{"id":1380,"date":"2021-06-15T15:44:22","date_gmt":"2021-06-15T18:44:22","guid":{"rendered":"https:\/\/bibliotecadesigncenico.ct.utfpr.edu.br\/?p=1380"},"modified":"2021-06-15T15:47:04","modified_gmt":"2021-06-15T18:47:04","slug":"quem-somos-nos-surgimento-identidade-e-legitimidade-na-trajetoria-teatral-do-grupo-nos-do-morro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/bibliotecadesigncenico\/?p=1380","title":{"rendered":"Quem somos n\u00f3s? surgimento, identidade e legitimidade na trajet\u00f3ria teatral do Grupo N\u00f3s do Morro."},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1380\" class=\"elementor elementor-1380\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-06bae54 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"06bae54\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd2f4cd\" data-id=\"cd2f4cd\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8eff148 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8eff148\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>PAULA, Let\u00edcia Miranda.\u00a0<strong>Quem somos n\u00f3s? surgimento, identidade e legitimidade na trajet\u00f3ria teatral do Grupo N\u00f3s do Morro.\u00a0<\/strong>Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria Social) &#8211; Universidade Federal Fluminense, 2012.<\/p><p>Palavras-chave: Hist\u00f3ria Social, Cultura, Teatro, Grupo N\u00f3s do Morro.\u00a0<\/p><p>Resumo: O Grupo N\u00f3s do Morro foi criado em 1986, na favela do Vidigal, a partir do contato entre profissionais de teatro com os jovens moradores, atrav\u00e9s dos anos, se transformou em uma das mais importantes iniciativas no \u00e2mbito de trabalhos art\u00edsticos e sociais criados e desenvolvidos no Brasil. A proposta inicial do grupo era um teatro feito \u201cda comunidade para a comunidade\u201d, sendo assim, as pe\u00e7as deste per\u00edodo abordavam temas que refletiam a realidade dos moradores com o objetivo de formar uma plateia local. Mas que plateia era essa? No final dos anos setenta, a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios na subida do Vidigal fez surgir uma nova vizinhan\u00e7a composta por pessoas de classe m\u00e9dia e artistas, entre eles o fundador e diretor geral do grupo, Guti Fraga. Compartilhando do mesmo universo geogr\u00e1fico, a classe m\u00e9dia convivia com os moradores mais humildes, ocupantes da parte m\u00e9dia e alta do morro. S\u00e3o para estes atores sociais que o discurso do grupo se volta, buscando atrair um p\u00fablico pouco habituado a frequentar teatro. Com o passar do tempo, o N\u00f3s do Morro sente a necessidade de perder sua ess\u00eancia amadora e tentar obter reconhecimento da classe profissional. A constru\u00e7\u00e3o de uma sede pr\u00f3pria, ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios espa\u00e7os dentro do Vidigal, como uma igreja desativada e os fundos de uma escola municipal, reflete essa necessidade do grupo afirmar sua autonomia art\u00edstica. E foi a\u00ed, que, em 1996, o N\u00f3s do Morro inaugurou um teatro com capacidade para oitenta espectadores, o Teatro do Vidigal. Com a pe\u00e7a escolhida para inaugurar o teatro, Machadiando, reuni\u00e3o de textos de Machado de Assis, o grupo conquistava o primeiro pr\u00eamio oficial, o Pr\u00eamio Shell. O pr\u00eamio foi recebido com grande entusiasmo pela companhia, que, a partir deste momento, acreditava estar legitimada no mercado n\u00e3o mais em fun\u00e7\u00e3o de um trabalho social realizado em uma favela carioca. Por\u00e9m, o N\u00f3s do Morro vencia como \u201ccategoria especial\u201d, ou seja, a cr\u00edtica especializada valoriza mais um trabalho comunit\u00e1rio do que o espet\u00e1culo em si. Somente anos mais tarde, em 2002 \u00e9 que o grupo ganharia o Pr\u00eamio Shell por uma categoria tradicional com a apresenta\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a Noites do Vidigal, primeira montagem do grupo a estrear fora da favela de origem. O espet\u00e1culo foi bem recebido pela cr\u00edtica e foi contempor\u00e2neo, tamb\u00e9m, a participa\u00e7\u00e3o dos atores no filme Cidade de Deus. O 7 sucesso do longa de Fernando Meirelles impulsionou a carreira de v\u00e1rios integrantes do N\u00f3s do Morro para produ\u00e7\u00f5es no cinema e na televis\u00e3o. Diante destes acontecimentos pretendemos discutir a legitimidade conquistada pelo N\u00f3s do Morro e o significado desta legitimidade para os diversos atores sociais que se apropriam do trabalho do grupo.<\/p><p>Link:\u00a0<a href=\"https:\/\/app.uff.br\/riuff\/handle\/1\/15973\">https:\/\/app.uff.br\/riuff\/handle\/1\/15973<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-24f914c elementor--star-style-star_fontawesome elementor-widget elementor-widget-star-rating\" data-id=\"24f914c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"star-rating.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-star-rating__wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-star-rating\" itemtype=\"http:\/\/schema.org\/Rating\" itemscope=\"\" itemprop=\"reviewRating\">\n\t\t\t\t<i class=\"elementor-star-full\" aria-hidden=\"true\">&#xE934;<\/i><i class=\"elementor-star-full\" aria-hidden=\"true\">&#xE934;<\/i><i class=\"elementor-star-full\" aria-hidden=\"true\">&#xE934;<\/i><i class=\"elementor-star-full\" aria-hidden=\"true\">&#xE934;<\/i><i class=\"elementor-star-full\" aria-hidden=\"true\">&#xE934;<\/i>\t\t\t\t<span itemprop=\"ratingValue\" class=\"elementor-screen-only\">Rated 5 out of 5<\/span>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PAULA, Let\u00edcia Miranda.\u00a0Quem somos n\u00f3s? surgimento, identidade e legitimidade na trajet\u00f3ria teatral do Grupo N\u00f3s do Morro.\u00a0Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria Social) &#8211; Universidade Federal Fluminense, 2012. 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