{"id":2542,"date":"2024-12-19T11:42:53","date_gmt":"2024-12-19T14:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/?p=2542"},"modified":"2024-12-19T17:29:36","modified_gmt":"2024-12-19T20:29:36","slug":"a-origem-da-animacao-na-ufmg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/?p=2542","title":{"rendered":"A origem da anima\u00e7\u00e3o na UFMG"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2542\" class=\"elementor elementor-2542\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-36ab027 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no\" data-id=\"36ab027\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ea222d4\" data-id=\"ea222d4\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c6c913d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c6c913d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Publicado em: 19 de dezembro de 2024<\/span><\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fa75586 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"fa75586\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A origem da anima\u00e7\u00e3o na UFMG<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a13c75b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a13c75b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Elisangela Lobo Schirigatti<br \/><\/em><em>Maur\u00edcio Silva<\/em><span style=\"color: var( --e-global-color-text );font-style: inherit\"><em>\u00a0Gino<\/em><\/span><\/strong><\/p><p style=\"text-align: right\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4195038 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no\" data-id=\"4195038\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7a4a1b3\" data-id=\"7a4a1b3\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4b56ac3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4b56ac3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A Escola de Belas Artes tem papel importante na hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o nacional pela contribui\u00e7\u00e3o com o ensino e com as pesquisas cient\u00edficas, incluindo as de preserva\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de profissionais capacitados e a constitui\u00e7\u00e3o de um acervo. Ao longo dos anos, passou do processo anal\u00f3gico ao digital; das produ\u00e7\u00f5es experimentais \u00e0s produ\u00e7\u00f5es baseadas na ind\u00fastria; e do ensino ao acervo, dentro de um contexto mundial em que foi estabelecido o ensino da anima\u00e7\u00e3o, e nacional, de um percurso dif\u00edcil para a produ\u00e7\u00e3o e aprendizado na anima\u00e7\u00e3o, como relatado por Moreno (1978).<br \/><span style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit;color: var( --e-global-color-text );font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;background-color: var(--ast-global-color-4)\"><br \/>O acervo abrangente, segundo levantamento de 2004 atrav\u00e9s do projeto Ophicina Digital, do professor Dr. Luiz Nazario, consta de filmes em 35 mm, 16 mm, Super 8, U-Matic, VHS, slides, equipamentos de produ\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o escrita, fotografias, quadros, p\u00f4steres, artes de anima\u00e7\u00e3o, roteiros originais, roteiros filmados e n\u00e3o filmados (incluindo de diretores consagrados, como Alberto Cavalcanti, J\u00falio Bressane e Joaquim Pedro de Andrade, e de jovens diretores mineiros) de obras raras, fic\u00e7\u00e3o, entretenimento, did\u00e1ticos, document\u00e1rios, filmes de propaganda e de publicidade de pioneiros do cinema nacional e internacional (como do cineasta Igino Bonfioli), de animadores do Leste Europeu, sobretudo da Iugosl\u00e1via, e do extinto Consulado da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica da Alemanha (RDA).