diferentes instituições brasileiras em dois dias de palestras, desafios técnicos e competições de Capture The Flag (CTF).

A Copaseg foi organizada pela ITASec, iniciativa estudantil do ITA voltada à formação de alunos na área de segurança cibernética. O evento surgiu a partir de discussões entre equipes universitárias durante o Simpósio Brasileiro de Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSEG), realizado em Foz do Iguaçu, com a proposta de fortalecer a integração entre grupos acadêmicos que atuam com cibersegurança no Brasil.

Segundo Augusto, integrante do VESPAS, o evento nasceu justamente dessa vontade de unir as equipes universitárias do país.

“A gente percebeu que existiam várias equipes espalhadas pelo Brasil participando das mesmas competições. A gente pensou: ‘Poxa, que bacana que tem tantas equipes pelo Brasil afora. Por que a gente não tenta organizar um negócio parecido com a Maratona de Programação?’”, explica.

Após os primeiros encontros, os grupos passaram a discutir formatos de competição, calendário e possíveis sedes para o evento. A primeira edição acabou sendo realizada no ITA, que assumiu a organização por contar com infraestrutura capaz de receber participantes de diferentes estados. Além do VESPAS, estiveram presentes equipes como Secret, da UFPR, Ganesh, da USP São Carlos, IMEsec e EchoSec, do Inteli.

Antes do início das competições, os participantes acompanharam uma palestra sobre hacking de satélites e segurança de sistemas de localização. Em seguida, teve início o primeiro CTF do evento, composto por seis desafios em diferentes áreas da cibersegurança. Entre os temas abordados estavam Prompt Injection, técnica relacionada à interação com sistemas de inteligência artificial, OSINT (Open Source Intelligence) e web hacking, além de desafios de criptografia. 

No segundo dia a dinâmica foi diferente, em vez de vários desafios independentes, as equipes receberam uma única atividade composta por diversas etapas. A prova funcionava como uma investigação, na qual os participantes recebiam imagens, vídeos e outras pistas para conduzir uma análise até encontrar um endereço de e-mail oculto. Vencia a equipe que conseguisse chegar primeiro ao resultado final. O desafio exigiu que os participantes conectassem informações obtidas ao longo das diferentes etapas, combinando conhecimentos de áreas como OSINT e web hacking para avançar na investigação proposta pela organização. 

O VESPAS encerrou a competição na 4ª colocação geral, resultado que garantiu à equipe um troféu trazido para a UTFPR. 

Para além do desempenho técnico, a Copaseg também se destacou pelo ambiente colaborativo criado entre os participantes. Durante os intervalos, refeições e atividades paralelas, estudantes de diferentes instituições puderam trocar experiências, discutir estratégias e conhecer melhor os projetos desenvolvidos por outras equipes.

Para Elen, integrante do VESPAS, esse espírito de colaboração foi um dos aspectos mais marcantes do evento.

“A gente imagina que nesses ambientes vai ser super competitivo, mas foi exatamente o contrário. Foi um clima super tranquilo, todo mundo se ajudou, todo mundo conversou, ninguém tava de cara virada pra ninguém.”

Além das discussões sobre os desafios e das trocas de experiências entre as equipes, também houve espaço para conversas sobre a participação feminina na área. Elen foi uma das poucas mulheres presentes no evento e conta que o tema surgiu de forma espontânea durante as interações entre as estudantes, que compartilharam percepções sobre a presença de mulheres na cibersegurança e maneiras de incentivar mais pessoas a se aproximarem da área.

A participação na primeira edição da Copaseg reforça a presença do VESPAS no cenário nacional de cibersegurança e evidencia a importância de iniciativas que aproximam universidades, incentivam a troca de conhecimento e proporcionam experiências práticas aos estudantes. Mais do que uma competição, o evento representou uma oportunidade de aprendizado técnico, networking e fortalecimento da comunidade acadêmica de segurança da informação no Brasil.

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