<br \/><\/span><span style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit;color: var( --e-global-color-text );font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;background-color: var(--ast-global-color-4)\"><br \/>Esse rico material foi reunido ao longo dos anos por meio de doa\u00e7\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es pelos professores da Escola em consulados, embaixadas, institui\u00e7\u00f5es, projetos e produ\u00e7\u00f5es internas, retratando \u00e9pocas diferentes do cinema e do ensino de anima\u00e7\u00e3o aqui em Minas e no Brasil. Esses filmes de anima\u00e7\u00e3o foram produzidos entre 1979 a 2015 pelos alunos, para conclus\u00e3o de curso; como trabalho de mestrado e doutorado; filmes feitos em disciplinas como \u201ct\u00e9cnicas alternativas de anima\u00e7\u00e3o\u201d, \u201ct\u00e9cnicas audiovisuais\u201d e \u201chist\u00f3ria da arte\u201d; e filmes feitos em oficinas e cursos realizados pela escola e em parcerias, compondo o precioso acervo junto a equipamentos, fotografias e alguns artefatos de produ\u00e7\u00e3o. Por isso, foi e ainda \u00e9 fonte de pesquisa para v\u00e1rios professores, estudantes e estudiosos em geral e fonte de material f\u00edlmico para exibi\u00e7\u00f5es e inser\u00e7\u00f5es em produ\u00e7\u00f5es audiovisuais.<br \/><\/span><span style=\"background-color: var(--ast-global-color-4);color: var( --e-global-color-text );font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;font-style: inherit;font-weight: inherit\"><br \/>Segundo o professor e cineasta Jos\u00e9 Am\u00e9rico Ribeiro (in DVD NOTA 10), a anima\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser explorada na Escola em uma disciplina na \u00e1rea de cinema, ofertada pelo professor Jos\u00e9 Tavares de Barros, no final da d\u00e9cada de 1960. Essa disciplina, Linguagem Cinematogr\u00e1fica, visava o exerc\u00edcio da linguagem audiovisual do cinema, sendo explorada tamb\u00e9m a anima\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de diversos exerc\u00edcios. Em 1975, foram ofertadas duas disciplinas optativas de Cinema: a primeira, Introdu\u00e7\u00e3o ao Cinema, ministrada pelo professor, que dava uma vis\u00e3o geral da \u00e1rea, principalmente sobre o cinema brasileiro; e Cinema, ministrada pelo professor Evandro Lemos da Cunha, que havia entrado na escola em 1974 e j\u00e1 trabalhava, de maneira mais pr\u00e1tica, na produ\u00e7\u00e3o de filmes em 16 mm, basicamente voltado para document\u00e1rio (RIBEIRO, 2013). Sua linha era te\u00f3rica e pr\u00e1tica.<\/span><\/p><p>Depois da busca do departamento por uma tem\u00e1tica sobre como desenvolver o cinema e por defici\u00eancias t\u00e9cnicas, que era grande naquele per\u00edodo em Minas Gerais, os professores viram que n\u00e3o cabia um curso tradicional de cinema, com montador, cinegrafista e outros profissionais deste tipo. E como a escola era de artes, pensaram em unir as quest\u00f5es da \u00e1rea de arte com as quest\u00f5es de cinema, propondo o Curso de Anima\u00e7\u00e3o (CUNHA, 2015). Foi ent\u00e3o que surgiu, em 1977, uma das primeiras tentativas de implanta\u00e7\u00e3o do curso de desenho animado na Escola, atrav\u00e9s de debates, semin\u00e1rios e mesas-redondas promovidas pelo Diret\u00f3rio Acad\u00eamico. Essa tentativa foi fortalecida com o retorno do professor Jos\u00e9 Am\u00e9rico, por volta de 1980, ap\u00f3s a conclus\u00e3o de seu mestrado, que trouxe dos EUA, al\u00e9m de livros e v\u00e1rios materiais de anima\u00e7\u00e3o, experi\u00eancia nessa \u00e1rea para aplic\u00e1-la ao ensino da Escola.<\/p><p>Quando eleito chefe do DFTC, o prof. Am\u00e9rico sugeriu, ent\u00e3o, criar o curso de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o como um curso de extens\u00e3o. Por\u00e9m, alguns dos professores n\u00e3o gostaram muito da ideia pelo fato de n\u00e3o terem experi\u00eancia e voca\u00e7\u00e3o para trabalhar e ensinar. Mas, com a ajuda da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, dirigida pelo professor Cunha, a ideia foi adiante, e foram comprados uma truca32, tanques de revela\u00e7\u00e3o de filmes 16 mm e uma s\u00e9rie de mesas de luz, fabricadas na pr\u00f3pria UFMG (RIBEIRO, 2013).<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f1e2941 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"f1e2941\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/wp-content\/plugins\/elementor\/assets\/images\/placeholder.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d01f807 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d01f807\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Nessa \u00e9poca, a Escola j\u00e1 reunia muitos filmes de produ\u00e7\u00e3o dos alunos e outros que eram destinados ao uso did\u00e1tico. Esse material despertava interesse no p\u00fablico interno e externo para uso em diversos contextos, tais como em sala de aula, mostras e eventos, sendo cont\u00ednuas as solicita\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimo. A falta de organiza\u00e7\u00e3o e de controle e o mau uso pelos professores, alunos e demais institui\u00e7\u00f5es estava amea\u00e7ando a conserva\u00e7\u00e3o de todo o material. Com as proje\u00e7\u00f5es intensas, rapidamente havia danos no filme, e era muito complicada a tiragem de novas c\u00f3pias. Isso fez com que o professor Jos\u00e9 Tavares de Barros33\u00a0 percebesse a necessidade de estipular regras diante desse patrim\u00f4nio, convocando uma assembleia no DFTC da EBA. Ent\u00e3o, em 24 de abril de 1979, depois de uma ampla discuss\u00e3o, foi criada uma normatiza\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o dos filmes e demais materiais.\u00a0<\/p><p>As normas estabeleciam que os filmes seriam destinados prioritariamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o\u00a0 nos\u00a0 cursos\u00a0 e\u00a0 disciplinas\u00a0 sob\u00a0 a\u00a0 responsabilidade\u00a0 do\u00a0 professor\u00a0 Barros, observadas todas as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de exibi\u00e7\u00e3o segura dos filmes, em aparelhos devidamente testados, e a autoriza\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o pelos professores do departamento em atividades ligadas ao magist\u00e9rio, como confer\u00eancias, palestras e\/ou cursos, e por outros setores da UFMG, desde que em atividades exclusivamente did\u00e1ticas, a ju\u00edzo da chefia do departamento. Anualmente, a assembleia do departamento iria indicar um coordenador da filmoteca para estabelecer uma norma de funcionamento, obedecidos os artigos dessa resolu\u00e7\u00e3o. A exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos filmes foi vedada mesmo em circuitos de\u00a0 car\u00e1ter\u00a0 cultural,\u00a0 salvo\u00a0 em\u00a0 casos\u00a0 excepcionais\u00a0 analisados\u00a0 em\u00a0 assembleia\u00a0 do departamento.\u00a0 Por\u00e9m,\u00a0 os\u00a0 filmes\u00a0 poderiam\u00a0 ser\u00a0 cedidos\u00a0 a\u00a0 outras\u00a0 filmotecas\u00a0 ou\u00a0 \u00e0s cinematecas existentes no pa\u00eds, desde que houvesse contrapartida de empr\u00e9stimo de filmes de categoria e em quantidade equivalente.<\/p><p>Ao\u00a0 longo\u00a0 desse\u00a0 per\u00edodo,\u00a0 algumas\u00a0 cinematecas\u00a0 solicitaram\u00a0 filmes\u00a0 da EBA, apresentando uma lista dos t\u00edtulos de seus respectivos acervos para estabelecer uma troca. Entre elas, institui\u00e7\u00f5es externas, como a National Film Board e as filmotecas da Gr\u00e9cia (de 14 de junho de 1983), da Su\u00ed\u00e7a (de 31 de maio de 1983), da Bulg\u00e1ria (de 30 de maio de 1983), de Portugal (de 27 de maio de 1983), da Espanha (de 1981), da Holanda e da \u00c1ustria.\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-263f3fc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no\" data-id=\"263f3fc\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0149c7c\" data-id=\"0149c7c\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6f6fafd e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no e-con e-parent\" data-id=\"6f6fafd\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-74741bc e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no e-con e-parent\" data-id=\"74741bc\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-53e740f elementor-widget elementor-widget-wpr-reading-progress-bar\" data-id=\"53e740f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"wpr-reading-progress-bar.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"wpr-reading-progress-bar-container\" data-background-type=\"transparent\"><div class=\"wpr-reading-progress-bar\"><\/div><\/div>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em: 19 de dezembro de 2024 A origem da anima\u00e7\u00e3o na UFMG Elisangela Lobo SchirigattiMaur\u00edcio Silva\u00a0Gino \u00a0 A Escola de Belas Artes tem papel importante na hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o nacional pela contribui\u00e7\u00e3o com o ensino e com as pesquisas cient\u00edficas, incluindo as de preserva\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de profissionais capacitados e a constitui\u00e7\u00e3o de um acervo. Ao longo dos anos, passou do processo anal\u00f3gico ao digital; das produ\u00e7\u00f5es experimentais \u00e0s produ\u00e7\u00f5es baseadas na ind\u00fastria; e do ensino ao acervo, dentro de um contexto mundial em que foi estabelecido o ensino da anima\u00e7\u00e3o, e nacional, de um percurso dif\u00edcil para a produ\u00e7\u00e3o e aprendizado na anima\u00e7\u00e3o, como relatado por Moreno (1978). O acervo abrangente, segundo levantamento de 2004 atrav\u00e9s do projeto Ophicina Digital, do professor Dr. Luiz Nazario, consta de filmes em 35 mm, 16 mm, Super 8, U-Matic, VHS, slides, equipamentos de produ\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o escrita, fotografias, quadros, p\u00f4steres, artes de anima\u00e7\u00e3o, roteiros originais, roteiros filmados e n\u00e3o filmados (incluindo de diretores consagrados, como Alberto Cavalcanti, J\u00falio Bressane e Joaquim Pedro de Andrade, e de jovens diretores mineiros) de obras raras, fic\u00e7\u00e3o, entretenimento, did\u00e1ticos, document\u00e1rios, filmes de propaganda e de publicidade de pioneiros do cinema nacional e internacional (como do cineasta Igino Bonfioli), de animadores do Leste Europeu, sobretudo da Iugosl\u00e1via, e do extinto Consulado da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica da Alemanha (RDA). Esse rico material foi reunido ao longo dos anos por meio de doa\u00e7\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es pelos professores da Escola em consulados, embaixadas, institui\u00e7\u00f5es, projetos e produ\u00e7\u00f5es internas, retratando \u00e9pocas diferentes do cinema e do ensino de anima\u00e7\u00e3o aqui em Minas e no Brasil. Esses filmes de anima\u00e7\u00e3o foram produzidos entre 1979 a 2015 pelos alunos, para conclus\u00e3o de curso; como trabalho de mestrado e doutorado; filmes feitos em disciplinas como \u201ct\u00e9cnicas alternativas de anima\u00e7\u00e3o\u201d, \u201ct\u00e9cnicas audiovisuais\u201d e \u201chist\u00f3ria da arte\u201d; e filmes feitos em oficinas e cursos realizados pela escola e em parcerias, compondo o precioso acervo junto a equipamentos, fotografias e alguns artefatos de produ\u00e7\u00e3o. Por isso, foi e ainda \u00e9 fonte de pesquisa para v\u00e1rios professores, estudantes e estudiosos em geral e fonte de material f\u00edlmico para exibi\u00e7\u00f5es e inser\u00e7\u00f5es em produ\u00e7\u00f5es audiovisuais. Segundo o professor e cineasta Jos\u00e9 Am\u00e9rico Ribeiro (in DVD NOTA 10), a anima\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser explorada na Escola em uma disciplina na \u00e1rea de cinema, ofertada pelo professor Jos\u00e9 Tavares de Barros, no final da d\u00e9cada de 1960. Essa disciplina, Linguagem Cinematogr\u00e1fica, visava o exerc\u00edcio da linguagem audiovisual do cinema, sendo explorada tamb\u00e9m a anima\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de diversos exerc\u00edcios. Em 1975, foram ofertadas duas disciplinas optativas de Cinema: a primeira, Introdu\u00e7\u00e3o ao Cinema, ministrada pelo professor, que dava uma vis\u00e3o geral da \u00e1rea, principalmente sobre o cinema brasileiro; e Cinema, ministrada pelo professor Evandro Lemos da Cunha, que havia entrado na escola em 1974 e j\u00e1 trabalhava, de maneira mais pr\u00e1tica, na produ\u00e7\u00e3o de filmes em 16 mm, basicamente voltado para document\u00e1rio (RIBEIRO, 2013). Sua linha era te\u00f3rica e pr\u00e1tica. Depois da busca do departamento por uma tem\u00e1tica sobre como desenvolver o cinema e por defici\u00eancias t\u00e9cnicas, que era grande naquele per\u00edodo em Minas Gerais, os professores viram que n\u00e3o cabia um curso tradicional de cinema, com montador, cinegrafista e outros profissionais deste tipo. E como a escola era de artes, pensaram em unir as quest\u00f5es da \u00e1rea de arte com as quest\u00f5es de cinema, propondo o Curso de Anima\u00e7\u00e3o (CUNHA, 2015). Foi ent\u00e3o que surgiu, em 1977, uma das primeiras tentativas de implanta\u00e7\u00e3o do curso de desenho animado na Escola, atrav\u00e9s de debates, semin\u00e1rios e mesas-redondas promovidas pelo Diret\u00f3rio Acad\u00eamico. Essa tentativa foi fortalecida com o retorno do professor Jos\u00e9 Am\u00e9rico, por volta de 1980, ap\u00f3s a conclus\u00e3o de seu mestrado, que trouxe dos EUA, al\u00e9m de livros e v\u00e1rios materiais de anima\u00e7\u00e3o, experi\u00eancia nessa \u00e1rea para aplic\u00e1-la ao ensino da Escola. Quando eleito chefe do DFTC, o prof. Am\u00e9rico sugeriu, ent\u00e3o, criar o curso de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o como um curso de extens\u00e3o. Por\u00e9m, alguns dos professores n\u00e3o gostaram muito da ideia pelo fato de n\u00e3o terem experi\u00eancia e voca\u00e7\u00e3o para trabalhar e ensinar. Mas, com a ajuda da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, dirigida pelo professor Cunha, a ideia foi adiante, e foram comprados uma truca32, tanques de revela\u00e7\u00e3o de filmes 16 mm e uma s\u00e9rie de mesas de luz, fabricadas na pr\u00f3pria UFMG (RIBEIRO, 2013). Nessa \u00e9poca, a Escola j\u00e1 reunia muitos filmes de produ\u00e7\u00e3o dos alunos e outros que eram destinados ao uso did\u00e1tico. Esse material despertava interesse no p\u00fablico interno e externo para uso em diversos contextos, tais como em sala de aula, mostras e eventos, sendo cont\u00ednuas as solicita\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimo. A falta de organiza\u00e7\u00e3o e de controle e o mau uso pelos professores, alunos e demais institui\u00e7\u00f5es estava amea\u00e7ando a conserva\u00e7\u00e3o de todo o material. Com as proje\u00e7\u00f5es intensas, rapidamente havia danos no filme, e era muito complicada a tiragem de novas c\u00f3pias. Isso fez com que o professor Jos\u00e9 Tavares de Barros33\u00a0 percebesse a necessidade de estipular regras diante desse patrim\u00f4nio, convocando uma assembleia no DFTC da EBA. Ent\u00e3o, em 24 de abril de 1979, depois de uma ampla discuss\u00e3o, foi criada uma normatiza\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o dos filmes e demais materiais.\u00a0 As normas estabeleciam que os filmes seriam destinados prioritariamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o\u00a0 nos\u00a0 cursos\u00a0 e\u00a0 disciplinas\u00a0 sob\u00a0 a\u00a0 responsabilidade\u00a0 do\u00a0 professor\u00a0 Barros, observadas todas as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de exibi\u00e7\u00e3o segura dos filmes, em aparelhos devidamente testados, e a autoriza\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o pelos professores do departamento em atividades ligadas ao magist\u00e9rio, como confer\u00eancias, palestras e\/ou cursos, e por outros setores da UFMG, desde que em atividades exclusivamente did\u00e1ticas, a ju\u00edzo da chefia do departamento. Anualmente, a assembleia do departamento iria indicar um coordenador da filmoteca para estabelecer uma norma de funcionamento, obedecidos os artigos dessa resolu\u00e7\u00e3o. A exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos filmes foi vedada mesmo em circuitos de\u00a0 car\u00e1ter\u00a0 cultural,\u00a0 salvo\u00a0 em\u00a0 casos\u00a0 excepcionais\u00a0 analisados\u00a0 em\u00a0 assembleia\u00a0 do departamento.\u00a0 Por\u00e9m,\u00a0 os\u00a0 filmes\u00a0 poderiam\u00a0 ser\u00a0 cedidos\u00a0 a\u00a0 outras\u00a0 filmotecas\u00a0 ou\u00a0 \u00e0s cinematecas existentes no pa\u00eds, desde que houvesse contrapartida de empr\u00e9stimo de filmes de categoria e<\/p>\n","protected":false},"author":192,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"elementor_canvas","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2542","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/192"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2542"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2542\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2549,"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2542\/revisions\/2549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/utfpr.curitiba.br\/abrala\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}